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Crise no Atlético-MG: Scarpa, Gomes e Rony cobram dívidas e expõem caos financeiro

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Scarpa - Foto: Instagram Scarpa - Foto: Instagram

A crise financeira do Atlético-MG ganhou novos capítulos em 22 de julho de 2025, na Cidade do Galo, em Belo Horizonte, quando os meias Gustavo Scarpa e Igor Gomes notificaram o clube na Justiça do Trabalho por atrasos em direitos de imagem e premiações. O atacante Rony, por sua vez, foi além e pediu a rescisão unilateral de seu contrato, citando pendências no FGTS, luvas e direitos de imagem. O problema, que reflete uma dívida de R$ 1,4 bilhão, ameaça o desempenho do time em competições como Brasileirão e Copa Sul-Americana. A insatisfação no elenco expõe falhas administrativas e pode desencadear mais ações judiciais, enquanto a torcida pressiona por resultados.

O clube mineiro, um dos mais tradicionais do futebol brasileiro, enfrenta dificuldades para equilibrar as finanças, apesar dos investimentos na Sociedade Anônima do Futebol (SAF). As ações dos jogadores titulares, peças-chave no elenco, destacam a gravidade da situação. A saída de Rony, caso a rescisão seja aprovada, pode custar caro ao Galo, tanto em termos financeiros quanto esportivos.

  • Atrasos no FGTS superam dois meses, base para rescisão.
  • Direitos de imagem de julho de 2025 seguem pendentes.
  • Premiações do Campeonato Mineiro ainda não foram pagas.

Dívida bilionária pressiona gestão do Atlético-MG

A dívida de R$ 1,4 bilhão, confirmada por Rafael Menin, sócio majoritário da SAF, é o pano de fundo da crise. Apesar de a SAF do Atlético ter recebido os maiores aportes financeiros entre os clubes brasileiros, a administração enfrenta dificuldades para cumprir compromissos. Menin admitiu que atrasos salariais ocorreram em 2023, 2024 e no primeiro semestre de 2025, impactando diretamente o elenco.

Os investimentos em contratações de peso, como Scarpa (5 milhões de euros) e Rony (6,5 milhões de euros), não evitaram a insatisfação. A SAF destinou parte dos recursos para reduzir dívidas, mas pendências como FGTS e direitos de imagem persistem. A crise financeira, comum no futebol brasileiro, ganhou destaque no Atlético devido à relevância dos jogadores envolvidos e ao impacto no vestiário.

O clube tenta regularizar os pagamentos, mas a pressão de jogos decisivos, como o confronto contra o Bucaramanga pela Copa Sul-Americana em 24 de julho, aumenta a tensão. A diretoria trabalha para evitar que outros atletas sigam o caminho judicial, mas a falta de transparência nas negociações dificulta a recuperação da confiança.

  • Dívida de R$ 1,4 bilhão compromete planejamento.
  • SAF recebeu aportes, mas não resolveu pendências.
  • Atrasos salariais afetam desempenho em campo.
  • Pressão por regularização antes de jogos decisivos.

Impacto no elenco e reações da torcida

A insatisfação no elenco não se limita a Scarpa, Gomes e Rony. Jogadores como Hulk já expressaram publicamente desconforto com os atrasos, e reuniões com a diretoria não trouxeram soluções concretas. O ambiente no vestiário, antes marcado pela união, agora enfrenta tensões que podem prejudicar o desempenho em competições.

A torcida, por sua vez, intensificou as cobranças após derrotas recentes no Brasileirão para Bahia e Palmeiras. Protestos na Cidade do Galo incluíram cânticos como “Ou joga por amor, ou joga por terror”, direcionados a jogadores como Scarpa e Júnior Santos. A pressão externa agrava a crise interna, enquanto o clube se prepara para enfrentar o Flamengo no Brasileirão, em 27 de julho.

O impacto no elenco é evidente. Scarpa, com 98 jogos, 11 gols e 18 assistências, é um dos líderes técnicos do time. Igor Gomes, com 127 partidas e oito gols, também é peça importante. Rony, com 10 gols em 28 jogos, era titular absoluto antes de sua decisão de não se reapresentar. A possível saída de jogadores tão relevantes ameaça o planejamento esportivo do Atlético.

Base legal das ações judiciais

As ações de Scarpa, Gomes e Rony têm respaldo na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), que permite a rescisão indireta por atrasos superiores a dois meses em salários, FGTS ou direitos de imagem. Rony baseia seu pedido em pendências no FGTS, luvas e direitos de imagem vencidos em 20 de julho. Scarpa e Gomes, por enquanto, optaram por notificações extrajudiciais, cobrando os valores devidos sem buscar a rescisão.

A Justiça do Trabalho avaliará as provas, mas precedentes favorecem os jogadores. Em 2017, Scarpa conseguiu a rescisão com o Fluminense por atrasos no FGTS, um caso que pode servir de referência. O Atlético pode enfrentar custos altos, como a cláusula compensatória, que pode chegar a 400 vezes o salário mensal, caso as rescisões sejam confirmadas.

  • Lei Geral do Esporte garante rescisão por atrasos.
  • Precedente de Scarpa contra o Fluminense fortalece jogadores.
  • Cláusula compensatória pode custar milhões ao clube.
  • Processos judiciais podem se prolongar por meses.

Consequências para o futuro do Atlético-MG

A crise pode ter efeitos duradouros no Atlético-MG. Caso Rony obtenha a rescisão, ele ficará livre para negociar com clubes do exterior ou de divisões inferiores no Brasil, já que disputou mais de seis jogos no Brasileirão 2025, o que o impede de atuar por outra equipe da Série A. A perda de jogadores sem retorno financeiro é um risco significativo para o clube.

A possibilidade de outros atletas seguirem o mesmo caminho aumenta a pressão sobre a diretoria. O Atlético enfrenta desafios para manter a competitividade em competições como a Copa Sul-Americana e o Brasileirão, enquanto lida com a insatisfação do elenco e da torcida. A reestruturação financeira é urgente para evitar novas ações judiciais e recuperar a estabilidade.

A administração tenta quitar as pendências, mas os atrasos recorrentes dificultam o planejamento. A SAF, apesar dos aportes, não conseguiu resolver os problemas estruturais, e a dívida de R$ 1,4 bilhão segue como obstáculo. O clube precisa de transparência e soluções rápidas para evitar um colapso esportivo e financeiro.

  • Risco de perdas financeiras com rescisões.
  • Limitação de Rony para atuar na Série A em 2025.
  • Necessidade de reestruturação financeira urgente.
  • Pressão por resultados em competições aumenta.

Trajetória dos jogadores envolvidos

Gustavo Scarpa, contratado em 2023, é um dos destaques do Atlético, com atuações marcantes na Libertadores e no Brasileirão. Sua notificação extrajudicial busca pressionar o clube sem romper o contrato. Igor Gomes, com menos protagonismo, mas ainda essencial, segue a mesma estratégia. Já Rony, que chegou em 2025, tomou uma decisão mais radical ao pedir a rescisão, sinalizando que não pretende retornar enquanto as pendências persistirem.

A saída de Rony pode abrir portas para negociações internacionais, mas dependerá do andamento do processo judicial. O atacante, que custou R$ 40 milhões, é um ativo valioso, e sua possível saída sem compensação preocupa a diretoria. O Atlético enfrenta dificuldades para substituir jogadores de peso, especialmente com as restrições financeiras atuais.

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