O Grêmio esteve próximo de contratar o meia Matías Zaracho, do Racing, mas a negociação fracassou devido à recusa de Cristian Pavón em aceitar uma troca por empréstimo. A proposta, discutida no início de julho de 2025, em Porto Alegre, visava reforçar o meio-campo tricolor com um jogador criativo, enquanto o Racing buscava um substituto para Maximiliano Salas. O impasse, motivado pela preferência de Pavón por uma transferência definitiva, expôs carências no elenco gremista e reacendeu debates sobre o futuro do atacante. A janela de transferências, ainda aberta, mantém o clube gaúcho em busca de alternativas para a temporada do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana.
Razões do fracasso na negociação de Zaracho
A negociação entre Grêmio e Racing para a troca de Matías Zaracho por Cristian Pavón parecia promissora, mas esbarrou na resistência do atacante gremista. A proposta, iniciada no começo de julho de 2025, envolvia um empréstimo mútuo sem custos adicionais, equilibrado pelos salários semelhantes dos jogadores, na faixa de R$ 800 mil mensais. O acordo beneficiaria ambos os clubes: o Grêmio ganharia um meia versátil, e o Racing, um atacante experiente.
A recusa de Pavón, que tem contrato até dezembro de 2026, foi motivada por sua busca por maior estabilidade em uma transferência definitiva. O jogador, contratado em 2024 por US$ 4 milhões, não se firmou como titular absoluto no Grêmio, apesar de números razoáveis: 57 jogos, oito gols e 11 assistências.
- Proposta: Troca por empréstimo sem custos adicionais.
- Salários: Ambos na casa de R$ 800 mil mensais.
- Objetivo do Grêmio: Reforçar a criação no meio-campo.
- Objetivo do Racing: Substituir Maximiliano Salas, vendido por US$ 8 milhões.
A decisão de Pavón gerou frustração na torcida gremista, que já questionava seu desempenho. A diretoria agora considera vender o jogador, estipulando um valor mínimo de US$ 3 milhões.
Perfil de Zaracho e o impacto da perda
Matías Zaracho, de 27 anos, era visto como uma peça ideal para o Grêmio. Sua passagem pelo Atlético-MG, onde disputou 149 jogos, marcou 20 gols e deu 19 assistências, destacou sua capacidade de atuar como meia central ou pelos lados. No Racing, desde 2023, o jogador enfrentou dificuldades com lesões, mas ainda era considerado uma aposta para recuperar seu melhor futebol em Porto Alegre.
A ausência de Zaracho deixa uma lacuna no setor ofensivo do Grêmio, que enfrenta dificuldades para articular jogadas. A comissão técnica de Mano Menezes buscava no argentino a versatilidade para atuar em diferentes posições do meio-campo, trazendo criatividade ao time.
- Idade: 27 anos.
- Experiência: Multicampeão com o Atlético-MG (2020-2022).
- Estilo: Meia versátil, atua centralizado ou pelos flancos.
- Desafios: Lesões que afetaram sua regularidade.
A perda de Zaracho força o Grêmio a buscar outras opções no mercado, com a janela de transferências ainda aberta até o final de julho.
Repercussão da recusa de Pavón
A decisão de Pavón de rejeitar a troca gerou reações negativas entre os torcedores gremistas. Nas redes sociais, comentários como “Pavón não entrega o que se espera” e “Sua saída seria um alívio” refletem a insatisfação com o atacante. Contratado com grandes expectativas em 2024, ele não repetiu o desempenho de sua passagem pelo Boca Juniors, onde brilhou e chegou à seleção argentina para a Copa de 2018.
O Grêmio, atualmente na 11ª posição do Campeonato Brasileiro com 16 pontos, enfrenta pressão para melhorar seu desempenho. A Copa Sul-Americana, com jogos contra o Alianza Lima em julho, aumenta a urgência por reforços. A diretoria avalia nomes como Carlos Vinícius, para o ataque, e Léo Coelho, zagueiro do Peñarol, mas a prioridade segue sendo um meia articulador.
- Posição do Grêmio: 11º no Brasileirão, com 16 pontos.
- Próximos desafios: Recopa Gaúcha e Sul-Americana.
- Prioridade: Contratar um camisa 10 criativo.
- Outros alvos: Carlos Vinícius e Léo Coelho.
A recusa de Pavón também reacendeu debates sobre seu futuro no clube. A diretoria, liderada por Alberto Guerra, considera propostas para vendê-lo, especialmente para aliviar a folha salarial e abrir espaço para novos reforços.
Estratégias do Racing após o impasse
Do lado argentino, o Racing também precisou ajustar seus planos após o fracasso na negociação. A venda de Maximiliano Salas por US$ 8 milhões ao River Plate deu ao clube recursos para investir, mas a recusa de Pavón forçou a busca por alternativas. Nomes como Alejo Véliz, do Tottenham, e Duvan Vergara, recém-contratado, estão na mira para reforçar o ataque na Libertadores e no campeonato argentino.
A relação entre Grêmio e Racing, que já negociaram no passado, como na venda de Zaracho ao Atlético-MG em 2020 por US$ 6 milhões, permanece amigável. No entanto, o impasse pode dificultar novas tratativas no curto prazo. O Racing vê Pavón como um jogador experiente, com passagens por Boca Juniors e seleção argentina, mas agora avalia fazer uma oferta definitiva para atender às exigências do atacante.
- Outros alvos do Racing: Alejo Véliz e Duvan Vergara.
- Recursos: US$ 8 milhões da venda de Salas.
- Objetivo: Manter competitividade na Libertadores.
- Gestão: Diego Milito e Sebastián Saja lideram as contratações.
Futuro incerto de Pavón no Grêmio
Cristian Pavón, aos 29 anos, enfrenta um momento delicado no Grêmio. Apesar de atuações pontuais, como contra o Vasco, ele não conquistou a torcida nem se consolidou como titular. Sua trajetória, que inclui passagens por Talleres, Colón, LA Galaxy e Atlético-MG, contrasta com a dificuldade de adaptação em Porto Alegre.
Outros clubes já demonstraram interesse no jogador. No início de 2025, o Panathinaikos ofereceu US$ 4 milhões, proposta recusada pelo Grêmio. O Vélez Sarsfield também fez sondagens. A diretoria gremista busca uma negociação que minimize o prejuízo do investimento inicial de US$ 4 milhões, com um valor mínimo de US$ 3 milhões para a venda.
- Idade: 29 anos.
- Contrato: Até dezembro de 2026.
- Números no Grêmio: 57 jogos, 8 gols, 11 assistências.
- Interesse: Panathinaikos e Vélez Sarsfield.
A possível saída de Pavón é vista como uma oportunidade para o Grêmio ajustar o elenco e investir em reforços mais alinhados com as necessidades do time.
Alternativas do Grêmio no mercado
Com a negociação de Zaracho frustrada, o Grêmio intensifica a busca por reforços. A diretoria, sob o comando de Alberto Guerra e com a perspectiva de Marcelo Marques assumir a presidência, planeja contratações de impacto. Além de Carlos Vinícius e Léo Coelho, o clube sondou Roger Guedes, mas a prioridade segue sendo um meia criativo capaz de suprir a carência de articulação no ataque.
Mano Menezes, pressionado por resultados, reconhece a necessidade de reforços para enfrentar jogos decisivos, como contra o São José, pela Recopa Gaúcha, e o Alianza Lima, pela Sul-Americana. A torcida, cada vez mais exigente, cobra soluções para os problemas ofensivos do time.
- Alvos no mercado: Carlos Vinícius, Léo Coelho, Roger Guedes.
- Foco: Meia articulador para o setor ofensivo.
- Jogos-chave: Recopa Gaúcha e Sul-Americana em julho.
- Expectativa: Contratações de impacto até o fim da janela.
A janela de transferências, aberta até o final de julho, é crucial para o Grêmio reverter o momento instável e atender às expectativas da torcida.