A partir desta terça-feira, 8 de julho de 2025, a Caixa Econômica Federal começou a liberar o saque emergencial do FGTS para moradores de nove municípios do Rio Grande do Sul atingidos por fortes chuvas. O benefício, conhecido como saque calamidade, permite a retirada de até R$ 6.220 por conta vinculada, conforme o saldo disponível, para trabalhadores de cidades em estado de calamidade pública. Todo o processo é realizado de forma digital pelo aplicativo FGTS, garantindo agilidade e segurança. A medida busca apoiar financeiramente famílias impactadas por enchentes e outros prejuízos causados pelas chuvas intensas na região. O prazo para solicitação vai até 5 de outubro de 2025, e o procedimento exige documentos específicos para comprovar residência nas áreas afetadas.
Essa liberação emergencial reflete a resposta rápida da Caixa às necessidades das comunidades gaúchas. A iniciativa abrange trabalhadores que não realizaram saques por calamidade nos últimos 12 meses. O aplicativo FGTS foi estruturado para simplificar o acesso ao benefício, eliminando a necessidade de comparecimento presencial.
A seguir, alguns pontos-chave sobre o saque calamidade:
- Valor máximo: Até R$ 6.220 por conta vinculada, limitado ao saldo.
- Prazo: Solicitações até 5 de outubro de 2025.
- Processo: 100% digital, via aplicativo FGTS.
- Documentação: Comprovante de residência e identificação são obrigatórios.
Cidades contempladas pelo saque emergencial
Nove municípios gaúchos foram incluídos na liberação do saque calamidade após o reconhecimento oficial de situação de emergência. São eles: Agudo, Faxinal do Soturno, Manoel Viana, General Câmara, São João do Polêsine, Itaara, Pinheiro Machado, Liberato Salzano e Trindade do Sul. As chuvas intensas causaram alagamentos, deslizamentos e danos materiais, justificando a medida.
A identificação dessas cidades foi feita com base em levantamentos da Defesa Civil e de órgãos municipais. Cada município apresentou relatórios detalhando os impactos das chuvas, como destruição de moradias e interrupção de serviços essenciais. A Caixa utiliza esses dados para definir as áreas elegíveis, garantindo que o benefício chegue aos trabalhadores afetados.
Os moradores dessas regiões podem usar o recurso para despesas urgentes, como compra de alimentos, medicamentos ou reparos em suas casas. A liberação do FGTS em situações de calamidade é uma ferramenta consolidada no Brasil, aplicada em diversos estados quando desastres naturais geram prejuízos significativos.
Passo a passo para solicitar o saque pelo aplicativo
O processo de solicitação do saque foi desenhado para ser acessível e intuitivo. O aplicativo FGTS, disponível gratuitamente para Android e iOS, permite que o trabalhador complete todas as etapas sem sair de casa. Abaixo, as principais etapas para realizar o pedido:
- Baixe o aplicativo FGTS e faça login ou cadastro.
- Acesse a opção “Solicitar saque 100% digital” ou o menu “Saques”.
- Escolha o motivo “Calamidade pública” e selecione o município afetado.
- Informe o CEP e o número da residência, além do tipo de comprovante.
- Envie os documentos exigidos, incluindo selfie com identificação.
- Indique a conta bancária para recebimento, que pode ser de qualquer instituição.
- Finalize o envio e aguarde a análise da Caixa.
A digitalização do processo é um diferencial, especialmente para moradores de áreas com acesso limitado a agências bancárias. A Caixa garante que não há custos adicionais para o depósito em contas de outros bancos, ampliando a flexibilidade do serviço.
Após o envio, a análise da solicitação leva alguns dias, dependendo do volume de pedidos. A Caixa recomenda que os documentos sejam enviados com boa qualidade para evitar atrasos na aprovação.
Documentos exigidos para o pedido
Para garantir a legitimidade do saque, a Caixa exige a apresentação de documentos específicos. Esses materiais devem ser enviados pelo aplicativo em formato digital. A lista inclui:
- Documento oficial com foto (RG, CNH ou passaporte), com frente e verso.
- Selfie segurando o documento de identificação.
- Comprovante de residência emitido nos últimos 120 dias (conta de luz, água, telefone, etc.).
Quando o comprovante de residência não está no nome do trabalhador, há alternativas:
- Declaração do município confirmando residência na área afetada.
- Declaração assinada pelo trabalhador, com dados pessoais e endereço completo.
- Certidão de casamento ou união estável, caso o comprovante esteja no nome do cônjuge.
Essas opções ampliam o acesso ao benefício, considerando que muitos trabalhadores podem não ter documentos recentes em seu nome, especialmente em situações de emergência. A Caixa cruza as informações fornecidas com cadastros oficiais para validar os pedidos.

Benefícios do saque para as famílias atingidas
O saque calamidade do FGTS é uma medida de alívio financeiro em momentos críticos. Com valores de até R$ 6.220, o recurso pode ser usado para atender necessidades imediatas, como aquisição de itens básicos ou reparos em imóveis danificados. Em cidades como Pinheiro Machado e Liberato Salzano, onde as chuvas destruíram pontes e alagaram bairros, o dinheiro chega como um suporte essencial.
A liberação do FGTS também estimula a economia local, já que os recursos são gastos em comércios e serviços da região. Para muitas famílias, o saque representa uma oportunidade de recomeço após perdas materiais significativas.
Além disso, a agilidade do processo digital reduz o estresse dos trabalhadores, que não precisam enfrentar filas ou deslocamentos longos. A Caixa tem investido em tecnologia para tornar o acesso ao FGTS mais eficiente, especialmente em situações de calamidade.
Ações complementares da Defesa Civil
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul desempenha um papel crucial na resposta às chuvas. Além de coordenar o resgate de famílias e a distribuição de suprimentos, o órgão realiza levantamentos detalhados das áreas afetadas. Esses relatórios são enviados ao governo federal, que autoriza medidas como o saque calamidade.
Em Agudo e General Câmara, por exemplo, a Defesa Civil identificou centenas de famílias desalojadas. A integração entre municípios, estado e Caixa garante que os recursos cheguem rapidamente aos trabalhadores. A colaboração entre esses entes é essencial para minimizar os impactos de desastres naturais.
Os esforços da Defesa Civil também incluem ações preventivas, como alertas meteorológicos e orientações à população. Essas iniciativas ajudam a reduzir os danos causados por eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes no estado.
Outras regiões do Brasil com saque calamidade
A liberação do saque calamidade não é exclusiva do Rio Grande do Sul. Em 2025, outros estados brasileiros, como Bahia e Minas Gerais, também registraram liberações do FGTS devido a enchentes e deslizamentos. Cada caso depende do reconhecimento oficial de calamidade pública, que é feito com base em avaliações técnicas.
No Amazonas, por exemplo, secas severas em 2024 levaram à liberação do saque para comunidades ribeirinhas. Essas experiências mostram a importância do FGTS como instrumento de apoio em diferentes contextos climáticos. Os trabalhadores devem ficar atentos aos prazos e comunicados oficiais para acessar o benefício.
Importância da digitalização no acesso ao FGTS
A transformação digital da Caixa tem facilitado o acesso a benefícios como o saque calamidade. O aplicativo FGTS, lançado há alguns anos, foi aprimorado para suportar grandes volumes de solicitações. Em 2025, a plataforma processa milhares de pedidos diariamente, com interface amigável e suporte para diferentes tipos de documentos.
A possibilidade de indicar contas de outros bancos é outro avanço. Anteriormente, os saques eram limitados a contas da Caixa, o que gerava transtornos para alguns trabalhadores. Agora, o dinheiro é transferido rapidamente, sem taxas adicionais.
A digitalização também reduz erros manuais e fraudes, já que os documentos são validados por sistemas automatizados. Para os moradores de áreas rurais, como Trindade do Sul, o aplicativo é uma solução prática, já que evita deslocamentos até cidades maiores.
Prazos e cuidados ao solicitar o saque
O prazo de 5 de outubro de 2025 é um ponto de atenção para os trabalhadores. Após essa data, novas solicitações não serão aceitas, conforme as regras do FGTS. A Caixa recomenda que os pedidos sejam feitos com antecedência para evitar problemas de última hora, como falhas no envio de documentos.
Outro cuidado importante é verificar o saldo disponível no FGTS. O valor do saque é limitado ao que o trabalhador tem em sua conta vinculada, respeitando o teto de R$ 6.220. O aplicativo FGTS permite consultar o saldo antes de iniciar o processo.
A Caixa também alerta para golpes relacionados ao saque calamidade. Criminosos podem enviar mensagens falsas pedindo dados pessoais ou depósitos. O processo oficial é gratuito e realizado exclusivamente pelo aplicativo.
Como o saque calamidade é financiado
O FGTS é um fundo composto por depósitos mensais feitos pelos empregadores em nome dos trabalhadores. Em situações de calamidade, o governo autoriza a liberação de parte desses recursos para apoiar as vítimas. O valor máximo de R$ 6.220 é ajustado periodicamente com base em critérios econômicos.
A gestão do FGTS é feita pela Caixa, que segue diretrizes do Conselho Curador do fundo. A liberação para calamidade pública é uma das modalidades previstas na legislação, ao lado de saques para compra de imóvel ou aposentadoria. Esse mecanismo garante que os trabalhadores tenham acesso a recursos em momentos de necessidade.