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Top 10 carros que mais desvalorizam no Brasil: elétricos no top

JAC E-JS4
JAC E-JS4 - Foto: Walter Eric Sy / Shutterstock.com JAC E-JS4 - Foto: Walter Eric Sy / Shutterstock.com

A edição 2025 do Qual Comprar, realizada pela Autoesporte, revelou que o JAC E-JS4, SUV elétrico de R$ 254.900, lidera o ranking de desvalorização no Brasil, com uma perda de 37,5% do valor em apenas um ano, segundo a Tabela FIPE. A análise, publicada em julho de 2025, avaliou 180 veículos em 20 categorias, destacando elétricos e híbridos como os mais afetados. O estudo, baseado em dados de revenda entre junho de 2024 e maio de 2025, aponta que fatores como baixa rede de concessionárias, custos de manutenção e limitada infraestrutura de recarga impactam a revenda. A desvalorização média nacional é de 15%, mas os modelos listados superam esse índice, influenciando consumidores na escolha de veículos novos.

O levantamento também inclui modelos como o JAC E-JS7, com 32,6% de perda, e o Renault Kwid E-Tech, com 25,9%. A predominância de elétricos no topo reflete desafios do mercado brasileiro, onde a infraestrutura de recarga e a percepção de marcas menos consolidadas dificultam a aceitação de usados. Além disso, a única picape da lista, a Nissan Frontier, aparece devido a questões logísticas, como a suspensão de sua produção na Argentina em 2024.

A análise da Autoesporte oferece um guia para compradores, destacando a importância de avaliar não apenas o preço inicial, mas também os custos de manutenção e a demanda no mercado de usados. Marcas como JAC, com apenas 40 concessionárias no Brasil, enfrentam dificuldades para competir com gigantes como BYD e Toyota, o que agrava a desvalorização de seus modelos.

  • Principais carros do ranking:
    • JAC E-JS4: 37,5% de desvalorização, R$ 254.900.
    • JAC E-JS7: 32,6% de desvalorização, R$ 259.990.
    • Renault Kwid E-Tech: 25,9% de desvalorização, R$ 139.990.

Fatores que afetam a revenda

A desvalorização de veículos no Brasil é impulsionada por múltiplos fatores. A baixa capilaridade de concessionárias, especialmente para marcas como JAC, reduz a confiança dos compradores de usados, que temem dificuldades na manutenção. O JAC E-JS4, por exemplo, é vendido em apenas 40 pontos no país, contra centenas de lojas de marcas como Toyota e Volkswagen.

Outro aspecto é a infraestrutura de recarga para elétricos, que conta com apenas 4.200 pontos públicos no Brasil em 2024, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Essa limitação afeta diretamente a autonomia percebida de modelos como o Renault Kwid E-Tech, com 161 km, e o JAC E-JS7, com 249 km.

A percepção de marca também desempenha um papel crucial. Modelos de fabricantes chineses, como JAC e Caoa Chery, enfrentam resistência no mercado de usados devido à menor tradição no Brasil, apesar de oferecerem tecnologias avançadas. Por outro lado, marcas japonesas, como Honda, sofrem menos, mas ainda aparecem no ranking com o CR-V Hybrid devido ao alto custo de peças.

  • Fatores de desvalorização:
    • Rede limitada de concessionárias.
    • Infraestrutura insuficiente para recarga de elétricos.
    • Custo elevado de manutenção e peças.
    • Baixa demanda por sedãs e elétricos no mercado de usados.

Características dos líderes do ranking

O JAC E-JS4, SUV elétrico de R$ 254.900, combina design moderno e motor de 150 cv, mas sua autonomia de 256 km, segundo o Inmetro, é um obstáculo para compradores que dependem de longos deslocamentos. Produzido na China e importado pela JAC Motors Brasil, o modelo tem porta-malas de 520 litros, mas a rede reduzida de assistência técnica impacta sua revenda.

O JAC E-JS7, sedã elétrico de R$ 259.990, oferece 192 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos, mas compete em um segmento dominado por SUVs. Sua bateria de 50,1 kWh garante 249 km de autonomia, mas a preferência por utilitários no Brasil, que representaram 48% das vendas em 2024, prejudica sua aceitação.

Já o Renault Kwid E-Tech, hatch de R$ 139.990, é o elétrico mais acessível do ranking. Produzido em São José dos Pinhais (PR), ele entrega 65 cv e 161 km de autonomia, ideal para uso urbano. No entanto, o porta-malas de 290 litros e a ausência de incentivos fiscais elevam os custos de posse, afastando compradores de usados.

Renault Kwid E-Tech
Renault Kwid E-Tech – Foto: Divulgação

Impacto no bolso do consumidor

A alta desvalorização representa uma perda significativa para quem planeja revender o veículo em poucos anos. Um JAC E-JS4, comprado por R$ 254.900, pode valer apenas R$ 159.312 após um ano, uma queda de R$ 95.588. O Renault Kwid E-Tech, de R$ 139.990, cai para R$ 103.733, resultando em uma perda de R$ 36.257. Esses números destacam a importância de considerar o valor de revenda na compra.

Modelos com menor desvalorização, como o Honda City, que perde apenas 8% em um ano, são opções mais seguras para quem prioriza retorno financeiro. A escolha de veículos com alta demanda no mercado de usados, como SUVs compactos da Toyota e Hyundai, também reduz perdas.

  • Exemplos de perdas financeiras:
    • JAC E-JS4: Perda de R$ 95.588 em um ano.
    • JAC E-JS7: Perda de R$ 84.757 em um ano.
    • Renault Kwid E-Tech: Perda de R$ 36.257 em um ano.
    • Nissan Frontier XE: Perda de R$ 59.350 em um ano.

Cenário dos elétricos e híbridos

O mercado de elétricos e híbridos no Brasil cresceu em 2024, com 126 mil unidades emplacadas, segundo a ABVE, mas representa apenas 5% das vendas totais. A predominância de SUVs a combustão, como o Toyota Corolla Cross e o Hyundai Creta, reflete a preferência do consumidor brasileiro. Modelos como o Honda CR-V Hybrid, com 22,4% de desvalorização, e o Caoa Chery Tiggo 8 PHEV, com 21%, sofrem com custos de manutenção elevados.

A limitada infraestrutura de recarga, com apenas 4.200 eletropostos públicos, é um gargalo para a adoção de elétricos. Marcas como BYD, com maior capilaridade, conseguem desvalorizar menos, enquanto JAC e Caoa Chery enfrentam barreiras devido à percepção de marca e redes menores. O governo planeja incentivos fiscais para 2026, o que pode melhorar a aceitação de elétricos no futuro.

Escolhas estratégicas para compradores

Consumidores que buscam minimizar perdas devem priorizar marcas com ampla rede de concessionárias e alta demanda no mercado de usados. Verificar custos de seguro, manutenção e disponibilidade de peças é essencial. Modelos como o Jeep Commander, com 19% de desvalorização, oferecem espaço e potência, mas exigem planejamento devido ao custo de peças.

Consultar a Tabela FIPE antes da compra ajuda a prever o valor de revenda. Além disso, optar por veículos com garantias longas, como a Nissan Frontier, que oferece seis anos, pode reduzir os custos de manutenção. Para elétricos, avaliar a proximidade de pontos de recarga é fundamental, especialmente em cidades menores.

  • Dicas para compradores:
    • Consultar a Tabela FIPE para estimar desvalorização.
    • Escolher marcas com ampla rede de concessionárias.
    • Avaliar custos de manutenção e seguro.
    • Priorizar modelos com alta demanda no mercado de usados.
    • Verificar a infraestrutura de recarga para elétricos.
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