A Fifa, entidade máxima do futebol mundial, anunciou a abertura de um novo escritório em Nova York, localizado na icônica Trump Tower, na Quinta Avenida, em Manhattan. A iniciativa, revelada em 7 de julho de 2025, pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, visa fortalecer a presença da organização nos Estados Unidos, que sediará o Club World Cup 2025 e a Copa do Mundo de 2026. A cerimônia de inauguração contou com a presença de figuras como o ex-jogador Ronaldo Nazário e Eric Trump, executivo da Trump Organization. O espaço funcionará como um hub estratégico para coordenar logística, parcerias e operações dos dois torneios, consolidando a relação da Fifa com o governo americano e organizações esportivas. A escolha do local reforça a proximidade entre Infantino e o presidente dos EUA, Donald Trump, em um momento crucial para o futebol no país.
A decisão de abrir uma base na Trump Tower ocorre em um contexto de expansão da Fifa nos EUA. Além do novo escritório, a entidade já opera uma sede em Coral Gables, Miami, que abriga a divisão jurídica e de conformidade. A localização em Nova York, segundo Infantino, é estratégica para estar “onde o futebol acontece”, especialmente com eventos de grande porte no horizonte. A proximidade com patrocinadores, mídia e entidades governamentais foi um fator determinante.
FIFA inaugura escritório na Trump Tower em Nova York de olho na Copa do Mundo 2026
— TIMES BRASIL – LICENCIADO EXCLUSIVO CNBC (@otimesbrasil) July 8, 2025
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- Principais objetivos do escritório:
- Coordenar logística para o Club World Cup 2025 e a Copa do Mundo 2026.
- Fortalecer parcerias com patrocinadores e mídia nos EUA.
- Atuar como ponto de ligação com organizações esportivas e governo.
- Promover o futebol em um mercado em crescimento.
A abertura do escritório gerou debates, especialmente pela escolha da Trump Tower, um símbolo associado ao presidente americano. Enquanto alguns veem a decisão como prática, outros apontam para os laços políticos entre Infantino e Trump, que se intensificaram nos últimos meses.
Localização estratégica em Manhattan
A Trump Tower, situada na prestigiada Quinta Avenida, é um dos endereços mais emblemáticos de Nova York. O prédio, conhecido por sua arquitetura e por ser a residência de figuras públicas, agora abriga a Fifa em um espaço projetado para ser um ponto de referência para o futebol global. A escolha reflete a intenção da entidade de se posicionar no coração financeiro e cultural dos EUA, facilitando o acesso a parceiros estratégicos.
O escritório não será uma sede administrativa completa, como a de Zurique, na Suíça, mas um espaço representativo. Ele terá equipes focadas em comunicação, marketing e coordenação de eventos, com profissionais de diversas nacionalidades. A multiculturalidade da equipe, segundo a Fifa, é essencial para lidar com a complexidade de torneios que envolvem clubes e seleções de todo o mundo.
A localização também é vantajosa para a visibilidade da entidade. Durante a inauguração, o troféu do Club World Cup foi exibido no lobby da Trump Tower, atraindo atenção de turistas e da imprensa. A exposição do troféu simboliza o compromisso da Fifa em promover o torneio, que terá sua final no estádio MetLife, em Nova Jersey, em 13 de julho de 2025.
Relação com o governo americano
A proximidade entre Gianni Infantino e Donald Trump tem sido um ponto de destaque na estratégia da Fifa. Nos últimos meses, Infantino participou de eventos com Trump, incluindo visitas à Casa Branca e a Mar-a-Lago, na Flórida. Essas interações culminaram em conquistas práticas, como a inclusão de 625 milhões de dólares em financiamento de segurança para a Copa do Mundo de 2026 no orçamento federal americano.
A escolha da Trump Tower como sede do escritório reforça essa aliança. Eric Trump, presente na inauguração, destacou a honra de receber a Fifa no edifício. A decisão, no entanto, não passou despercebida por críticos, que questionam o uso de um espaço ligado ao presidente para fins institucionais. A Fifa, por sua vez, defende que a localização foi escolhida por critérios logísticos e de prestígio, sem motivações políticas.
Preparativos para o Club World Cup 2025
O Club World Cup, que acontece de 14 de junho a 13 de julho de 2025, será o primeiro grande teste da Fifa nos EUA antes da Copa do Mundo. O torneio, expandido para 32 equipes, terá partidas em 12 estádios de 11 cidades americanas, incluindo Miami, Los Angeles e Seattle. A final está marcada para o MetLife Stadium, que também sediará as semifinais nos dias 8 e 9 de julho.
O novo escritório em Nova York desempenhará um papel central na organização do evento. Entre as responsabilidades estão:
- Gerenciamento de contratos com cidades-sede e estádios.
- Coordenação com emissoras e patrocinadores.
- Planejamento de segurança e logística para equipes e torcedores.
- Promoção do torneio em parceria com a mídia local.
O torneio contará com estrelas como Lionel Messi, do Inter Miami, e Kylian Mbappé, do Real Madrid, o que aumenta a expectativa de público. No entanto, a Fifa enfrenta desafios, como a venda de ingressos, que registrou mais de 1 milhão de assentos vazios na fase de grupos, segundo dados recentes.
Copa do Mundo de 2026 no horizonte
A Copa do Mundo de 2026, co-organizada por EUA, México e Canadá, será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio terá 16 cidades-sede, sendo 11 nos EUA, e a final está programada para o MetLife Stadium, em 19 de julho de 2026. O escritório de Nova York será essencial para alinhar as operações entre os três países, especialmente no que diz respeito à infraestrutura e segurança.
A Fifa já transferiu mais de 100 funcionários de Zurique para os EUA, incluindo a divisão jurídica, que opera em Miami. O escritório de Nova York complementa essa estrutura, focando na interação com stakeholders americanos. A entidade também planeja introduzir inovações, como um show de intervalo na final da Copa, inspirado no Super Bowl, para atrair o público local.
Desafios logísticos e de infraestrutura
Organizar dois torneios de grande porte em sequência exige planejamento detalhado. O Club World Cup servirá como um evento-teste para a Copa do Mundo, permitindo à Fifa identificar gargalos em transporte, segurança e hospitalidade. O escritório de Nova York será responsável por monitorar esses aspectos, garantindo que as cidades-sede estejam preparadas.
Entre os desafios estão a adaptação de estádios de futebol americano, como o MetLife, para o futebol, e a garantia de segurança em eventos com grande público. A Fifa trabalha em parceria com o FBI e autoridades locais, uma colaboração intensificada após incidentes de segurança em eventos esportivos recentes nos EUA.
Histórico da Fifa nos EUA
A presença da Fifa nos Estados Unidos não é nova. Desde a Copa do Mundo de 1994, o país tem sido um mercado prioritário para a entidade. A abertura do escritório em Coral Gables, em 2024, marcou a transferência da divisão jurídica de Zurique para Miami, um movimento que aproximou a Fifa das associações da América do Norte, Central e do Sul.
O novo escritório em Nova York é o segundo nos EUA e o terceiro nas Américas, após a base em Toronto, focada na Copa de 2026. A estratégia reflete a visão de Infantino de tornar o futebol “verdadeiramente global”, com os EUA como um dos principais polos de crescimento.
Repercussão da escolha da Trump Tower
A decisão de instalar o escritório na Trump Tower gerou reações mistas. Para alguns, a localização é uma escolha lógica, dada a relevância de Nova York e a proximidade com parceiros comerciais. Outros, porém, veem a medida como um sinal de alinhamento político, especialmente após as críticas de federações europeias à relação entre Infantino e Trump.
A Fifa argumenta que o espaço foi selecionado por sua infraestrutura e visibilidade, negando motivações além das operacionais. A entidade destacou que a Trump Tower já foi associada ao futebol no passado, tendo abrigado figuras como Chuck Blazer, ex-dirigente da Fifa, embora em um contexto controverso.
Próximos passos da Fifa nos EUA
Com a inauguração do escritório, a Fifa intensifica sua preparação para os torneios. Nos próximos meses, a entidade planeja:
- Ampliar a promoção do Club World Cup com eventos em Nova York.
- Finalizar acordos com patrocinadores para a Copa do Mundo.
- Testar protocolos de segurança em jogos do Club World Cup.
- Engajar comunidades locais para aumentar o interesse pelo futebol.
A presença em Nova York também permitirá à Fifa explorar o potencial comercial do mercado americano, que já atrai milhões de torcedores, impulsionado por estrelas como Messi e a ascensão da Major League Soccer (MLS).
Expansão do futebol no mercado americano
Os EUA têm visto um crescimento constante no interesse pelo futebol. A chegada de Lionel Messi ao Inter Miami, em 2023, e a expansão da MLS contribuíram para esse cenário. A Fifa aposta que os torneios de 2025 e 2026 consolidarão o esporte como uma das principais opções de entretenimento no país, rivalizando com esportes tradicionais como basquete e futebol americano.
O escritório de Nova York será um catalisador nesse processo, promovendo iniciativas para atrair novos fãs e investidores. A entidade também planeja parcerias com escolas e clubes juvenis, visando formar uma nova geração de jogadores e torcedores.