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RS aprova piso regional de R$ 1.830,23 com 8% de aumento para 2025

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A sanção da Lei 16.311, publicada no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul em 11 de junho de 2025, trouxe um reajuste de 8% ao piso regional, elevando o salário inicial para R$ 1.789,04 e o mais alto para R$ 2.267,21. Assinada pelo governador Eduardo Leite, a medida beneficia cerca de 1,3 milhão de trabalhadores de categorias sem acordos coletivos, como agricultura, empregados domésticos e comércio. O aumento, superior à inflação de 4,77% do INPC de 2024 e ao reajuste do salário mínimo nacional de 7,5%, foi aprovado em regime de urgência pela Assembleia Legislativa. A proposta, enviada em 26 de maio e aprovada em 3 de junho com 46 votos a favor, busca valorizar a mão de obra e estimular o emprego formal. O novo piso entrou em vigor em 1º de maio, impactando diretamente o poder de compra de trabalhadores formais e informais no estado.

O projeto enfrentou resistência de quatro deputados, mas centrais sindicais celebraram o aumento, embora considerem o índice insuficiente frente às perdas acumuladas.

  • Reajuste: 8%, acima da inflação de 4,77% e do salário mínimo nacional (7,5%).
  • Faixas salariais: De R$ 1.789,04 a R$ 2.267,21, divididas em cinco categorias.
  • Trabalhadores beneficiados: Cerca de 1,3 milhão no Rio Grande do Sul.
  • Data-base: 1º de maio de 2025, com efeitos retroativos.

Faixas salariais e categorias beneficiadas

O piso regional do Rio Grande do Sul é estruturado em cinco faixas salariais, cada uma abrangendo diferentes setores profissionais. A primeira faixa, de R$ 1.789,04, beneficia trabalhadores como agricultores, pecuaristas, empregados domésticos, pescadores e trabalhadores de indústrias extrativas. A segunda faixa, de R$ 1.830,23, inclui categorias como trabalhadores da construção civil, operadores de máquinas e vigilantes. A terceira faixa, fixada em R$ 1.873,23, abrange técnicos de nível médio e trabalhadores do comércio. A quarta faixa, de R$ 1.945,67, contempla profissões como técnicos em contabilidade e motoristas de transporte coletivo. A faixa mais alta, de R$ 2.267,21, beneficia trabalhadores como professores de ensino médio, técnicos em enfermagem e profissionais com formação técnica especializada.

A diversificação das faixas reflete a complexidade do mercado de trabalho gaúcho, garantindo que profissões com diferentes níveis de qualificação sejam contempladas. O reajuste de 8% foi calculado com base na necessidade de equilibrar a valorização salarial com a sustentabilidade econômica, segundo o governo estadual.

  • Faixa 1: R$ 1.789,04 – agricultura, pecuária, empregados domésticos.
  • Faixa 2: R$ 1.830,23 – construção civil, vigilantes, operadores de máquinas.
  • Faixa 3: R$ 1.873,23 – técnicos de nível médio, comércio.
  • Faixa 4: R$ 1.945,67 – motoristas, técnicos em contabilidade.
  • Faixa 5: R$ 2.267,21 – professores, técnicos em enfermagem.

Processo de aprovação na Assembleia

A aprovação da Lei 16.311 ocorreu em regime de urgência, com o projeto protocolado em 26 de maio de 2025 e votado em 3 de junho. A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o texto com ampla maioria, 46 votos a favor e quatro contrários, após debates intensos. A oposição, liderada por deputados do PT, propôs um reajuste maior, de 10,45%, considerando o crescimento do PIB estadual e a inflação, mas a emenda foi rejeitada por 33 votos a 17. A proposta do governo foi mantida, priorizando o índice de 8%, que, segundo o Executivo, equilibra a valorização dos trabalhadores com a capacidade econômica do estado.

O governador Eduardo Leite destacou que o reajuste busca reconhecer o esforço dos trabalhadores gaúchos sem comprometer a geração de empregos. Centrais sindicais, como a CUT-RS e a CTB-RS, acompanharam a votação e celebraram o aumento, mas criticaram a falta de retroatividade plena e a não recuperação total das perdas salariais dos últimos anos.

A sanção da lei, publicada no Diário Oficial em 11 de junho, consolidou a data-base de 1º de maio, garantindo que os novos valores fossem aplicados imediatamente.

Salário mínimo, dinheiro
Salário mínimo, dinheiro – Foto: Leonidas Santana/ Istockphoto.com

Benefícios para trabalhadores formais e informais

O piso regional é uma política autorizada pela Lei Complementar Federal nº 103/2000, que permite aos estados estabelecerem salários mínimos acima do nacional para categorias sem acordos coletivos. No Rio Grande do Sul, cerca de 1,3 milhão de trabalhadores, incluindo informais, são diretamente impactados. O aumento de 8% eleva o poder de compra, especialmente em setores como agricultura, comércio e serviços, que representam grande parte da economia gaúcha.

Trabalhadores domésticos, por exemplo, passam a ter um salário mínimo de R$ 1.789,04, superando o piso nacional de R$ 1.518,00, que teve reajuste de 7,5% em 2025. Essa diferença é significativa para empregados de pequenas empresas e trabalhadores informais, que muitas vezes dependem do piso regional como referência. O impacto também se estende a contratos do setor público, que, segundo a Lei 16.311, devem respeitar o piso de R$ 1.789,04 em novos acordos e aditivos.

  • Trabalhadores impactados: 1,3 milhão, incluindo formais e informais.
  • Setores principais: Agricultura, comércio, construção civil, serviços.
  • Data de vigência: 1º de maio de 2025, com efeitos imediatos.
  • Base legal: Lei Complementar Federal nº 103/2000.

Comparação com o salário mínimo nacional

O salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.518,00 para 2025, teve um reajuste de 7,5%, baseado na soma da inflação de 4,84% (INPC de 2024) e um ganho real de 2,5%, limitado pelo arcabouço fiscal. O piso regional do Rio Grande do Sul, com aumento de 8%, supera tanto a inflação quanto o reajuste nacional, oferecendo um salário inicial 17,9% superior ao mínimo federal. Essa diferença reforça a política de valorização regional, mas também gera debates sobre a sustentabilidade econômica para empregadores.

O impacto do piso regional é ainda mais relevante quando comparado a benefícios sociais atrelados ao mínimo nacional, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias do INSS, que também são de R$ 1.518,00. Trabalhadores gaúchos de categorias contempladas pelo piso regional, como vigilantes e empregados domésticos, têm uma vantagem financeira significativa, mas centrais sindicais alertam que o índice de 8% não recupera perdas históricas, estimadas em 8,5% pela CTB-RS.

Reações das centrais sindicais

A aprovação do reajuste foi celebrada por entidades como a CUT-RS e a CTB-RS, que acompanharam a votação na Assembleia. O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, classificou o aumento como uma conquista importante, mas destacou que o piso regional já foi equivalente a 1,28 salário mínimo nacional no passado, e o índice atual não repõe essa proporção. A CUT-RS, por meio de Amarildo Cenci, reforçou a luta por um reajuste maior, de 10,45%, que considerava o crescimento do PIB estadual.

Apesar das críticas, as centrais reconhecem que o diálogo com o governo Eduardo Leite foi fundamental para a aprovação. A data-base de 1º de maio, fixada pela lei, também foi vista como um avanço, pois garante previsibilidade para futuros reajustes. As entidades planejam continuar pressionando por aumentos que recuperem o poder de compra perdido nos últimos anos.

  • Reajuste proposto pela oposição: 10,45%, rejeitado por 33 votos a 17.
  • Perdas históricas: Estimadas em 8,5% pelo movimento sindical.
  • Data-base: Fixada em 1º de maio para reajustes futuros.
  • Entidades envolvidas: CUT-RS, CTB-RS, entre outras.

Efeitos econômicos no Rio Grande do Sul

O reajuste de 8% no piso regional tem impactos diretos na economia gaúcha, especialmente em setores intensivos em mão de obra, como agricultura, comércio e construção civil. O aumento eleva os custos para empregadores, mas também injeta recursos na economia local, já que trabalhadores com maior poder de compra tendem a consumir mais. O governo estadual estima que o impacto financeiro seja equilibrado, incentivando a formalização de empregos sem prejudicar a competitividade das empresas.

A política de valorização do piso regional também é vista como uma resposta às pressões sindicais e à necessidade de reduzir desigualdades salariais no estado. No entanto, pequenos empresários expressaram preocupações com o aumento dos custos trabalhistas, especialmente em um cenário de recuperação econômica pós-inflação. O governo Leite argumenta que o reajuste foi calibrado para evitar demissões, mantendo o equilíbrio entre trabalhadores e empregadores.

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