A escolha de um carro novo envolve diversos fatores, e a desvalorização é um dos mais relevantes para o consumidor brasileiro em 2025. O Superguia Qual Comprar 2025, publicado pela Autoesporte, analisou 180 veículos em 20 categorias, considerando preços, manutenção, seguro e, principalmente, o índice de desvalorização com base na Tabela Fipe. O Chevrolet Tracker LTZ, com apenas 3,73% de perda de valor, lidera o ranking dos carros que menos desvalorizam no Brasil, seguido por modelos como BMW X1 e Mercedes-Benz EQA. A lista, divulgada em 10 de julho de 2025, inclui SUVs, hatches, sedãs e até veículos elétricos, com preços que variam de R$ 92.990 a R$ 599.990. Esses dados ajudam compradores a tomar decisões mais conscientes, priorizando modelos que mantêm o valor de revenda.
O ranking destaca a diversidade de marcas e categorias, com oito fabricantes representados, desde opções acessíveis como o Citroën Basalt até modelos premium como o Audi Q6 e-tron. A análise da Autoesporte reflete as tendências do mercado automotivo, onde SUVs compactos e veículos elétricos ganham espaço. A seguir, alguns destaques do levantamento:
- Chevrolet Tracker LTZ lidera com desvalorização de apenas 3,73%.
- SUVs dominam, com seis modelos entre os 10 primeiros.
- Preços variam de R$ 92.990 (Citroën Basalt) a R$ 559.990 (Audi Q6 e-tron).
- Modelos elétricos, como Mercedes-Benz EQA, aparecem pela primeira vez no top 10.
Fatores que influenciam a desvalorização
A desvalorização de um veículo depende de diversos elementos, como reputação da marca, demanda de mercado e custos de manutenção. O Chevrolet Tracker, por exemplo, se beneficia da popularidade dos SUVs compactos e da confiabilidade associada à Chevrolet no Brasil. Sua desvalorização de 3,73% reflete a alta procura no mercado de usados, onde o modelo mantém um preço competitivo.
Marcas premium, como BMW e Mercedes-Benz, também se destacam por oferecerem pacotes de revisões acessíveis e tecnologias avançadas, que atraem compradores mesmo no mercado de seminovos. O BMW X1, com 4,11% de desvalorização, é o carro mais vendido da marca em 2025, com 2.412 licenciamentos até junho. Por outro lado, modelos como o Honda City se sobressaem pelo pós-venda eficiente e pela reputação da marca japonesa.
Veículos elétricos, como o Mercedes-Benz EQA, começam a aparecer em rankings de desvalorização devido ao crescimento da demanda por mobilidade sustentável. Apesar do alto custo inicial, a baixa depreciação de 4,18% indica que o mercado está valorizando esses modelos.

Chevrolet Tracker: o líder do ranking
O Chevrolet Tracker LTZ, com preço de R$ 169.490, conquistou o primeiro lugar no ranking de menor desvalorização em 2025, com um índice de apenas 3,73%. Equipado com motor 1.0 turbo de 116 cv ou 1.2 turbo de 141 cv, o SUV compacto combina preço acessível, baixo custo de manutenção e alta demanda no mercado de usados.
A linha 2026 do Tracker, já lançada, trouxe atualizações estéticas e mecânicas, como a substituição da correia dentada, o que deve reforçar sua posição no mercado. A versão LTZ, recomendada pelo Superguia Qual Comprar, oferece itens como seis airbags, central multimídia de 8 polegadas e alerta de colisão frontal.
O sucesso do Tracker reflete a preferência brasileira por SUVs compactos, que aliam praticidade e economia. Sua presença no topo do ranking é um indicativo de que os consumidores valorizam modelos que equilibram preço, tecnologia e revenda.
SUVs dominam o mercado
Os SUVs continuam sendo os protagonistas do mercado automotivo brasileiro, e o ranking de desvalorização de 2025 confirma essa tendência. Seis dos 10 carros listados pertencem a essa categoria, incluindo Volkswagen T-Cross, Jeep Renegade, Citroën Basalt, BMW X1, Mercedes-Benz EQA e Audi Q6 e-tron.
O Volkswagen T-Cross, com desvalorização de 5,10%, é o SUV mais vendido do Brasil em 2025, impulsionado pela versão 200 TSI, que custa R$ 154.990 e traz tecnologias como frenagem autônoma e faróis de LED. Já o Jeep Renegade, com 4,37% de depreciação, mantém sua relevância mesmo após uma década no mercado, graças ao motor 1.3 turbo de 176 cv.
O Citroën Basalt, com preço inicial de R$ 93.990, surpreende ao alcançar a sétima posição, com 4,73% de desvalorização. Sua proposta de SUV cupê acessível, aliada ao motor 1.0 turbo de 130 cv, o coloca como uma opção competitiva no segmento de entrada.
Alguns SUVs destacados no ranking incluem:
- Volkswagen T-Cross 200 TSI: 5,10% de desvalorização, R$ 154.990.
- Jeep Renegade Altitude: 4,37% de desvalorização, R$ 142.990.
- Citroën Basalt Shine Turbo: 4,73% de desvalorização, R$ 115.590.
- BMW X1 sDrive20i GP: 4,11% de desvalorização, R$ 319.950.
A ascensão dos elétricos
A presença de dois modelos elétricos no ranking – Mercedes-Benz EQA e Audi Q6 e-tron – sinaliza uma mudança no mercado brasileiro. O Mercedes-Benz EQA, com desvalorização de 4,18%, é o SUV elétrico mais acessível da marca, custando R$ 399.900. Equipado com motor de 190 cv e autonomia de 321 km, o modelo atrai consumidores interessados em tecnologia e sustentabilidade.
O Audi Q6 e-tron, com 4,99% de depreciação, é um dos mais caros da lista, com preço de R$ 559.990. Sua bateria de 100 kWh garante 411 km de autonomia, e o modelo foi eleito Carro do Ano Superpremium 2025 pela Autoesporte. A baixa desvalorização desses veículos reflete a crescente aceitação de carros elétricos no Brasil, impulsionada por incentivos fiscais e expansão da infraestrutura de recarga.
A inclusão de elétricos no ranking é um marco, já que esses modelos enfrentam desafios como alto custo de aquisição e manutenção. No entanto, pacotes de revisões gratuitas, como no caso do EQA, e a valorização no mercado de usados estão mudando essa percepção.
Honda City: hatch e sedã no top 5
O Honda City aparece duas vezes no ranking, com suas versões hatch (4,24%) e sedã (4,20%), ocupando a quinta e quarta posições, respectivamente. O hatch EX, com preço de R$ 132.600, e o sedã EXL, a R$ 140.800, compartilham o motor 1.5 aspirado de 126 cv, conhecido pela eficiência e durabilidade.
O sedã se destaca pelo porta-malas de 519 litros e pela cesta de peças entre as mais baratas de sua categoria. Já o hatch compensa o preço mais elevado em relação aos rivais com a reputação da Honda no pós-venda. Ambos os modelos beneficiam-se da confiança do consumidor brasileiro na marca japonesa, que mantém uma rede de concessionárias ampla e revisões com custos acessíveis.
A presença do City no ranking reforça a força dos modelos compactos em um mercado dominado por SUVs. Sua baixa desvalorização é um atrativo para quem busca veículos práticos para o uso urbano.
Modelos premium e off-road
O ranking também inclui representantes do segmento premium e off-road, como Jeep Wrangler Rubicon e BMW X1. O Wrangler, com desvalorização de 4,95%, é voltado para o público que valoriza a experiência off-road. Custando R$ 499.990, o jipe conta com motor 2.0 de 272 cv e tração 4×4 com reduzida, ideal para terrenos extremos.
Apesar do alto custo de manutenção – com cesta de peças de R$ 35 mil e seguro de R$ 10 mil –, o Wrangler mantém seu valor de revenda devido à exclusividade e à fidelidade dos fãs da marca Jeep. Sua proposta única, com barra estabilizadora desconectável, o diferencia no mercado.
O BMW X1, com 4,11% de desvalorização, combina luxo e competitividade. A versão sDrive20i GP, a R$ 319.950, oferece motor 2.0 turbo de 204 cv e acabamento premium, com cesta de peças mais acessível que os concorrentes de luxo. O modelo é líder de vendas da BMW no Brasil, refletindo sua popularidade.
Por que a desvalorização importa?
A desvalorização é um fator crítico na compra de um carro, pois impacta diretamente o custo total de propriedade. Um veículo que perde menos valor ao longo do tempo representa uma economia significativa na hora da revenda, especialmente para consumidores que trocam de carro a cada três ou cinco anos.
Fatores como a percepção de qualidade da marca, a disponibilidade de peças e a demanda no mercado de usados influenciam diretamente a depreciação. Modelos como o Chevrolet Tracker e o Honda City se beneficiam de uma rede de assistência técnica consolidada, enquanto marcas premium como BMW e Mercedes-Benz atraem pelo status e pela tecnologia embarcada.
O Superguia Qual Comprar 2025 destaca que, além da desvalorização, os consumidores devem considerar custos de seguro, manutenção e consumo de combustível. Esses elementos, combinados, ajudam a identificar os carros mais vantajosos a longo prazo.

Diferenças de preço e categorias
A amplitude de preços no ranking – de R$ 92.990 a R$ 559.990 – reflete a diversidade de categorias representadas. Modelos de entrada, como o Citroën Basalt, competem com rivais como Fiat Pulse e Renault Captur, enquanto opções premium, como Audi Q6 e-tron, enfrentam Porsche Macan e Range Rover Evoque.
Os SUVs compactos, como Tracker, T-Cross e Renegade, dominam o segmento de entrada, onde a concorrência é acirrada. Já os modelos elétricos e premium, como EQA e X1, atendem a um público que prioriza inovação e status. A presença de um jipe off-road, como o Wrangler, mostra que até nichos específicos podem se destacar em revenda.
Alguns preços e desvalorizações notáveis:
- Citroën Basalt: R$ 93.990, 4,73%.
- Chevrolet Tracker: R$ 169.490, 3,73%.
- BMW X1: R$ 319.950, 4,11%.
- Audi Q6 e-tron: R$ 559.990, 4,99%.
Tendências do mercado automotivo
O ranking de 2025 reflete as principais tendências do setor automotivo brasileiro. A dominância dos SUVs, que representam seis dos 10 modelos, alinha-se com a preferência nacional por veículos altos e versáteis. A ascensão dos elétricos, com EQA e Q6 e-tron, acompanha o aumento da infraestrutura de recarga e os incentivos para veículos de baixa emissão.
Marcas como Chevrolet e Honda consolidam sua força no mercado de massa, enquanto BMW e Mercedes-Benz reforçam a atratividade do segmento premium. A presença do Citroën Basalt, um modelo relativamente novo, indica que marcas em ascensão podem conquistar espaço com preços competitivos e boa revenda.
O mercado de usados também influencia o ranking. Modelos com alta procura, como Tracker e T-Cross, mantêm preços estáveis, enquanto veículos premium, como X1, atraem compradores dispostos a investir em tecnologia e conforto.
Escolhas estratégicas para o consumidor
Os dados do Superguia Qual Comprar 2025 oferecem um guia valioso para quem planeja comprar um carro em 2025. Modelos como o Chevrolet Tracker e o Honda City são ideais para quem busca economia e praticidade, enquanto BMW X1 e Mercedes-Benz EQA atendem a consumidores que valorizam inovação e status.
A baixa desvalorização de veículos como Jeep Wrangler e Audi Q6 e-tron mostra que até modelos de nicho ou alto custo podem ser boas escolhas, dependendo do perfil do comprador. A diversidade do ranking permite que consumidores de diferentes faixas de renda encontrem opções vantajosas, desde SUVs acessíveis até elétricos premium.
O levantamento da Autoesporte reforça a importância de pesquisar antes de comprar, considerando não apenas o preço inicial, mas também os custos de manutenção e a depreciação. Com essas informações, os consumidores podem fazer escolhas mais informadas e alinhadas às suas necessidades.