Entretenimento

SBT revive Banheira do Gugu no Programa do Ratinho com Mulher Melão e Mallandro

Programa do Ratinho Banheira do gugu
Programa do Ratinho Banheira do gugu - Foto: Reprodução SBT Programa do Ratinho Banheira do gugu - Foto: Reprodução SBT

A icônica Banheira do Gugu, quadro que marcou a televisão brasileira nos anos 1990, voltou ao ar na noite de 14 de julho de 2025, agora integrada ao Programa do Ratinho, no SBT, às 22h20. Com a participação de nomes como Renata Frisson, a Mulher Melão, o influenciador Yuri Bonotto e o apresentador Sergio Mallandro, a reestreia reacendeu a nostalgia de uma era de entretenimento descontraído, mas também gerou debates acalorados nas redes sociais. A iniciativa, impulsionada pelo empresário Rinaldi Faria, busca alavancar a audiência do horário nobre do SBT, aproveitando o apelo de um formato que já foi sinônimo de sucesso e controvérsia. A volta do quadro, originalmente exibido no Domingo Legal de Gugu Liberato, foi estrategicamente planejada para aquecer o público antes da estreia do novo programa No Alvo, com a participação do polêmico Pablo Marçal.

A decisão de resgatar a Banheira do Gugu reflete a aposta do SBT em formatos clássicos para reconquistar a vice-liderança na audiência. O quadro, conhecido por colocar famosos e anônimos em uma banheira cheia de espuma disputando sabonetes, enquanto modelos em trajes de banho tentavam impedi-los, foi um fenômeno cultural que lançou nomes como Luiza Ambiel e Helen Ganzarolli. A nova versão, adaptada para os padrões atuais, promete manter a essência divertida, mas com ajustes para evitar polêmicas do passado.

  • Participantes confirmados: Mulher Melão, Yuri Bonotto e Sergio Mallandro.
  • Horário de exibição: 22h20, no Programa do Ratinho, SBT.
  • Objetivo estratégico: Impulsionar a audiência antes do programa No Alvo.

História do quadro

Criado em 1995, a Banheira do Gugu foi um dos pilares do sucesso do Domingo Legal, apresentado por Gugu Liberato, que faleceu em 2019. O formato, exibido no segmento “Eles e Elas”, colocava um homem e uma mulher em uma competição direta dentro de uma banheira cheia de água e espuma. O objetivo era simples: coletar o maior número de sabonetes enquanto modelos tentavam atrapalhar, muitas vezes com contato físico intenso. O quadro alcançava picos de audiência, chegando a disputar a liderança com a Globo nas tardes de domingo entre 1997 e 2002.

A popularidade, no entanto, vinha acompanhada de críticas. Em 2000, o Ministério da Justiça emitiu advertências por considerar o conteúdo inadequado para horários acessíveis a crianças, citando a Portaria 796, que proibia cenas de nudez parcial. Uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reforçou a restrição, limitando a exibição após as 20h, o que levou ao cancelamento definitivo do quadro naquele ano. Apesar disso, a Banheira permaneceu na memória afetiva do público, sendo revisitada em 2015 por Gugu na Record, com figurinos mais discretos, e em 2023 pelo SBT, em homenagens no programa Fofocalizando.

Reestreia e reações do público

A volta da Banheira do Gugu no Programa do Ratinho foi marcada por uma recepção mista. Nas redes sociais, o quadro gerou buzz imediato, com internautas celebrando o retorno de um clássico da TV brasileira. Um usuário destacou a nostalgia, chamando a atração de “puro suco da TV brasileira”, enquanto outro elogiou a participação de Sergio Mallandro, que protagonizou momentos cômicos ao lado de Mulher Melão. No entanto, críticas também surgiram, especialmente no Instagram, onde alguns apontaram a sexualização do corpo feminino e consideraram o formato ultrapassado.

  • Comentários positivos: Elogios à nostalgia e ao entretenimento leve.
  • Críticas recebidas: Questionamentos sobre a relevância e o conteúdo do quadro.
  • Momento viral: Mulher Melão “afogando” Sergio Mallandro, destacado por Lucas Selfie.
  • Audiência inicial: Programa alcançou picos de 7 pontos na Grande São Paulo.

A estratégia do SBT parece ter surtido efeito. Dados preliminares indicam que o Programa do Ratinho manteve a vice-liderança na audiência, com picos de 7 pontos na Grande São Paulo, superando concorrentes em alguns momentos. A participação de Yuri Bonotto, finalista de A Fazenda 16, e de Mulher Melão, conhecida por sua carreira como dançarina, trouxe um apelo contemporâneo ao quadro, enquanto Mallandro reforçou o tom humorístico.

Estratégia por trás do retorno

A decisão de trazer a Banheira de volta partiu de Rinaldi Faria, figura central na reformulação da grade do SBT. Com a emissora enfrentando desafios para manter a relevância frente às plataformas digitais, o executivo apostou na nostalgia como ferramenta para atrair o público. O Programa do Ratinho, que já conta com quadros populares como Teste de DNA e Dez ou Mil, foi escolhido como palco ideal para o retorno, dado seu apelo popular e capacidade de gerar repercussão.

Ratinho, no entanto, demonstrou cautela. Em entrevista na Massa FM, ele afirmou que a reestreia seria uma homenagem única a Gugu Liberato, mas deixou aberta a possibilidade de continuidade “caso a audiência justifique”. A menção ao pedido da direção do SBT e a brincadeira sobre evitar “mulher pelada” para não desagradar sua esposa mostram o tom descontraído, mas calculado, da abordagem.

  • Responsável pela volta: Rinaldi Faria, focado em reformular a grade do SBT.
  • Objetivo principal: Aumentar a competitividade no horário nobre.
  • Declaração de Ratinho: Continuidade depende dos índices de audiência.

Impacto cultural e polêmicas

A Banheira do Gugu sempre foi mais do que um simples quadro de entretenimento. Nos anos 1990, ela representava uma televisão descompromissada, que misturava humor, sensualidade e interação direta com o público. Nomes como Luiza Ambiel, Solange Gomes e Helen Ganzarolli ganharam projeção nacional, enquanto o formato inspirava debates sobre os limites da TV aberta. A reestreia em 2025 reacende essa discussão, com internautas divididos entre a nostalgia e a percepção de que o quadro pode não se encaixar nos padrões atuais de entretenimento.

A escolha de participantes como Yuri Bonotto, com experiência em realities, e Mulher Melão, figura conhecida por sua presença midiática, reflete a tentativa de modernizar o formato sem perder sua essência. No entanto, críticas sobre a objetificação do corpo feminino persistem, especialmente em um contexto onde a TV aberta compete com conteúdos mais explícitos disponíveis online. Um internauta chegou a prever que, se mantida, a Banheira poderia atrair “subcelebridades” em busca de visibilidade, comparando-a a programas como A Fazenda.

Futuro do quadro

O destino da Banheira do Gugu no Programa do Ratinho dependerá de sua recepção nas próximas semanas. A audiência inicial, que colocou o programa entre os mais vistos do SBT, sugere potencial para continuidade, mas o canal precisará equilibrar o apelo nostálgico com ajustes para atender às expectativas do público moderno. A emissora ainda não divulgou detalhes sobre a frequência do quadro ou novos participantes, mas a presença de figuras conhecidas e a interação ao vivo indicam uma aposta em momentos virais para manter o engajamento.

A reestreia também serviu como aquecimento para o programa No Alvo, que estreou na mesma noite com Pablo Marçal, uma figura polêmica que gerou debates adicionais nas redes. A combinação de nostalgia e controvérsia parece ser a fórmula do SBT para se destacar em um mercado dominado por streaming e redes sociais.

  • Frequência do quadro: Ainda não confirmada, depende da audiência.
  • Próximos passos: Possível inclusão de novos famosos e ajustes no formato.
  • Conexão com No Alvo: Estratégia para aumentar o fluxo de telespectadores.
  • Desafio do SBT: Equilibrar nostalgia com padrões contemporâneos.

Nomes que marcaram a Banheira

A Banheira do Gugu foi responsável por lançar diversas personalidades que ainda hoje são reconhecidas. Além de Luiza Ambiel, que se tornou um ícone do quadro, outros nomes como Solange Gomes, Nana Gouvêa, Núbia Óliiver e Leandro Seguro ganharam destaque. Muitos gravavam várias edições em um único dia, atendendo à alta demanda do público. A nova versão busca recriar essa fórmula, mas com rostos contemporâneos e um toque de humor, como visto com Sergio Mallandro.

O quadro também inspirou outras emissoras. A RedeTV!, por exemplo, teve uma versão genérica nos anos 2000, enquanto a Record tentou resgatá-lo em 2015, sem o mesmo sucesso. A atual investida do SBT, com a direção de Rinaldi Faria e o carisma de Ratinho, parece mais alinhada com o espírito original, mas o desafio será manter a relevância em um cenário bem diferente daquele dos anos 1990.

Nostalgia versus modernidade

A volta da Banheira do Gugu reflete uma tendência maior na TV brasileira: o resgate de formatos clássicos para atrair um público que cresceu com a televisão aberta. Programas como o Programa do Ratinho e o próprio Domingo Legal continuam a ocupar um espaço único, oferecendo entretenimento leve em um mundo dominado por conteúdos digitais. A escolha de incorporar o quadro a um programa já consolidado mostra a confiança do SBT em sua base de telespectadores fiéis.

Por outro lado, a divisão nas redes sociais sugere que o formato pode enfrentar dificuldades para conquistar as gerações mais jovens, acostumadas a conteúdos rápidos e acessíveis em plataformas como YouTube e TikTok. A participação de influenciadores como Yuri Bonotto é uma tentativa de bridging essa lacuna, mas o sucesso dependerá da capacidade do SBT de adaptar o quadro sem perder sua essência.

  • Tendência na TV: Resgate de formatos clássicos para atrair audiência.
  • Público-alvo: Geração dos anos 1990 e novos telespectadores.
  • Desafio de adaptação: Manter o humor sem ultrapassar limites éticos.
  • Concorrência digital: Competição com conteúdos de streaming e redes sociais.
To Top