A debandada no Masters 1000 de Toronto, que começa em 27 de julho no Sobeys Stadium, no Canadá, ganhou novos capítulos com as desistências confirmadas de Tommy Paul, número 15 do mundo, e Grigor Dimitrov, 20º colocado no ranking da ATP, nesta quarta-feira, 23 de julho. As ausências, anunciadas a poucos dias do sorteio da chave principal, elevam para nove o número de baixas no torneio, um dos mais prestigiados do circuito profissional masculino. A competição, que serve como preparação para o US Open, enfrenta um cenário atípico, com seis dos 20 melhores tenistas do planeta fora da disputa, incluindo nomes como Jannik Sinner, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz. Lesões, descanso estratégico e o novo formato de duas semanas do torneio estão entre os motivos que explicam a série de desistências.
O impacto dessas ausências reverbera no circuito e abre espaço para novos protagonistas, como o brasileiro João Fonseca, que estreia na chave principal. A saída de Paul e Dimitrov, somada às de outros tops, transforma o torneio em uma oportunidade única para tenistas de ranking inferior brilharem. Enquanto os organizadores lamentam as perdas, o público espera por surpresas em um evento que promete ser histórico, mas por razões inesperadas.
- Principais desistências confirmadas: Jannik Sinner, Novak Djokovic, Carlos Alcaraz, Jack Draper, Tommy Paul, Grigor Dimitrov, Sebastian Korda, Jordan Thompson e Hubert Hurkacz.
- Beneficiados diretos: Juncheng Shang e Borna Coric entram na chave principal, enquanto Nuno Borges e Cameron Norrie se tornam cabeças de chave.
- Novo formato: O torneio agora tem 12 dias e uma chave de 96 jogadores, o que tem gerado críticas por aumentar o desgaste físico.
Motivos por trás das ausências
As desistências de Tommy Paul e Grigor Dimitrov, anunciadas na reta final dos preparativos para o Masters 1000 de Toronto, têm razões distintas, mas refletem um problema maior no circuito profissional: o desgaste físico dos atletas. Dimitrov, que abandonou Wimbledon nas oitavas de final contra Jannik Sinner devido a uma ruptura parcial do músculo peitoral, ainda se recupera e planeja retornar apenas no US Open. A lesão, sofrida enquanto liderava por dois sets a zero, foi um golpe duro para o búlgaro, que também desistiu do Masters 1000 de Cincinnati para priorizar a reabilitação.

Tommy Paul, por sua vez, não teve o motivo de sua ausência detalhado oficialmente, mas especula-se que problemas físicos persistentes estejam em jogo. O americano, que recentemente anunciou seu noivado com Paige Lorenze, já havia abandonado o ATP 500 de Washington na semana anterior, sugerindo que pode estar lidando com uma lesão não divulgada ou optando por um descanso estratégico antes do último Grand Slam do ano. Sua ausência é especialmente sentida, já que Paul alcançou as semifinais em Toronto há dois anos, derrotando Carlos Alcaraz em um jogo memorável.
- Lesão de Dimitrov: Ruptura parcial do músculo peitoral em Wimbledon, forçando sua retirada de Toronto e Cincinnati.
- Histórico de Paul: O americano sofreu uma lesão abdominal em Roland Garros, que o tirou do ATP 500 de Queen’s.
- Impacto no torneio: A ausência de seis top 20 reduz a presença de campeões de Grand Slam, com Daniil Medvedev como único ex-campeão de Major na disputa.
Novo formato e críticas ao calendário
O Masters 1000 de Toronto, agora estendido para 12 dias com uma chave de 96 jogadores, enfrenta críticas por sua nova estrutura, que busca se assemelhar a um “mini Grand Slam”. A mudança, implementada para oferecer mais oportunidades a tenistas de ranking inferior, tem gerado desgaste adicional aos jogadores, especialmente após as intensas temporadas de saibro e grama. A ampliação do torneio, com mais rodadas e jogos, exige maior resistência física, o que pode estar contribuindo para a onda de desistências.
Jogadores como Jannik Sinner, número 1 do mundo, e Novak Djokovic, com 24 títulos de Grand Slam, optaram por priorizar a recuperação para o US Open, enquanto outros, como Carlos Alcaraz, alegaram necessidade de descanso após uma temporada exaustiva. A decisão reflete uma tendência no tênis moderno, onde atletas equilibram participações em torneios com a preservação da saúde física. O novo formato, embora bem-intencionado, tem sido alvo de debates, com torcedores e especialistas questionando sua sustentabilidade.
- Críticas ao formato: A extensão para 12 dias aumenta o número de jogos, mas eleva o risco de lesões.
- Alternância de sedes: Em 2025, Toronto sedia o torneio masculino, enquanto Montreal recebe o WTA 1000.
- Reações dos fãs: Muitos lamentam a ausência de estrelas, mas veem potencial para surpresas na competição.
Oportunidades para novos nomes
Com a ausência de tantos favoritos, o Masters 1000 de Toronto se transforma em um palco para novos protagonistas. Alexander Zverev, número 3 do mundo, e Taylor Fritz, número 4, emergem como principais candidatos ao título, seguidos por nomes como Lorenzo Musetti, Holger Rune e Andrey Rublev. O torneio também abre espaço para jovens promissores, como o brasileiro João Fonseca, número 47 do ranking, que fará sua estreia na chave principal de um Masters 1000.
Fonseca, de apenas 18 anos, tem mostrado consistência em quadras duras, com três de suas cinco vitórias em torneios Masters 1000 conquistadas nessa superfície. Sua participação em Toronto, beneficiada pelas desistências, pode marcar um momento decisivo em sua carreira. Outros beneficiados incluem Juncheng Shang e Borna Coric, que entraram diretamente na chave principal, e Nuno Borges e Cameron Norrie, que ganharam status de cabeças de chave, dispensando a primeira rodada.
- Favoritos ao título: Zverev, Fritz, Musetti, Rune e Rublev lideram as apostas.
- Destaque brasileiro: João Fonseca busca avançar em sua primeira chave principal de Masters 1000.
- Surpresas possíveis: Tenistas como Ben Shelton e Denis Shapovalov podem aproveitar a chave enfraquecida.
Reações e expectativas do público
A onda de desistências gerou reações mistas entre os fãs. Nas redes sociais, muitos expressaram frustração com a ausência de grandes nomes, comparando o torneio a um ATP 250 devido à falta de estrelas. Por outro lado, há otimismo com a possibilidade de ver novos campeões emergirem, especialmente em um torneio conhecido por resultados inesperados, como a vitória de Alexei Popyrin em 2024.
Os torcedores canadenses depositam esperanças em Felix Auger-Aliassime e Denis Shapovalov, que jogam em casa e buscam aproveitar o apoio local. A transmissão global do evento, com cobertura ao vivo em canais esportivos e plataformas de streaming, mantém a expectativa alta, mesmo com as baixas. O sorteio da chave principal, marcado para sexta-feira, 25 de julho, às 12h (horário local), será decisivo para definir os caminhos dos competidores.
- Sentimento dos fãs: Frustração com desistências, mas entusiasmo por possíveis zebras.
- Apoio local: Auger-Aliassime e Shapovalov são vistos como esperanças do Canadá.
- Cobertura do torneio: Transmissão ao vivo garante visibilidade global, apesar das ausências.
Cenário competitivo e legado do torneio
O Masters 1000 de Toronto, oficialmente chamado National Bank Open, é um dos eventos mais tradicionais do circuito ATP, alternando anualmente com Montreal. A edição de 2025, com sua chave expandida e ausência de grandes nomes, pode redefinir o legado da competição. A redução de campeões de Grand Slam na disputa, com apenas Daniil Medvedev como ex-campeão de Major, cria um cenário aberto, onde tenistas como Zverev, que venceu o torneio em 2017, buscam consolidar sua posição no topo.
A premiação, que inclui US$ 457.150 para o vencedor em duplas, reflete a relevância do evento, mas a ausência de estrelas levanta questões sobre o impacto do novo formato no circuito. Enquanto isso, a ascensão de jovens como João Fonseca e a possibilidade de surpresas tornam o torneio um marco imprevisível na temporada de quadra dura.
- Histórico do torneio: Toronto e Montreal alternam a sede do Masters 1000 e WTA 1000.
- Premiação: US$ 457.150 para o vencedor em duplas, com valores significativos para simples.
- Legado: O evento busca manter sua relevância, mesmo com um elenco reduzido.