Debora Bloch, aos 62 anos, entrega uma performance marcante como Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”, exibido pela Globo. No capítulo desta terça-feira, 5 de agosto de 2025, a personagem vive um momento íntimo com Mário Sérgio, interpretado por Thomás Aquino, em uma cena que destaca sua vida sexual ativa aos 60 anos. Filmada nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a sequência reforça a narrativa de uma mulher poderosa, que desafia estereótipos de idade e gênero. A novela, escrita por Manuela Dias, celebra os 60 anos da emissora e revisita a trama clássica de 1988, originalmente criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. A atuação de Bloch tem gerado debates sobre machismo e empoderamento, enquanto a personagem Odete, uma empresária autoritária, quebra tabus ao viver relacionamentos com homens mais jovens, como Mário Sérgio e Walter, papel de Leandro Lima.
A cena, exibida no horário das 21h, marca a primeira vez que Odete e Mário Sérgio transam, após flertes que aqueceram a trama. A personagem, conhecida por sua frieza e manipulação, revela uma faceta ousada, que Bloch defende como um reflexo de liberdade. A atriz, com mais de 40 anos de carreira, destaca a relevância de retratar uma mulher de 60 anos “na pista”, desafiando preconceitos.
- Cenas impactantes: O momento entre Odete e Mário Sérgio foi gravado com cuidado, priorizando a naturalidade.
- Reação do público: Redes sociais explodiram com comentários, divididos entre elogios à ousadia e críticas conservadoras.
- Contexto da trama: A relação de Odete com homens mais jovens reforça sua posição de poder na novela.
- Mensagem de empoderamento: Bloch enfatiza que a personagem questiona normas sociais ultrapassadas.
Atuação de Debora Bloch ganha destaque
A construção de Odete Roitman por Debora Bloch tem sido um dos pontos altos do remake de “Vale Tudo”. Com uma carreira que começou no teatro, aos 17 anos, na peça “Rasga Coração”, a atriz traz uma bagagem que enriquece a personagem. Ela destaca o texto elaborado da novela, com monólogos extensos que exigem preparo. Sua formação no Teatro Ipanema, sob orientação de mestres como Ivan Albuquerque e Amir Haddad, reflete-se na intensidade que entrega em cena. A escolha de Bloch para o papel, inicialmente surpreendente para a própria atriz, foi celebrada por fãs e críticos, que veem na sua interpretação um equilíbrio entre a frieza da vilã e uma jovialidade contemporânea.
A personagem, que na versão original de 1988 era vivida por Beatriz Segall, ganha uma nova leitura. Enquanto a Odete de Segall era uma figura austera, Bloch a retrata com traços de modernidade, especialmente na abordagem de sua sexualidade. A empresária, que comanda uma companhia aérea e vive entre Paris e o Brasil, é retratada como uma mulher que não se submete às expectativas sociais.
- Teatro como base: A experiência de Bloch no palco a ajuda a dominar os monólogos de Odete.
- Comparação com 1988: A nova Odete reflete mudanças culturais, com uma abordagem mais aberta sobre sexualidade.
- Recepção crítica: A atuação de Bloch é elogiada por equilibrar humor, drama e vilania.
Debate sobre machismo e estereótipos
A relação de Odete com homens mais jovens, como Mário Sérgio e Walter, tem gerado discussões nas redes sociais. Bloch aponta o machismo estrutural na sociedade, observando que relacionamentos de homens mais velhos com mulheres jovens raramente são questionados. “Se fosse um homem, ninguém estaria falando disso”, afirmou a atriz em entrevista recente. A personagem desafia a ideia de que mulheres acima dos 60 devem ser “invisíveis” no que diz respeito à sexualidade. Essa abordagem, segundo Bloch, é um dos méritos do texto de Manuela Dias, que atualiza a narrativa para o Brasil de 2025.
O remake de “Vale Tudo” destaca contrastes sociais, como na versão original, mas adiciona camadas contemporâneas. A sexualidade de Odete, por exemplo, é tratada de forma mais explícita, diferente da versão velada de 1988. A personagem, que na trama nasceu na década de 1960, reflete a efervescência cultural da época, como a liberação sexual e a quebra de paradigmas, mesmo sendo conservadora em outros aspectos.
- Críticas ao machismo: Bloch destaca a diferença de julgamento entre homens e mulheres em relacionamentos com diferença de idade.
- Atualização da trama: A nova Odete reflete mudanças sociais, com mais liberdade na expressão de sua sexualidade.
- Repercussão online: Memes e debates nas redes sociais amplificam a discussão sobre o tema.

Impacto cultural da personagem
Odete Roitman, tanto na versão original quanto no remake, é um ícone da teledramaturgia brasileira. A personagem, que representa uma elite autoritária e manipuladora, continua relevante ao expor desigualdades sociais. Bloch descreve Odete como “um exemplar de uma elite retrógrada”, que lucra no Brasil, mas vive no exterior, deixando “o lixo” para trás. Essa crítica, presente na trama original, ganha nova força em 2025, com debates sobre privilégios e poder.
A interpretação de Bloch também traz humor, algo que a atriz domina desde seus papéis em “TV Pirata” (1988-1992). A vilã, apesar de cruel, tem momentos cômicos que conquistam o público, como nas interações com a filha Heleninha, vivida por Paolla Oliveira. A química entre as atrizes foi elogiada, especialmente na cena do confronto exibida em 29 de abril, quando Odete dispara verdades duras contra a filha alcoolizada.
- Relevância social: Odete reflete privilégios de classe, um tema ainda atual no Brasil.
- Humor na vilania: Bloch usa sua experiência cômica para tornar a personagem carismática.
- Confrontos memoráveis: A relação tensa com Heleninha é um dos pontos altos da trama.
Preparação e bastidores da novela
Nos bastidores, a construção do visual de Odete Roitman foi um processo meticuloso. A caracterização, comandada por Rosemary Paiva e Marcelo Dias, optou por um loiro frio para reforçar a imagem de crueldade da personagem. O topete volumoso, marca registrada da vilã, foi recriado com inspiração na versão original, mas adaptado para um estilo contemporâneo. Bloch compartilhou momentos das gravações nas redes sociais, mostrando a preparação do visual e a interação com colegas de elenco, como Leandro Lima.
A atriz também destacou o apoio familiar durante as filmagens. Seu pai, Jonas Bloch, e sua sobrinha estiveram nos Estúdios Globo, acompanhando o processo. Jonas, um veterano da dramaturgia, elogiou a dedicação da filha, reforçando a importância de manter o foco no trabalho, independentemente das críticas.
- Caracterização detalhada: O loiro frio e o topete reforçam a personalidade de Odete.
- Apoio familiar: Jonas Bloch acompanhou as gravações, trazendo emoção ao set.
- Interação com o elenco: A química com Thomás Aquino e Leandro Lima enriquece as cenas.
Recepção do público e audiência
A novela, que estreou em 31 de março de 2025, tem enfrentado desafios de audiência, mas a atuação de Bloch é um destaque constante. Apesar de competir com “Dona de Mim”, da faixa das 19h, “Vale Tudo” mantém uma base fiel de espectadores, especialmente nas redes sociais, onde memes sobre Odete viralizam. A cena de 5 de agosto, com o momento íntimo entre Odete e Mário Sérgio, gerou milhares de comentários online, com muitos elogiando a coragem da trama em abordar a sexualidade feminina na terceira idade.
A escolha de Bloch para o papel, inicialmente questionada por alguns fãs devido à sombra de Beatriz Segall, conquistou o público. Críticos apontam que a atriz entrega uma Odete que respeita o legado da personagem, mas com uma leitura atualizada, mais alinhada aos debates de gênero de hoje.
- Audiência dividida: “Vale Tudo” enfrenta concorrência, mas mantém engajamento online.
- Elogios à atuação: Bloch é celebrada por equilibrar fidelidade e inovação no papel.
- Memes virais: A personagem gera grande repercussão nas redes sociais.