Um novo livro lançado em 2025 reacende polêmicas envolvendo o Príncipe Andrew, duque de York, ao trazer depoimentos que o associam à rede de tráfico sexual comandada por Jeffrey Epstein. Intitulado “Entitled: The Rise and Fall of House of York”, a obra de Andrew Lownie detalha supostas conversas do príncipe com Epstein, incluindo declarações que o descrevem como “viciado em sexo em série”. O escândalo, revelado em Londres, intensifica as acusações contra Andrew, que já perdeu títulos reais e se afastou de deveres públicos em 2019 após denúncias de abuso sexual. A publicação expõe detalhes de sua relação com Epstein e Ghislaine Maxwell, condenada por facilitar o esquema criminoso, e reacende debates sobre a responsabilidade de figuras públicas.
As acusações não são novas, mas o livro agrega informações detalhando encontros e comunicações entre Andrew e Epstein, mesmo após o financista ser investigado. A obra também menciona a relação próxima do príncipe com Maxwell, sua suposta amante, e levanta questões sobre sua conduta em eventos privados. O caso, que já abalou a monarquia britânica, ganha nova relevância com a publicação.
O impacto do livro é ampliado pela morte de Virginia Giuffre, vítima que acusou Andrew de abuso sexual quando menor, em abril de 2025, por suicídio. Sua história, amplamente documentada, reforça a gravidade das denúncias contra o duque.
- Pontos centrais do escândalo:
- Livro revela depoimentos de Epstein sobre Andrew.
- Acusações de envolvimento em rede de tráfico sexual.
- Relação próxima com Ghislaine Maxwell.
- Perda de títulos reais e afastamento público em 2019.
- Morte de Virginia Giuffre em 2025 intensifica debates.
Detalhes explosivos do novo livro
A obra “Entitled: The Rise and Fall of House of York” traz relatos de Jeffrey Epstein, morto em 2019, que descrevem o Príncipe Andrew como alguém com comportamentos extremos em eventos privados. Segundo o autor, Epstein teria chamado Andrew de “o animal mais pervertido do quarto”, sugerindo que suas ações eram excêntricas até para o financista, conhecido por seus crimes. O livro detalha que Andrew usava a conexão com Epstein para negócios e acesso a eventos exclusivos, enquanto Epstein se beneficiava do status real para expandir sua influência.
Os e-mails trocados entre os dois, revelados em tribunais londrinos em 2025, mostram que Andrew manteve contato com Epstein mesmo após alegar publicamente que havia cortado laços em 2010. Uma mensagem de 2011, por exemplo, sugere que o príncipe planejava “brincar um pouco mais”, indicando continuidade na relação. Esses documentos reforçam a percepção de que Andrew estava ciente das atividades de Epstein, embora sempre tenha negado envolvimento nos crimes.
O livro também explora a relação de Andrew com Ghislaine Maxwell, que cumpre 20 anos de prisão por tráfico sexual. Segundo o autor, Maxwell orientou o príncipe em sua reinvenção pública nos anos 2000, incentivando-o a adotar um estilo mais jovial e a investir em novos negócios.
Relação com Epstein e Maxwell
O vínculo entre Andrew e Jeffrey Epstein começou em 1999, por intermédio de Ghislaine Maxwell, então namorada do financista. Epstein, que comandava uma rede de exploração sexual de menores, usava sua riqueza e contatos para atrair figuras influentes, incluindo membros da realeza. Andrew, segundo o livro, frequentava a mansão de Epstein em Nova York e sua ilha no Caribe, locais onde ocorreram abusos.
- Momentos marcantes da relação:
- Encontro em 1999, apresentado por Maxwell.
- Viagens no jato privado de Epstein.
- Presença em eventos privados em Nova York e Flórida.
- E-mails de 2010 e 2011 revelam contato contínuo.
A proximidade com Maxwell também é destacada. Ela, descrita como peça-chave na rede de Epstein, teria tido um relacionamento amoroso com Andrew, influenciando suas decisões públicas e privadas. A condenação de Maxwell em 2021 intensificou o escrutínio sobre o príncipe, que já enfrentava acusações de Virginia Giuffre.

Acusações de Virginia Giuffre
Virginia Giuffre, uma das principais vítimas de Epstein, acusou Andrew de abusá-la sexualmente em 2001, quando tinha 17 anos, em três ocasiões: em Londres, Nova York e na ilha de Epstein. Uma fotografia icônica, onde Andrew aparece com o braço ao redor de Giuffre e Maxwell ao fundo, tornou-se símbolo do escândalo. Apesar de Andrew negar as acusações, ele fechou um acordo judicial em 2022, pagando uma quantia não revelada para encerrar o caso sem admissão de culpa.
A morte de Giuffre em abril de 2025, aos 41 anos, por suicídio, trouxe nova atenção ao caso. Sua família a descreveu como uma “guerreira” contra o abuso sexual, mas destacou que o peso das experiências a levou ao colapso. O livro de Lownie cita o depoimento de Giuffre como central para entender a extensão do envolvimento de Andrew.
- Detalhes das acusações de Giuffre:
- Abuso em Londres, na casa de Maxwell, em 2001.
- Encontros em Nova York e na ilha de Epstein.
- Foto de 2001 como evidência visual.
- Acordo judicial em 2022 sem admissão de culpa.
Repercussão na família real
O escândalo abalou a monarquia britânica, forçando Andrew a se afastar de deveres reais em 2019, após uma entrevista desastrosa à BBC, onde tentou justificar sua amizade com Epstein. A rainha Elizabeth II retirou seus títulos militares e patronatos em 2022, uma decisão reforçada pelo rei Charles III. Apesar disso, Andrew mantém uma relação próxima com suas filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, e com sua ex-esposa, Sarah Ferguson, com quem divide aparições públicas.
O Palácio de Buckingham evitou comentar as novas revelações do livro, mas a imprensa britânica relata crescente pressão para que Andrew preste esclarecimentos. A opinião pública no Reino Unido permanece dividida, com parte exigindo maior transparência e outra defendendo a privacidade do príncipe.
Rede de influência de Epstein
Jeffrey Epstein, morto em 2019, construiu uma rede de exploração sexual que envolvia figuras poderosas, como Bill Clinton, Donald Trump e o próprio Andrew. Embora nenhum deles tenha sido formalmente acusado de crimes, a associação com Epstein gerou controvérsias duradouras. Documentos judiciais revelados em 2025, incluindo registros de voos e e-mails, mostram a extensão de sua rede, que operava em propriedades em Nova York, Flórida, Novo México e no Caribe.
- Características da rede de Epstein:
- Recrutamento de menores por Ghislaine Maxwell.
- Eventos em propriedades de luxo.
- Uso de jatos privados para transporte.
- Influência sobre figuras políticas e empresariais.
- Silêncio mantido por acordos financeiros.
A morte de Epstein, oficialmente registrada como suicídio, permanece cercada por teorias da conspiração, alimentadas pela falta de transparência em partes da investigação. O livro de Lownie reforça a ideia de que Epstein usava sua proximidade com figuras como Andrew para expandir sua influência, enquanto o príncipe se beneficiava de privilégios exclusivos.
Resposta pública e silêncio oficial
A publicação do livro gerou reações intensas no Reino Unido e além. ONGs que combatem o tráfico humano pediram investigações mais profundas sobre as conexões de Andrew, enquanto a imprensa britânica especula sobre possíveis novos processos judiciais. O silêncio do Palácio de Buckingham contrasta com a indignação de ativistas, que veem o caso como exemplo de impunidade entre elites.
Andrew, que vive em relativa reclusão desde 2019, apareceu em um culto de Páscoa em 2025, sua primeira aparição pública em meses. A presença foi vista como uma tentativa de normalizar sua imagem, mas o lançamento do livro reacendeu críticas. A sociedade britânica, cada vez mais sensível a questões de abuso, pressiona por respostas claras.