Um intenso tiroteio na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, causou pânico entre moradores e interrompeu o transporte público na manhã de 21 de julho de 2025. Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) foram atacados por criminosos durante patrulhamento, resultando na morte de um suspeito e três feridos, incluindo um líder do tráfico local. Criminosos incendiaram barricadas na Rua Cândido Benício, bloqueando acessos e paralisando cinco linhas do BRT por cerca de 45 minutos. A operação policial, reforçada após o confronto, liberou as vias por volta das 8h50. A ação gerou impacto em ônibus e uma unidade de saúde, com moradores relatando medo e dificuldade de locomoção.
A violência na região, marcada por disputas entre traficantes e milicianos, reflete uma crise de segurança recorrente. O Centro de Operações Rio orientou motoristas a usarem rotas alternativas, como a Estrada Intendente Magalhães, para acessar Tanque e Taquara.
- Impactos do tiroteio:
- Interrupção de cinco linhas do BRT.
- Bloqueio da Rua Cândido Benício.
- Suspensão de atividades em unidade de saúde.
- Reforço policial na região após confronto.
Reação dos moradores
Moradores da Praça Seca relataram momentos de terror durante o confronto. Vídeos nas redes sociais mostram barricadas em chamas e sons de disparos intensos, com passageiros de um ônibus do BRT se abaixando para se proteger. Muitos expressaram frustração com a rotina de violência, destacando a dificuldade de trabalhar ou circular na região durante esses episódios.
A insegurança levou ao fechamento temporário de uma unidade de saúde local, que suspendeu visitas domiciliares por questões de segurança. Moradores pediram reforço policial permanente e soluções para os confrontos frequentes, que afetam a rotina do bairro. O clima de tensão foi agravado pela presença de barricadas incendiadas, dificultando o acesso à comunidade.
- Relatos dos moradores:
- Passageiros do BRT se protegeram no chão durante tiroteio.
- Unidade de saúde suspendeu atividades externas.
- Barricadas em chamas bloquearam vias principais.
- Pedidos por maior segurança na região.
Detalhes do confronto
O confronto começou quando policiais do 18º BPM foram atacados por criminosos na comunidade Bateau Mouche. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos fugiram para uma área de mata após o tiroteio, que deixou um morto e três feridos, incluindo um líder do tráfico, levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. A PM reforçou o policiamento na região, mas não divulgou detalhes sobre prisões ou apreensões.
A Rua Cândido Benício, principal via da Praça Seca, foi interditada na altura da Rua Barão, no sentido Tanque, com barricadas incendiadas dificultando o acesso. Equipes policiais removeram os obstáculos, mas resquícios de fumaça permaneceram visíveis, intensificando o clima de insegurança. O confronto é parte de uma série de disputas entre facções criminosas na região.
Impacto no transporte público
O tiroteio causou a interrupção de cinco linhas do BRT, afetando o trecho entre Praça Seca e Tanque, nos sentidos Alvorada e Fundão. A Mobi-Rio informou que os serviços foram suspensos por cerca de 45 minutos, sendo normalizados às 8h50. Ônibus convencionais também tiveram itinerários alterados, impactando milhares de passageiros que dependem do transporte público na Zona Oeste.
O Centro de Operações Rio recomendou rotas alternativas, como a Estrada Intendente Magalhães e a Estrada do Catonho, para motoristas que precisavam acessar Tanque e Taquara. A paralisação gerou reclamações de trabalhadores, que relataram atrasos e dificuldades para chegar ao trabalho.
- Linhas do BRT afetadas:
- 31: Alvorada x Vicente de Carvalho (Semidireto).
- 35: Alvorada x Paulo da Portela (Parador).
- 40: Alvorada x Paulo da Portela (Expresso).
- 43: Santa Efigênia x Fundão (Expresso).
- 46: Alvorada x Penha (Expresso).

Histórico de violência na região
A Praça Seca é marcada por confrontos frequentes entre traficantes e milicianos, especialmente nas comunidades Bateau Mouche, Chacrinha e Barão. Nos últimos anos, a região enfrentou disputas pelo controle do tráfico de drogas, com episódios de tiroteios intensos. Em 11 de julho de 2025, uma tentativa de invasão do Terceiro Comando Puro (TCP) contra o Comando Vermelho (CV) deixou moradores em pânico, com relatos de baleados e fuzis exibidos por criminosos.
Em 2019, operações policiais na região resultaram na prisão de cinco criminosos e na apreensão de fuzis e granadas. A presença de milícias também é significativa, com denúncias de extorsão de moradores e síndicos. A violência recorrente tem impactado a qualidade de vida, com eventos esportivos e atividades escolares suspensos em momentos de confronto.
- Episódios recentes na Praça Seca:
- Julho 2025: Tentativa de invasão do TCP contra CV.
- 2019: Prisão de cinco criminosos com fuzis e granadas.
- 2018: Tiroteio em creche assustou crianças e professores.
- 2017: Confronto interrompeu evento na Vila Olímpica.
Ações policiais e segurança
A Polícia Militar intensificou o patrulhamento na Praça Seca após o tiroteio, com o objetivo de conter novos confrontos. A corporação informou que os criminosos responsáveis pelo ataque fugiram, mas o reforço policial permaneceu na região para garantir a segurança. O Disque-Denúncia solicitou informações da população para identificar suspeitos, reforçando a importância da colaboração comunitária.
O Ministério Público do Rio já realizou operações contra milícias na região, como em abril de 2024, quando quatro pessoas foram presas, incluindo policiais envolvidos com grupos criminosos. A estreita relação entre milicianos e agentes de segurança tem sido um obstáculo para o combate à violência na Praça Seca, segundo investigações.
- Medidas policiais:
- Reforço do 18º BPM na região.
- Operação do MP em 2024 prendeu quatro milicianos.
- Disque-Denúncia solicita colaboração da população.
- Retirada de barricadas incendiadas pela PM.
Efeitos na comunidade
A rotina de violência na Praça Seca afeta diretamente a população, com impactos em serviços essenciais e na mobilidade. Unidades de saúde suspenderam atividades externas, como visitas domiciliares, enquanto escolas e creches locais já enfrentaram paralisações em outros episódios. Moradores relatam dificuldades para trabalhar, com o transporte público interrompido e vias bloqueadas.
A comunidade pede ações mais efetivas das autoridades, como policiamento constante e políticas de prevenção à violência. A presença de barricadas e o risco de tiroteios criam um ambiente de insegurança, especialmente para crianças e idosos. A interrupção do BRT, essencial para a Zona Oeste, reforça a vulnerabilidade dos trabalhadores que dependem do sistema.