A Toyota anunciou o encerramento da produção do Corolla em sua fábrica de Indaiatuba, no interior de São Paulo, previsto para o segundo semestre de 2026. A unidade, que opera desde 1997 e foi pioneira na produção de veículos híbridos no Brasil, será substituída por uma nova planta em Sorocaba, a 65 km de distância. A decisão faz parte de um investimento de R$ 11 bilhões até 2030, visando modernizar a produção e ampliar a capacidade fabril. A mudança ocorre devido à obsolescência das instalações de Indaiatuba, que demandariam alto custo e tempo para atualização. A nova fábrica em Sorocaba, já em construção, terá capacidade para 100 mil veículos por ano e produzirá, além do Corolla, uma picape híbrida inédita. O processo inclui a transferência de funcionários e a criação de novas vagas, reforçando o compromisso da Toyota com o mercado brasileiro.
A transição marca o fim de uma era para Indaiatuba, que produziu mais de 1,3 milhão de unidades do Corolla em 28 anos. A mudança estratégica busca concentrar a produção em Sorocaba, onde já são fabricados modelos como o Corolla Cross e o Yaris. A nova planta terá tecnologias mais sustentáveis, como pintura sem solventes, e promete reduzir emissões de CO2 em 20%.
- Principais motivos da mudança:
- Obsolescência da fábrica de Indaiatuba, com linhas de montagem e pintura defasadas.
- Investimento em uma planta moderna em Sorocaba, com maior capacidade produtiva.
- Introdução de novos modelos, incluindo uma picape híbrida com tração 4×4.
- Transferência de funcionários para manter empregos e criar 500 novas vagas.
A decisão reflete a adaptação da Toyota às demandas do mercado e às metas de sustentabilidade, mantendo sua liderança no segmento de híbridos no Brasil.

Nova fábrica em Sorocaba: o que esperar
A nova unidade em Sorocaba, com 160 mil m² de área construída, está em fase final de obras, com telhado concluído e 13% do piso pronto. A planta será anexa à fábrica existente, que já produz o Corolla Cross e o Yaris para exportação. A Toyota planeja iniciar a produção do Corolla na nova instalação no segundo semestre de 2026, alinhando o cronograma com o encerramento das operações em Indaiatuba. A capacidade anual de 100 mil veículos permitirá à montadora atender à crescente demanda por híbridos no Brasil e na América Latina.
A nova fábrica incorporará tecnologias avançadas, como um sistema de pintura que elimina o uso de solventes e reduz o consumo de água. Esse avanço alinha a Toyota às normas globais de sustentabilidade, com uma redução projetada de 20% nas emissões de CO2. Além disso, a planta será responsável por um novo modelo: uma picape intermediária híbrida com tração 4×4, posicionada para competir com a Fiat Toro. Esse veículo será o primeiro do tipo produzido no Brasil, ampliando a oferta de opções eletrificadas no mercado.
- Características da nova fábrica:
- Área de 160 mil m², maior que a unidade de Indaiatuba.
- Capacidade para produzir 100 mil veículos por ano.
- Tecnologia de pintura sustentável, sem solventes.
- Produção do Corolla e de uma picape híbrida inédita.
A Toyota já contratou 554 novos funcionários, que estão em treinamento, e planeja realocar parte dos 1.500 colaboradores de Indaiatuba para Sorocaba, garantindo a manutenção de empregos.
Histórico da produção em Indaiatuba
Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba foi a primeira da Toyota a produzir o Corolla no Brasil. Ao longo de quase três décadas, a unidade fabricou mais de 1,3 milhão de unidades, com 1,15 milhão vendidas no mercado interno e 250 mil exportadas para países da América Latina. Em 2019, a planta tornou-se referência ao iniciar a produção do Corolla híbrido flex, o primeiro veículo do tipo fabricado no país. A unidade também produziu a perua Fielder entre 2004 e 2008, mas, nos últimos anos, concentrou-se exclusivamente no sedã.
A decisão de encerrar as operações em Indaiatuba veio após avaliações técnicas. A cabine de pintura, que ainda utiliza solventes, exigiria uma parada de seis meses para modernização, inviabilizando a continuidade da produção. As linhas de montagem, consideradas altas e pouco ergonômicas, também dificultam o trabalho, especialmente para mulheres. A Toyota optou por concentrar seus investimentos em Sorocaba, onde a infraestrutura é mais moderna e adaptável às novas demandas.
Impacto para os funcionários e a cidade
A Toyota comprometeu-se a preservar os empregos dos 1.500 funcionários de Indaiatuba, oferecendo transferência para Sorocaba ou um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com indenização de até 45 salários, mais bônus por tempo de serviço. A proximidade entre as duas cidades, cerca de 65基本
A empresa também está negociando com a prefeitura de Indaiatuba para minimizar os impactos econômicos na cidade. O prefeito Nilson Gaspar e a Toyota buscam alternativas para o espaço da fábrica, que pode ser reaproveitado para novos negócios ou projetos corporativos. A montadora expressou respeito pela história de Indaiatuba e prometeu apoiar iniciativas para geração de empregos na região.
- Medidas para os funcionários:
- Transferência para a nova fábrica em Sorocaba, a 65 km de Indaiatuba.
- Programa de Demissão Voluntária com indenização de até 45 salários.
- Criação de 500 novas vagas em Sorocaba até 2026.
- Treinamento de 554 novos contratados para a planta.
A Toyota espera contratar até 2.000 funcionários até 2030, com meta de 50% de mulheres, promovendo maior diversidade nas linhas de produção.
Futuro do Corolla e novos modelos
A transferência da produção do Corolla para Sorocaba não significa o fim do modelo, que continua líder entre os sedãs médios no Brasil. A nova fábrica garantirá a continuidade do Corolla, incluindo sua próxima geração, e permitirá a introdução de novos veículos. Além da picape híbrida, a Toyota lançará o Yaris Cross, um SUV compacto, no final de 2025. Esse modelo usará a plataforma DNGA, preparada para eletrificação, e terá versões a combustão e híbridas.
A nova planta também fortalecerá a produção local de componentes híbridos. A partir de 2025, a Toyota começará a fabricar sistemas híbridos no Brasil, e, em 2026, iniciará a montagem de baterias para veículos eletrificados. Essas iniciativas posicionam a marca como pioneira na produção de híbridos no país, atendendo à crescente demanda por veículos mais sustentáveis.
- Novos projetos da Toyota no Brasil:
- Lançamento do Yaris Cross no final de 2025.
- Produção de uma picape intermediária híbrida a partir de 2026.
- Montagem local de sistemas híbridos a partir de 2025.
- Fabricação de baterias para veículos híbridos em 2026.
A mudança reforça o compromisso da Toyota com o mercado brasileiro, onde planeja expandir exportações para 23 países da América Latina.
Sustentabilidade e tecnologia na nova planta
A nova fábrica em Sorocaba adota tecnologias que reduzem o impacto ambiental. O sistema de pintura sem solventes elimina o uso de água, diferentemente da planta existente, que já utiliza água como solvente. A redução de 20% nas emissões de CO2 reflete o alinhamento da Toyota com metas globais de sustentabilidade. A empresa também participa do programa Mover, que oferece incentivos fiscais para investimentos em pesquisa e desenvolvimento de veículos com baixas emissões.
A Toyota planeja ampliar a produção de híbridos flex, que combinam motores a combustão com etanol e eletricidade, reforçando sua liderança no segmento. A nova picape híbrida, com tração 4×4, será um marco no mercado brasileiro, oferecendo uma alternativa sustentável em um segmento dominado por modelos a combustão.
Compromisso com o mercado brasileiro
A Toyota reforça sua presença no Brasil com o investimento de R$ 11 bilhões até 2030. Além da nova fábrica, a empresa expandirá a capacidade da planta existente em Sorocaba de 150 mil para 170 mil veículos por ano. A produção local de componentes híbridos e baterias reduzirá a dependência de importações, fortalecendo a cadeia de suprimentos. A montadora também mantém parcerias com o governo de São Paulo, que liberou R$ 1 bilhão em créditos fiscais de ICMS para apoiar os novos investimentos.
A estratégia da Toyota inclui o fortalecimento das exportações, com 40% da produção de Sorocaba destinada a 22 mercados latino-americanos. A nova fábrica será um marco na consolidação da marca como líder em mobilidade sustentável no Brasil, com foco em inovação e eficiência.