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Trump mobiliza submarinos nucleares após ameaça nuclear de aliado de Putin

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Trump EUA potus - Foto: divulgação Trump EUA potus - Foto: divulgação

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (1º) o posicionamento de dois submarinos nucleares em regiões estratégicas, em resposta às ameaças do ex-presidente russo Dmitry Medvedev, aliado de Vladimir Putin. A declaração ocorre um dia após Medvedev mencionar o sistema nuclear soviético “Mão Morta”, projetado para disparos automáticos de mísseis em caso de ataque à liderança russa. A mobilização foi comunicada por Trump em sua rede social, Truth Social, onde ele destacou a gravidade das provocações russas. O movimento intensifica as tensões entre Washington e Moscou, em meio à guerra na Ucrânia, que já causou milhares de mortes em 2025. A decisão visa reforçar a postura defensiva dos EUA, enquanto Trump pressiona por um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, propondo sanções caso não haja acordo.

A escalada verbal entre os líderes começou após Trump criticar Medvedev por comentários sobre tarifas ao petróleo russo. O ex-presidente russo, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, respondeu mencionando o poder destrutivo do “Mão Morta”. A troca de provocações reflete a delicada relação entre os dois países, com Trump lamentando as perdas na guerra e insistindo em negociações de paz.

  • Principais pontos da escalada:
    • Trump ordenou o deslocamento de submarinos nucleares após ameaças russas.
    • Medvedev mencionou o sistema “Mão Morta” como retaliação potencial.
    • A guerra na Ucrânia já causou 112.500 mortes russas e 8.000 ucranianas em 2025.
    • Trump propôs trégua de 60 dias, com ameaça de sanções se rejeitada.

A tensão atual expõe a fragilidade das negociações internacionais, enquanto ambos os lados mantêm posturas firmes. O posicionamento dos submarinos é visto como uma demonstração de força dos EUA diante das provocações russas.

Reação às ameaças russas

O pronunciamento de Trump veio horas após Medvedev, em seu canal no Telegram, sugerir que a Rússia poderia usar o sistema “Mão Morta” em resposta às políticas americanas. Desenvolvido na era soviética, esse mecanismo permite disparos automáticos de mísseis nucleares, mesmo sem comando humano, caso a liderança russa seja neutralizada. A menção ao sistema, descrito como uma “arma apocalíptica”, elevou o tom das discussões entre as potências. Trump, em sua resposta, enfatizou que palavras têm peso e podem levar a consequências graves, sinalizando que os EUA estão preparados para reagir.

A mobilização dos submarinos nucleares, embora não detalhada em termos de localização, reforça a estratégia de dissuasão americana. A frota de submarinos dos EUA, composta por modelos como os da classe Ohio, é equipada com mísseis balísticos de longo alcance, capazes de atingir alvos a milhares de quilômetros. Essa capacidade é um pilar da defesa nuclear americana, projetada para garantir resposta imediata a qualquer ameaça.

  • Detalhes do posicionamento:
    • Dois submarinos nucleares foram enviados a “regiões apropriadas”.
    • A localização exata não foi revelada por razões estratégicas.
    • A frota nuclear dos EUA inclui 14 submarinos da classe Ohio.
    • Cada submarino pode carregar até 20 mísseis Trident II, com ogivas nucleares.

Origem da troca de provocações

A tensão atual teve início com a proposta de Trump de impor tarifas de até 100% a compradores de petróleo russo, como parte de sanções para pressionar Moscou a aceitar um cessar-fogo na Ucrânia. Medvedev classificou a medida como um “ultimato”, acusando os EUA de escalarem o conflito. Em resposta, Trump criticou o ex-presidente russo, chamando-o de “fracassado” e alertando sobre os riscos de suas declarações.

Medvedev, conhecido por sua retórica agressiva, tem se destacado como uma das vozes mais combativas do Kremlin. Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, ele frequentemente faz declarações polêmicas, criticadas por diplomatas ocidentais como irresponsáveis. Sua menção ao “Mão Morta” foi interpretada como uma tentativa de reforçar a posição russa diante das pressões econômicas e diplomáticas dos EUA.

O sistema “Mão Morta”, ou Perimeter, foi projetado para garantir retaliação nuclear mesmo em cenários extremos. Ele opera com sensores que detectam ataques nucleares e, na ausência de comando humano, ativa automaticamente lançamentos de mísseis. Essa capacidade, embora nunca confirmada em uso real, é um símbolo do poderio nuclear russo.

Guerra na Ucrânia e esforços de paz

Paralelamente à escalada nuclear, Trump reiterou seu apelo por um cessar-fogo na guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele destacou as perdas humanas, com 112.500 soldados russos e 8.000 ucranianos mortos apenas em 2025. Esses números, embora altos, não incluem civis ou desaparecidos, o que agrava o impacto do conflito. O presidente americano atribuiu a guerra à gestão de seu antecessor, Joe Biden, e afirmou estar trabalhando para interrompê-la.

Na terça-feira (29), Trump deu um ultimato de 10 dias para que a Rússia aceitasse uma trégua de 60 dias, sob ameaça de sanções econômicas severas. A proposta, apresentada à ONU, reflete a tentativa dos EUA de mediar o conflito, mas enfrenta resistência. Vladimir Putin, em resposta indireta, disse que há “expectativas exageradas” sobre negociações e sinalizou a continuidade das operações militares.

  • Dados do conflito em 2025:
    • Rússia: 112.500 soldados mortos desde janeiro.
    • Ucrânia: 8.000 soldados mortos no mesmo período.
    • Trump propôs trégua de 60 dias, com prazo até 8 de agosto.
    • Sanções podem incluir tarifas de até 100% sobre petróleo russo.

Relação entre Trump e Putin

A relação entre Trump e Putin tem oscilado durante o segundo mandato do presidente americano. Inicialmente, Trump elogiou Putin, expressando otimismo sobre um acordo de paz. No entanto, a falta de avanços nas negociações levou a uma mudança de tom. Há três semanas, Trump chamou Putin de “inútil”, marcando uma ruptura em sua abordagem inicial.

A troca de farpas com Medvedev, aliado próximo de Putin, adiciona um novo capítulo a essa dinâmica. Enquanto Trump busca pressionar a Rússia com sanções e demonstrações militares, Medvedev mantém uma postura desafiadora, reforçando a narrativa de resistência do Kremlin. Diplomatas apontam que as declarações de Medvedev refletem, em parte, a estratégia de Moscou de projetar força em meio às dificuldades no front ucraniano.

A mobilização dos submarinos nucleares, embora limitada a dois, é um sinal claro de que os EUA estão dispostos a responder às provocações russas com medidas concretas. A escolha de não divulgar as regiões de posicionamento mantém a ambiguidade estratégica, uma tática comum em operações nucleares.

Sistema “Mão Morta” em foco

O sistema “Mão Morta” voltou ao centro das discussões após as declarações de Medvedev. Desenvolvido na década de 1980, durante a Guerra Fria, ele foi criado para garantir a capacidade de retaliação nuclear da União Soviética em caso de um ataque surpresa. O sistema opera com uma rede de sensores que monitoram sinais de explosões nucleares, radiação e comunicações. Se detectada a destruição da liderança russa, ele pode disparar mísseis automaticamente.

Embora sua existência seja reconhecida, há debates sobre sua operacionalidade atual. Especialistas em defesa apontam que o sistema foi modernizado na última década, mas sua ativação em um conflito real permanece incerta. A menção de Medvedev ao “Mão Morta” é vista como uma tentativa de lembrar o Ocidente do potencial nuclear russo, em um momento de crescente pressão internacional.

  • Características do “Mão Morta”:
    • Sistema automático de retaliação nuclear.
    • Ativado por sensores de radiação e explosões.
    • Projetado para operar sem intervenção humana.
    • Modernizado nos anos 2000, segundo relatórios russos.

Cenário internacional e próximos passos

A mobilização dos submarinos nucleares ocorre em um momento delicado para as relações internacionais. A guerra na Ucrânia, que já dura mais de três anos, continua a gerar instabilidade global, afetando mercados de energia e alimentos. A proposta de Trump de sanções contra compradores de petróleo russo, como China e Índia, pode intensificar as tensões econômicas, enquanto a retórica nuclear eleva o risco de escalada militar.

A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos. A ONU, que recebeu a proposta americana de trégua, ainda não conseguiu avançar em negociações concretas. Enquanto isso, a mobilização dos submarinos nucleares reforça a postura de dissuasão dos EUA, mas também aumenta a pressão sobre a Rússia para responder às exigências de Trump.

A troca de ameaças entre Trump e Medvedev reflete a complexidade do atual cenário geopolítico. Com ambos os lados mantendo posições firmes, o risco de mal-entendidos ou escaladas não intencionais permanece elevado. A comunidade internacional espera que as negociações avancem antes que a retórica nuclear se transforme em ações mais concretas.

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