Com os preços dos combustíveis em alta, o Renault Kwid se destaca como o carro mais econômico do Brasil em 2025, conforme a tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), publicada pelo Inmetro em março. O modelo lidera o ranking dos veículos a combustão com consumo energético de 1,40 megajoules por quilômetro (MJ/km), seguido de perto pelo Chevrolet Onix e Onix Plus. Realizado em laboratório, o levantamento avalia a eficiência energética de 1.168 modelos de 38 marcas, considerando apenas carros movidos a gasolina ou etanol, excluindo híbridos e elétricos. A lista é uma ferramenta essencial para consumidores que buscam reduzir gastos com combustível e emissões poluentes. O ranking reflete a crescente demanda por veículos eficientes em um cenário de custos elevados e regulamentações ambientais mais rígidas, como o Proconve L8.
A busca por carros econômicos ganhou força nos últimos anos. O aumento constante no preço da gasolina, que atingiu média de R$ 6,48 por litro em março de 2025, e do etanol, a R$ 4,51, pressiona o orçamento dos motoristas. Além disso, a conscientização ambiental tem incentivado a escolha de veículos com menor impacto ecológico.
- Principais destaques do ranking:
- Renault Kwid: 1,40 MJ/km, com até 14,6 km/l na cidade (gasolina).
- Chevrolet Onix Plus: 1,43 MJ/km, líder em rodovias com 17,4 km/l.
- Volkswagen Polo TSI: empatado com Onix Plus, com 1,43 MJ/km.
- Fiat Mobi e Cronos: 1,46 MJ/km, opções acessíveis e eficientes.

Eficiência energética em foco
O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Inmetro, é a principal referência para avaliar o consumo de combustível no Brasil. A medição em megajoules por quilômetro (MJ/km) indica a energia necessária para mover o veículo, sendo um critério técnico que complementa o consumo em quilômetros por litro (km/l). Quanto menor o índice de MJ/km, mais eficiente é o carro. A lista de 2025 destaca modelos compactos, como hatches e sedãs, que dominam o ranking devido a motores modernos e designs aerodinâmicos. O Renault Kwid, por exemplo, combina peso reduzido e motor 1.0 flex para alcançar números impressionantes.
Os testes do Inmetro simulam condições de uso urbano e rodoviário, garantindo resultados confiáveis. No entanto, fatores como manutenção inadequada ou hábitos de direção agressivos podem impactar o desempenho real. A eficiência energética também está alinhada às exigências do Proconve L8, norma que estabelece limites mais rigorosos de emissões a partir de 2025, incentivando montadoras a investirem em tecnologias mais limpas.
Destaques do ranking
O Renault Kwid mantém a liderança pelo segundo ano consecutivo, consolidando-se como a escolha ideal para quem busca economia sem abrir mão da praticidade urbana. Com preço inicial em torno de R$ 73.000, o subcompacto oferece consumo de 14,6 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada com gasolina. Já com etanol, os números são 10,4 km/l e 10,8 km/l, respectivamente. O modelo é equipado com motor 1.0 de três cilindros e câmbio manual de cinco marchas, que privilegia a eficiência sem sacrificar o desempenho em ambientes urbanos.
O Chevrolet Onix Plus, na segunda posição, é destaque em rodovias, alcançando 17,4 km/l com gasolina. O sedã, com preço a partir de R$ 85.000, combina espaço interno generoso e tecnologia, sendo uma opção popular entre famílias. O Chevrolet Onix hatch, terceiro colocado, segue com números próximos, mas perde ligeiramente no consumo rodoviário. Ambos os modelos da Chevrolet utilizam motores 1.0 flex com câmbio manual de seis marchas, garantindo equilíbrio entre potência e economia.
- Outros modelos no top 10:
- Volkswagen Polo TSI: 15,1 km/l na cidade e 16,1 km/l na estrada (gasolina).
- Fiat Cronos: 14,65 km/l na cidade, ideal para quem busca um sedã acessível.
- Hyundai HB20S: 14,4 km/l na cidade, com design moderno e conforto.
- Peugeot 208: 14,45 km/l na cidade, com estilo diferenciado.
Fatores que influenciam o consumo
A eficiência de um carro não depende apenas do motor ou do design. Hábitos de direção e manutenção regular desempenham papéis cruciais. Dirigir de forma suave, evitando acelerações bruscas, pode melhorar o consumo em até 20%. A calibragem correta dos pneus, recomendada a cada 15 dias, também reduz o esforço do motor, enquanto a manutenção preventiva, como troca de velas e filtros, pode economizar até 30% de combustível, segundo especialistas do setor automotivo.
Outro ponto importante é o tipo de combustível. O etanol, embora mais barato, tem menor rendimento energético, o que reduz a autonomia em comparação com a gasolina. Por isso, o Inmetro inclui medições para ambos os combustíveis nos veículos flex, permitindo que o consumidor compare o custo-benefício com base nos preços locais.
Tecnologias que fazem a diferença
As montadoras têm investido em inovações para melhorar a eficiência energética. Motores de três cilindros, como os usados no Kwid, Onix e HB20, oferecem melhor equilíbrio entre potência e consumo. Sistemas start-stop, que desligam o motor em paradas curtas, e câmbios manuais de seis marchas, que otimizam rotações em alta velocidade, também estão presentes em muitos modelos do ranking.
- Inovações em destaque:
- Motores 1.0 turbo: maior potência com menor consumo.
- Aerodinâmica otimizada: reduz a resistência do ar em alta velocidade.
- Pneus de baixa resistência ao rolamento: diminuem o consumo em até 5%.
- Sistemas eletrônicos de gestão de motor: ajustam o consumo em tempo real.
Além disso, a adoção de materiais mais leves, como aços de alta resistência, contribui para reduzir o peso dos veículos, impactando diretamente na eficiência. A Volkswagen, por exemplo, aplicou essas tecnologias no Polo TSI, que combina motor turbo e design aerodinâmico para alcançar números competitivos.
Impacto econômico e ambiental
Escolher um carro econômico vai além do bolso. Veículos com menor consumo emitem menos dióxido de carbono (CO2), contribuindo para a redução do impacto ambiental. O Kwid, por exemplo, emite cerca de 80 g/km de CO2, um dos menores índices entre os carros a combustão. Essa característica alinha os modelos do ranking às metas de sustentabilidade exigidas por regulamentações como o Proconve L8, que entrou em vigor em 2025.
Para o consumidor, a economia financeira é significativa. Um carro que roda 15 km/l, como o Onix Plus, pode economizar até R$ 2.500 por ano em comparação com um veículo menos eficiente, considerando 40 km diários e o preço médio da gasolina. Essa diferença é ainda mais relevante para motoristas de aplicativos ou taxistas, que percorrem longas distâncias diariamente.
Escolha certa para cada perfil
A lista do Inmetro oferece opções para diferentes necessidades. O Fiat Mobi, por exemplo, é ideal para quem busca um carro compacto e acessível para o trânsito urbano, com preço inicial de R$ 70.000. Já o Hyundai HB20S e o Fiat Cronos são boas escolhas para famílias, oferecendo mais espaço interno sem comprometer a economia. O Peugeot 208, por sua vez, atrai quem valoriza design e tecnologia, com consumo competitivo e acabamento premium.
- Perfis de consumidores:
- Motoristas urbanos: Fiat Mobi e Renault Kwid, compactos e ágeis.
- Famílias: Chevrolet Onix Plus e Hyundai HB20S, com maior espaço.
- Jovens: Peugeot 208 e Volkswagen Polo, com design moderno.
- Motoristas de longa distância: Onix Plus, líder em consumo rodoviário.
Cuidados para manter a eficiência
Manter o carro em boas condições é essencial para preservar a eficiência indicada pelo Inmetro. Revisões regulares, como a troca de óleo a cada 10.000 km ou 12 meses, evitam o desgaste do motor. A limpeza do sistema de injeção e a verificação da suspensão também ajudam a evitar perdas de desempenho. Além disso, evitar o excesso de peso no veículo, como carregar objetos desnecessários no porta-malas, reduz o consumo em até 2% por cada 50 kg extras.
O modo de condução também faz diferença. Acelerações suaves e a manutenção de velocidades constantes em rodovias maximizam a autonomia. Para quem usa ar-condicionado com frequência, o impacto no consumo pode chegar a 10%, sendo recomendável desligá-lo em trechos de baixa velocidade.
Futuro dos carros econômicos
As montadoras continuam investindo em tecnologias para reduzir o consumo. A popularização de motores turbo de baixa cilindrada, como o 1.0 TGDI da Hyundai, é uma tendência que combina eficiência e desempenho. Além disso, a introdução de sistemas híbridos leves, que utilizam baterias de 48 volts para auxiliar o motor a combustão, já aparece em alguns modelos compactos no exterior e pode chegar ao Brasil nos próximos anos.
O ranking do Inmetro de 2025 reforça a importância de escolher veículos que aliem economia, praticidade e sustentabilidade. Com opções que vão de hatches compactos a sedãs familiares, o consumidor tem à disposição modelos que atendem diferentes perfis sem pesar no orçamento. A liderança do Renault Kwid e a forte presença de marcas como Chevrolet, Volkswagen e Fiat mostram que a eficiência energética é uma prioridade no mercado automotivo brasileiro.