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Nova Volkswagen Amarok híbrida chega em 2027 com plataforma Maxus Terron 9

Maxus Terron 9
Maxus Terron 9 - Foto: divulgação Maxus Terron 9 - Foto: divulgação

A Volkswagen anunciou a nova geração da picape Amarok, que será lançada em 2027 com produção na fábrica de General Pacheco, na Argentina, e investimento de US$ 580 milhões, equivalente a R$ 3,3 bilhões. O modelo, batizado de Projeto Patagonia, terá motorização híbrida, design liderado por equipes brasileiras e plataforma compartilhada com a Maxus Terron 9, da parceira chinesa SAIC. A picape média promete competir com Toyota Hilux e Ford Ranger, trazendo tecnologia avançada, como conectividade 5G e sistemas de assistência à condução, além de adaptações para o mercado sul-americano. O anúncio foi feito em 5 de agosto de 2025, pelo Ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, ao lado de Marcellus Puig, presidente da Volkswagen no país. A estratégia visa fortalecer a presença da marca em um segmento que representa mais de 20% das vendas de veículos no Brasil.

O projeto marca uma mudança significativa para a Volkswagen, que optou por não utilizar a base da Ford Ranger, como na versão global, e adotar a plataforma semi-monobloco da Maxus Terron 9. A escolha reflete a busca por modernidade e versatilidade, com suporte a motorizações diesel, híbridas e, futuramente, elétricas. A nova Amarok será maior que a atual, com 5,50 metros de comprimento e 3,30 metros de entre-eixos, superando concorrentes como Hilux e Ranger.

  • Principais novidades: motorização híbrida e tração 4×4 sob demanda.
  • Design exclusivo: liderado por José Carlos Pavone, chefe de design da Volkswagen nas Américas.
  • Tecnologia avançada: telas integradas, conectividade 5G e assistências à condução.
  • Produção local: fábrica de General Pacheco modernizada para até 80 mil unidades anuais.

Dimensões e robustez da nova Amarok

A nova Volkswagen Amarok impressiona pelo porte avantajado, com 5,50 metros de comprimento, 2 metros de largura, 1,86 metro de altura e 3,30 metros de entre-eixos, superando a geração atual e rivais como Toyota Hilux e Ford Ranger, que variam entre 5,25 e 5,40 metros. A plataforma semi-monobloco, fornecida pela SAIC, combina a robustez de um chassi de longarinas com o conforto de uma carroceria integrada, ideal para terrenos acidentados e uso urbano. A suspensão traseira multilink com molas helicoidais, presente na Terron 9, garante maior conforto em comparação com o eixo rígido da Amarok atual, embora ajustes para o mercado sul-americano possam incluir opções com feixe de molas.

Nova Amarok 2027
Nova Amarok 2027 – Foto: Divulgação/ Volkswagen

A Volkswagen realizou testes extensivos com protótipos da Maxus Terron 9 no Brasil e na Argentina, focando na durabilidade em estradas rurais e pavimentos variados. A tração 4×4 sob demanda, uma evolução em relação à geração anterior, responde a críticas sobre a robustez da picape. A capacidade de carga de até 1.030 kg e reboque de 3,5 toneladas posiciona a Amarok como uma opção versátil para o agronegócio e consumidores urbanos.

  • Porte ampliado: 5,50 metros de comprimento e 3,30 metros de entre-eixos.
  • Tração 4×4: sistema sob demanda para melhor desempenho off-road.
  • Capacidade de carga: até 1.030 kg, ideal para uso profissional.
  • Suspensão ajustada: opções multilink ou feixe de molas para o mercado local.

Tecnologia e conectividade de ponta

A Amarok 2027 eleva o padrão de tecnologia no segmento de picapes médias. A plataforma da Maxus Terron 9 incorpora uma arquitetura eletrônica avançada, com suporte a recursos como reconhecimento de voz, estacionamento remoto e sistemas de assistência à condução (ADAS). Entre os equipamentos esperados estão frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo e assistente de permanência em faixa, que aumentam a segurança em viagens longas. A conectividade 5G, com atualizações remotas (OTA) e integração com Android Auto e Apple CarPlay, atende às expectativas de consumidores conectados.

O interior, inspirado na Terron 9, terá telas integradas de 10 e 12 polegadas para o quadro de instrumentos e a central multimídia, com acabamentos personalizados para o mercado brasileiro. Comandos físicos para funções essenciais, como ar-condicionado, garantem maior usabilidade, seguindo a nova filosofia da Volkswagen. O console central elevado e o freio de estacionamento eletrônico reforçam o apelo premium da picape.

  • Conectividade 5G: atualizações remotas e integração com smartphones.
  • Sistemas ADAS: frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo.
  • Telas integradas: 10 e 12 polegadas para multimídia e instrumentos.
  • Acabamento premium: materiais de alta qualidade com comandos físicos.

Motorizações versáteis e sustentáveis

A Volkswagen aposta na diversificação de motorizações para a Amarok 2027. O motor 3.0 V6 turbodiesel de 258 cv e 59,1 kgfm de torque, presente na geração atual, pode ser atualizado para atender às normas de emissões do Proconve L8, que entram em vigor em 2027. Outra possibilidade é a adoção de propulsores 2.0 ou 2.5 turbodiesel, com opções de câmbio manual de seis marchas ou automático de oito velocidades da ZF. A grande novidade é a motorização híbrida, ainda sem detalhes confirmados, que pode ser leve (MHEV) ou plug-in (PHEV), combinando eficiência energética com desempenho robusto para aplicações pesadas.

A plataforma da Maxus Terron 9 suporta versões elétricas, como a e-Terron, com 442 cv e 430 km de autonomia, mas a Volkswagen prioriza o híbrido para o mercado sul-americano, com estudos para uma variante elétrica no longo prazo. A inclusão de opções híbridas flex, compatíveis com etanol e gasolina, está em desenvolvimento, inicialmente para o SUV Taos, e pode ser adaptada à Amarok.

  • Motor V6 diesel: 258 cv, com possível atualização para emissões.
  • Opções acessíveis: 2.0 ou 2.5 turbodiesel com câmbio manual.
  • Híbrido inovador: MHEV ou PHEV para eficiência e potência.
  • Futuro elétrico: inspirado na e-Terron com 442 cv.

Design brasileiro e identidade única

O design da nova Amarok é um dos destaques do Projeto Patagonia, liderado pelo brasileiro José Carlos Pavone, chefe de design da Volkswagen nas Américas. A dianteira terá faróis horizontais conectados por uma barra de LED, grade redesenhada e capô elevado, transmitindo robustez. As laterais mantêm proporções imponentes, com rodas de até 20 polegadas, enquanto a traseira terá lanternas redesenhadas e detalhes em relevo na tampa da caçamba. A Volkswagen garante que a Amarok não será uma mera reestilização da Maxus Terron 9, com ajustes para evitar comparações, como as enfrentadas pela Fiat Titano.

A equipe brasileira trabalhou em parceria com engenheiros argentinos para adaptar a picape às condições regionais, como estradas rurais e demandas do agronegócio. Testes em São Paulo e Buenos Aires incluíram simulações em terrenos acidentados e áreas alagadas, garantindo durabilidade e desempenho. O rack de teto e a iluminação ambiente reforçam o apelo urbano, enquanto a robustez da plataforma atende ao uso profissional.

  • Design exclusivo: faróis de LED e grade com identidade Volkswagen.
  • Adaptação local: ajustes para terrenos sul-americanos.
  • Toque urbano: rack de teto e iluminação ambiente.
  • Diferenciação: evita percepção de reestilização da Terron 9.

Estratégia de mercado e concorrência

A nova Amarok chega em um momento estratégico para o mercado de picapes médias, que cresceu 8% no Brasil em 2024, segundo a Fenabrave. A Toyota Hilux lidera com cerca de 45 mil unidades vendidas, seguida por Ford Ranger e Chevrolet S10. A Amarok atual enfrenta desafios, com apenas 10 unidades emplacadas em junho de 2025, mas a nova geração busca reverter esse cenário com tecnologia e robustez. A Maxus Terron 9, que chega ao Brasil em 2025, intensifica a concorrência, oferecendo preço competitivo e motor 2.5 turbodiesel de 224 cv.

A Volkswagen planeja promover a Amarok em feiras agrícolas, como a Agrishow, com testes off-road para destacar sua versatilidade. A produção local, com 50% dos componentes fabricados no Brasil, reduz custos e fortalece a cadeia de fornecedores. A modernização da fábrica de General Pacheco, com capacidade para 70 mil a 80 mil unidades anuais, visa atender o mercado interno e exportações para a América Latina.

  • Crescimento do segmento: 8% em 2024, liderado pela Toyota Hilux.
  • Estratégia de marketing: testes off-road em feiras agrícolas.
  • Produção local: 50% de componentes brasileiros.
  • Exportações: foco em mercados sul-americanos.

Investimento e impacto econômico

O investimento de R$ 3,3 bilhões na fábrica de General Pacheco consolida a Argentina como um polo de produção de picapes, ao lado da planta da Ford, que fabrica a Ranger. A modernização da unidade, prevista para 2025 e 2026, criará milhares de empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia local. A Volkswagen espera que a nova Amarok se torne um sucesso regional, fortalecendo sua posição em um segmento dominado por marcas asiáticas e americanas. A parceria com a SAIC reduz custos de desenvolvimento, permitindo à montadora focar em personalizações e tecnologias exclusivas.

A colaboração com a SAIC, iniciada em 1984, é um pilar do Projeto Patagonia. A plataforma da Maxus Terron 9, com aços de alta resistência, foi projetada para alcançar notas máximas em testes de colisão, garantindo segurança e durabilidade. A Volkswagen planeja continuar aprimorando a Amarok após o lançamento, com atualizações baseadas no feedback dos consumidores.

  • Investimento robusto: R$ 3,3 bilhões para modernização da fábrica.
  • Empregos gerados: milhares de vagas diretas e indiretas.
  • Segurança avançada: plataforma com aços de alta resistência.
  • Parceria estratégica: colaboração com a SAIC para redução de custos.
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