Entretenimento

Ex-BBB Fernanda Keulla compartilha jornada com doença autoimune rara

Fernanda Keulla
Fernanda Keulla - Foto: Instagram Fernanda Keulla - Foto: Instagram

A ex-BBB Fernanda Keulla, de 39 anos, anunciou em 7 de julho de 2025, por meio de um vídeo no Instagram, que foi diagnosticada com a Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune rara que afeta principalmente as glândulas lacrimais e salivares. A apresentadora e influencer, vencedora do BBB 13, relatou uma longa jornada de cansaço intenso, dores frequentes e internações antes de receber o diagnóstico com a ajuda de um reumatologista. A revelação trouxe atenção para a condição, que provoca sintomas como secura nos olhos e boca, e pode ser confundida com outras causas. Keulla destacou a importância de ouvir o corpo, após anos normalizando o desconforto. O caso, amplamente comentado nas redes sociais, reforça a necessidade de conscientização sobre doenças autoimunes, que afetam milhares de brasileiros, especialmente mulheres de meia-idade.

A trajetória de Fernanda começou com sinais que, por muito tempo, ela atribuiu à rotina exaustiva. “Eu me cobrava muito, achava que era normal estar sempre cansada”, disse no vídeo. A influencer relatou que críticas da família e a dificuldade em identificar a gravidade dos sintomas atrasaram a busca por ajuda especializada. Casos como o dela, segundo especialistas, são comuns, já que a Síndrome de Sjögren pode levar anos para ser diagnosticada devido à sua natureza complexa e sintomas inespecíficos.

  • Principais sintomas relatados por Fernanda:
    • Cansaço extremo e persistente.
    • Dores articulares frequentes.
    • Sensação de secura constante nos olhos e boca.
    • Episódios de internações por complicações não explicadas.

A conscientização promovida por Keulla tem gerado debates sobre a importância de buscar ajuda médica diante de sintomas persistentes, especialmente em mulheres, que representam a maioria dos casos da doença.

O que é a Síndrome de Sjögren

A Síndrome de Sjögren é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca as glândulas responsáveis pela produção de lágrimas e saliva, resultando em secura ocular e bucal. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença também pode afetar outros órgãos, como rins, pulmões e fígado, além de causar fadiga crônica e dores articulares. A condição é classificada em dois tipos: primária, quando ocorre isoladamente, e secundária, quando está associada a outras doenças autoimunes, como lúpus ou artrite reumatoide.

Embora a doença seja mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos, ela pode afetar pessoas de qualquer idade ou gênero. Estima-se que cerca de 0,5% a 1% da população mundial tenha a síndrome, mas a falta de diagnóstico precoce dificulta números exatos. No Brasil, a prevalência é semelhante, mas a subnotificação é um desafio, já que muitos pacientes confundem os sintomas com outras condições, como alergias ou efeitos colaterais de medicamentos.

A secura nos olhos, um dos sintomas mais característicos, pode levar a complicações graves, como lesões na córnea, se não tratada. Já a secura bucal aumenta o risco de cáries e infecções orais. Esses sinais, embora comuns, exigem avaliação cuidadosa para diferenciar a Sjögren de outras causas.

Jornada até o diagnóstico

A experiência de Fernanda Keulla reflete um problema recorrente: o atraso no diagnóstico. A apresentadora relatou que passou por várias internações e consultas antes de ser encaminhada a um reumatologista. Esse especialista, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, é fundamental para confirmar a Síndrome de Sjögren, que exige uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e, em alguns casos, biópsia das glândulas salivares.

O processo diagnóstico pode ser longo porque os sintomas da doença se sobrepõem a outras condições. Por exemplo, a secura ocular pode ser confundida com alergias ou problemas oftalmológicos, enquanto o cansaço é frequentemente atribuído ao estresse. No caso de Keulla, a persistência dos sintomas e a piora da qualidade de vida a levaram a buscar respostas mais detalhadas.

  • Etapas comuns no diagnóstico da Síndrome de Sjögren:
    • Avaliação oftalmológica para confirmar falta de lágrimas.
    • Exames de sangue para detectar autoanticorpos.
    • Biópsia de glândulas salivares, se necessário.
    • Cintilografia para avaliar função das glândulas.

A demora no diagnóstico, segundo especialistas, pode agravar os sintomas e levar a complicações, como inflamações em outros órgãos. Por isso, a história de Fernanda tem servido como alerta para que pacientes com sintomas persistentes procurem ajuda especializada.

Impacto da revelação de Fernanda Keulla

O anúncio de Fernanda Keulla gerou grande repercussão nas redes sociais, com milhares de seguidores comentando e compartilhando suas próprias experiências com doenças autoimunes. A apresentadora, conhecida por sua trajetória no BBB 13 e por sua carreira como influencer, usou sua visibilidade para destacar a importância de não ignorar sinais do corpo. “Estar doente todos os dias não é normal”, afirmou, em uma frase que resumiu a mensagem central de seu vídeo.

Além de sensibilizar o público, a revelação trouxe à tona a necessidade de mais informação sobre a Síndrome de Sjögren. Muitos seguidores relataram desconhecer a doença, enquanto outros compartilharam histórias de diagnósticos tardios. A discussão nas redes também destacou o papel de figuras públicas na conscientização sobre condições raras, que muitas vezes recebem pouca atenção.

A influencer não detalhou seu tratamento, mas mencionou que está sob acompanhamento médico. Casos como o dela mostram como o diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida, mesmo em uma doença sem cura definitiva.

Opções de tratamento disponíveis

O tratamento da Síndrome de Sjögren varia conforme a gravidade dos sintomas e os órgãos afetados. Para casos leves, como secura ocular ou bucal, o uso de lágrimas artificiais e substitutos de saliva pode ser suficiente. Em situações mais graves, medicamentos como anti-inflamatórios, corticoides ou imunossupressores são prescritos para controlar a inflamação e prevenir danos permanentes.

  • Principais abordagens terapêuticas:
    • Lágrimas artificiais para aliviar secura ocular.
    • Substitutos de saliva ou medicamentos que estimulam sua produção.
    • Anti-inflamatórios para dores articulares e fadiga.
    • Imunossupressores em casos de complicações sistêmicas.

Além do tratamento medicamentoso, mudanças no estilo de vida, como hidratação adequada e proteção contra ambientes secos, podem ajudar a gerenciar os sintomas. Acompanhamento multidisciplinar, envolvendo reumatologistas, oftalmologistas e dentistas, é essencial para minimizar complicações.

A ausência de cura definitiva reforça a importância do diagnóstico precoce. Pacientes que iniciam o tratamento cedo têm maior chance de controlar os sintomas e evitar danos irreversíveis, como lesões nos olhos ou problemas renais.

Desafios da conscientização

A Síndrome de Sjögren, embora não tão rara quanto outras doenças autoimunes, ainda enfrenta barreiras de conscientização. No Brasil, a falta de campanhas públicas e a complexidade do diagnóstico contribuem para a subnotificação. Muitos pacientes, especialmente em regiões com acesso limitado a especialistas, podem levar anos para receber um diagnóstico correto.

A história de Fernanda Keulla destaca a importância de figuras públicas na disseminação de informações. Sua visibilidade ajudou a levar o tema a um público mais amplo, incentivando discussões sobre saúde e a busca por diagnósticos. No entanto, especialistas alertam que a conscientização precisa ir além das redes sociais, com mais investimentos em educação médica e acesso a exames.

Outro desafio é a estigmatização de sintomas como cansaço crônico, frequentemente minimizados como “frescura” ou “estresse”. Mulheres, que representam cerca de 90% dos casos, muitas vezes enfrentam maior dificuldade para ter seus sintomas reconhecidos, o que reforça a necessidade de uma abordagem mais inclusiva na saúde.

  • Barreiras para o diagnóstico e tratamento:
    • Falta de acesso a especialistas em regiões remotas.
    • Subnotificação devido a sintomas inespecíficos.
    • Estigma associado a queixas de fadiga e dores.
    • Custos de exames e tratamentos prolongados.

A revelação de Keulla, portanto, não apenas joga luz sobre a Síndrome de Sjögren, mas também sobre a importância de ouvir os pacientes e investir em saúde preventiva.

To Top