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Renault Kwid fica até R$ 11,4 mil mais barato com Carro Sustentável

Renault Kwid Outsider
Renault Kwid Outsider - Foto: Divulgação Renault Kwid Outsider - Foto: Divulgação

O Renault Kwid, carro mais acessível do Brasil, teve seus preços reduzidos em até R$ 11,4 mil após o lançamento do programa Carro Sustentável, anunciado pelo governo federal em 10 de julho de 2025, em Brasília. Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o decreto zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos compactos fabricados no Brasil, como o Kwid, produzido em São José dos Pinhais, Paraná. A medida, parte do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), entrou em vigor em 11 de julho, beneficiando modelos com emissões de CO₂ abaixo de 83 g/km e 80% de materiais recicláveis. A Renault anunciou novos preços para as versões Zen, Intense, Iconic e Outsider, que agora partem de R$ 67.290, combinando a isenção de IPI com descontos adicionais da montadora. O programa, válido até dezembro de 2026, busca tornar carros de entrada mais acessíveis e incentivar a descarbonização.

A iniciativa também introduz o IPI Verde, que ajusta alíquotas com base em eficiência, segurança e reciclabilidade. Carros mais poluentes, como os movidos a diesel, terão impostos elevados.

A redução de preços do Kwid, que concorre com o Fiat Mobi, é imediata nas 280 concessionárias da Renault no país.

  • Desconto máximo: R$ 11,4 mil na versão Zen, de R$ 78.690 para R$ 67.290.
  • Critérios do programa: Emissões abaixo de 83 g/km, 80% de reciclabilidade, produção nacional.
  • Vigência: Até dezembro de 2026, sem impacto fiscal.
  • Beneficiários: Pessoas físicas, jurídicas, frotistas e locadoras.

Detalhes do programa Carro Sustentável

O programa Carro Sustentável, integrado ao Mover, estabelece quatro critérios para isenção de IPI: emissões de CO₂ inferiores a 83 g/km, 80% de materiais recicláveis, produção local (soldagem, pintura, motor e montagem) e enquadramento como veículo compacto. O Renault Kwid, com motor 1.0 SCe flex de 71 cv e emissões de 82,5 g/km, atende a esses requisitos, garantindo IPI zerado.

A nova tabela de IPI, válida em 90 dias, começa com alíquotas de 6,3% para carros de passeio e 3,9% para comerciais leves, ajustadas por bônus e malus. Veículos com tecnologias de segurança, como frenagem automática, ou alta eficiência, como híbridos-flex, podem ter reduções de até 3,5 pontos percentuais, enquanto modelos a diesel enfrentam acréscimos de até 12%.

O governo estima que 60% dos veículos vendidos no Brasil, cerca de 1,2 milhão de unidades com base em 2024, terão IPI reduzido, sem prejuízo fiscal, já que carros mais poluentes compensarão a renúncia tributária.

Novos preços do Renault Kwid

A Renault ajustou os preços do Kwid, somando a isenção de IPI (5,27% a 7%) a descontos próprios. A versão Zen, a mais barata, caiu de R$ 78.690 para R$ 67.290, uma redução de R$ 11,4 mil. A Intense passou de R$ 81.790 para R$ 71.290, enquanto a Iconic e a Outsider, agora a R$ 75.690 e R$ 75.290, tiveram cortes de R$ 9,5 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

A campanha “Renault na Frente”, válida até 31 de julho em 280 concessionárias, inclui taxa zero em financiamentos de 24 meses e entrada de 50%. O Kwid, com direção elétrica, quatro airbags e assistente de partida em rampa, mantém sua posição como o carro mais barato do Brasil, superando o Fiat Mobi, que custa R$ 67.990 após descontos.

Benefícios para o consumidor

A redução de preços beneficia consumidores individuais, frotistas e locadoras, que representam 30% das vendas de carros de entrada no Brasil. Um Kwid Zen, por exemplo, tem economia de R$ 5.500 só com o IPI zerado, ampliando o acesso a veículos zero-quilômetro. A Renault destacou que o modelo, com consumo de 15,3 km/l (etanol) no ciclo urbano, alia baixo custo de manutenção e eficiência energética, ideal para uso urbano.

Frotistas, como empresas de transporte por aplicativo, ganham com a redução, já que o Kwid oferece espaço interno competitivo e baixo consumo. A campanha da Renault também prevê supervalorização de seminovos em trocas, com bônus de até R$ 3 mil.

Renault Kwid 2026
Renault Kwid 2026 – Foto: Divulgação/Renault

Sustentabilidade e produção nacional

O Kwid, produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, utiliza 82% de materiais recicláveis, superando o mínimo exigido. A planta, que emprega 5 mil trabalhadores, foi modernizada com R$ 1,1 bilhão para atender às normas do Proconve L8, garantindo emissões reduzidas. A Renault planeja lançar uma versão híbrida-flex do Kwid em 2027, aproveitando os incentivos do Mover.

O programa Carro Sustentável exclui veículos importados ou montados em regime CKD, reforçando a produção nacional. Modelos como o Kwid E-Tech (elétrico), importado, não se qualificam para a isenção, mas a Renault estuda produção local de elétricos em 2026.

  • Reciclabilidade: Kwid com 82% de materiais recicláveis.
  • Emissões: 82,5 g/km de CO₂, dentro do limite do programa.
  • Produção: Fábrica em São José dos Pinhais, com 5 mil empregos.
  • Futuro: Versão híbrida-flex prevista para 2027.

Impacto no mercado automotivo

O programa beneficia 11 modelos 1.0 flex, incluindo Renault Kwid, Fiat Mobi, Argo, Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo. A Volkswagen reduziu o Polo Track de R$ 95.790 para R$ 87.845, enquanto a Fiat cortou até R$ 13 mil no Mobi. A Anfavea estima que 60% dos carros vendidos no Brasil terão IPI reduzido, aquecendo o mercado, que comercializou 2 milhões de veículos em 2024.

Montadoras disputam a certificação de modelos junto ao MDIC, que publicará uma portaria com a lista oficial até o fim de julho. A Stellantis, dona da Fiat, e a Volkswagen já certificaram modelos, enquanto a Toyota, com o Corolla híbrido-flex, busca incluir versões 1.0 no programa.

IPI Verde e neutralidade fiscal

O IPI Verde introduz um sistema de bônus e malus, premiando veículos eficientes e penalizando os mais poluentes. Um carro híbrido-flex, como o Toyota Corolla, pode ter IPI reduzido de 6,3% para 2,8% se atender a critérios de eficiência, segurança e reciclabilidade. Carros a diesel, como picapes médias, enfrentam acréscimos de até 12%.

A neutralidade fiscal é garantida pela compensação: a renúncia de R$ 3,2 bilhões em IPI será equilibrada por alíquotas maiores em veículos de luxo e importados. O Mover prevê R$ 19,3 bilhões em créditos fiscais até 2028, atraindo R$ 190 bilhões em investimentos no setor.

Histórico de incentivos fiscais

Programas semelhantes, como o de 1993, liderado por Itamar Franco, reduziram o IPI para motores 1.0, popularizando o Fiat Uno Mille. Em 2023, um pacote temporário cortou IPI e PIS/Cofins para carros até R$ 120 mil, esgotando R$ 1,5 bilhão em um mês com 125 mil vendas. O Carro Sustentável, sem limite de preço, é mais abrangente e foca na sustentabilidade.

A Renault, que liderou vendas de carros de entrada em 2024 com o Kwid, se beneficia do histórico de programas fiscais, mas enfrenta concorrência acirrada da Fiat e Volkswagen, que também reduziram preços.

Benefícios para frotistas e locadoras

Frotistas e locadoras, que compram 30% dos carros de entrada, ganham com a redução de custos. O Kwid Zen, por exemplo, custa R$ 67.290 para vendas diretas, com descontos de até R$ 13,4 mil em lotes. A Renault oferece condições especiais, como financiamento com taxa zero e prazos de até 36 meses, fortalecendo sua posição no segmento de frotas.

A demanda por veículos econômicos cresceu 5% em 2024, impulsionada por motoristas de aplicativo e pequenas empresas. O Kwid, com consumo de 15,3 km/l, é ideal para esse público, oferecendo baixo custo por quilômetro rodado.

Avanços na descarbonização

O programa Carro Sustentável alinha-se à agenda da COP30, que o Brasil sediará em 2025. O foco em etanol, com emissões “do campo à roda” contabilizadas, valoriza o biocombustível, que responde por 27% do consumo de combustíveis no Brasil. Carros como o Kwid, que rodam com etanol, emitem até 40% menos CO₂ que equivalentes a gasolina.

A Renault investiu R$ 2 bilhões na modernização de motores 1.0 para o Proconve L8, reduzindo emissões e mantendo o Kwid competitivo. A Anfavea projeta que o programa reduzirá as emissões do setor automotivo em 10% até 2028.

Próximos passos do programa

O MDIC publicará até o fim de julho uma lista oficial de modelos credenciados, incluindo o Kwid e outros 10 veículos. Montadoras devem submeter dados técnicos para validação, comprovando emissões, reciclabilidade e produção local. A CGU monitorará a aplicação dos incentivos, garantindo transparência.

A Renault planeja ampliar a oferta de modelos no programa, com foco em versões 1.0 flex do Captur e Duster para 2026. O governo estuda incluir comerciais leves, como picapes pequenas, ainda em 2025, ampliando o alcance do Carro Sustentável.

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