Ozzy Osbourne, ícone do heavy metal e vocalista do Black Sabbath, faleceu em 22 de julho de 2025, aos 76 anos, deixando uma fortuna estimada em R$ 1,2 bilhão. O músico, conhecido como Príncipe das Trevas, elaborou um testamento com instruções rígidas para garantir a divisão equitativa de seus bens entre sua esposa, Sharon Osbourne, e seus seis filhos. O documento, escrito há anos, foi revelado por fontes próximas ao cantor ao site Radar Online. A partilha abrange os três filhos do primeiro casamento com Thelma Riley e os três com Sharon, sua esposa desde 1982. A fortuna foi acumulada ao longo de cinco décadas de carreira musical, reality shows, festivais como o Ozzfest e investimentos imobiliários. A morte de Ozzy, após uma batalha contra o Parkinson, ocorreu 17 dias após seu show de despedida em Birmingham, Inglaterra.
A divisão igualitária reflete a intenção de Osbourne de evitar conflitos familiares. O testamento destaca sua preocupação em incluir todos os herdeiros, independentemente de seu perfil público. O legado financeiro e cultural do músico continua a reverberar, enquanto fãs prestam homenagens em sua cidade natal.
- Fortuna estimada: R$ 1,2 bilhão, equivalente a US$ 220 milhões.
- Herdeiros: Sharon Osbourne e seis filhos (três do primeiro casamento, três do segundo).
- Testamento: Instruções rígidas para partilha equitativa, sem exclusão de herdeiros.
Herança bilionária e sua construção
A fortuna de Ozzy Osbourne, avaliada em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, é resultado de uma carreira multifacetada que transcendeu o heavy metal. O vocalista do Black Sabbath vendeu mais de 100 milhões de álbuns, somando sua trajetória com a banda e sua carreira solo. Discos como Paranoid (1970) e Master of Reality (1971) estabeleceram o Black Sabbath como pioneiro do gênero, enquanto álbuns solo, como Patient Number 9 (2022), mantiveram sua relevância. Além da música, o Ozzfest, festival criado por Ozzy e Sharon, gerou mais de US$ 100 milhões em ingressos e US$ 50 milhões em merchandising ao longo de suas edições entre 1996 e 2018, com uma versão virtual em 2022.
O reality show The Osbournes (2002-2005) também foi um marco financeiro. A primeira temporada teve orçamento de US$ 800 mil, mas o sucesso levou a um contrato de US$ 20 milhões para a segunda temporada, com cada membro da família recebendo US$ 5 milhões. Investimentos imobiliários complementaram o patrimônio, com a venda de propriedades como a mansão de Beverly Hills por US$ 11,5 milhões em 2007 e outra em Hidden Hills, no mesmo valor, em 2013.
- Vendas de álbuns: Mais de 70 milhões com Black Sabbath e 30 milhões em carreira solo.
- Ozzfest: Mais de 5 milhões de espectadores e US$ 150 milhões em receitas.
- Reality show: US$ 20 milhões na segunda temporada de The Osbournes.
- Imóveis: Mansões vendidas por milhões, incluindo uma em Malibu por US$ 8 milhões.
Divisão equitativa entre herdeiros
O testamento de Ozzy Osbourne foi elaborado para assegurar que nenhum herdeiro fosse excluído, uma decisão que reflete sua preocupação com a harmonia familiar. Os seis filhos e Sharon Osbourne receberão partes iguais, estimadas em cerca de R$ 157 milhões por herdeiro. Do primeiro casamento com Thelma Riley (1971-1982), os filhos são Elliot Kingsley (adotado, nascido em 1966), Jessica Osbourne (1979) e Louis Osbourne (1975). Elliot é ator de teatro, Jessica trabalhou em produções como Better Call Saul, e Louis é DJ.
Com Sharon Osbourne, casada em 1982, Ozzy teve Aimee (1983), Kelly (1984) e Jack (1985). Aimee, líder da banda ARO, optou por uma vida discreta, recusando participar do reality show familiar. Kelly e Jack, por outro lado, ganharam fama com The Osbournes, com carreiras na televisão e produção. Sharon, que gerenciou a carreira de Ozzy por décadas, terá papel central na administração da herança.
- Elliot Kingsley: Ator de teatro, adotado por Ozzy.
- Jessica Osbourne: Atriz e produtora em Hollywood.
- Louis Osbourne: DJ, mantém perfil discreto.
- Aimee Osbourne: Cantora, líder da banda ARO.
- Kelly e Jack Osbourne: Celebridades de reality shows e produtores.
Impacto cultural e empresarial de Sharon Osbourne
Sharon Osbourne não foi apenas a esposa de Ozzy, mas também a mente por trás de sua reinvenção como ícone cultural. Como empresária, ela transformou a imagem do Príncipe das Trevas em uma marca global. O Ozzfest, idealizado por ela, não apenas gerou lucros, mas também lançou bandas como Slipknot e System of a Down. O reality show The Osbournes ampliou o alcance de Ozzy para além do heavy metal, tornando-o uma figura pop. Sharon também negociou contratos publicitários e participações em filmes, como Little Nicky e Austin Powers.
Sua habilidade no mercado imobiliário foi igualmente crucial. A compra de uma mansão em Beverly Hills por US$ 4 milhões em 1999, usada no reality show, resultou em lucro de US$ 7,5 milhões ao ser vendida para Christina Aguilera. Outras vendas, como uma propriedade em Malibu por US$ 8 milhões, reforçam sua visão estratégica. Sharon, filha do magnata musical Don Arden, trouxe experiência e contatos que consolidaram o império financeiro da família.
Últimos dias e legado musical
Ozzy Osbourne enfrentou sérios problemas de saúde nos últimos anos, incluindo o diagnóstico de Parkinson em 2020 e cirurgias na coluna que limitaram sua mobilidade. Apesar disso, ele realizou um show de despedida em 5 de julho de 2025, no estádio Villa Park, em Birmingham, ao lado dos membros originais do Black Sabbath: Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. O evento arrecadou US$ 190 milhões, doados para instituições como Cure Parkinson’s e hospitais infantis, segundo Tom Morello, curador do show.
O setlist incluiu clássicos como Paranoid e Mamma, I’m Coming Home, emocionando fãs. Ozzy faleceu 17 dias depois, em sua casa em Buckinghamshire, cercado pela família. A causa da morte não foi divulgada, mas sua luta contra o Parkinson foi amplamente documentada.
- Show de despedida: 5 de julho de 2025, em Birmingham.
- Doações: US$ 190 milhões para causas de saúde.
- Última performance: Com Black Sabbath, em estádio lotado.
- Saúde: Parkinson diagnosticado em 2020, com complicações na coluna.
Homenagens e reconciliação familiar
A morte de Ozzy Osbourne gerou uma onda de tributos em Birmingham, onde fãs deixaram flores e cartazes em pontos icônicos da cidade. Suas irmãs, Jean e Gillian, expressaram choque e tristeza, lembrando-o como um irmão dedicado que mantinha contato semanal. A presença de Kelly e Aimee, que haviam se distanciado na adolescência devido ao reality show, nos últimos dias de Ozzy sugere uma reconciliação. As irmãs se revezaram nos cuidados ao pai, segundo fontes próximas.
O testamento reforça a intenção de Ozzy de unir a família, garantindo que todos os filhos, independentemente de desavenças ou escolhas de vida, fossem igualmente contemplados. A fortuna, que inclui royalties musicais, propriedades e contratos, deve continuar gerando renda, com Sharon liderando a gestão.
- Tributos: Fãs lotaram Birmingham com homenagens.
- Reconciliação: Kelly e Aimee unidas nos últimos dias de Ozzy.
- Legado financeiro: Royalties e propriedades seguem rendendo.