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Gilberto Gil emociona ao falar da filha Preta Gil em entrevista exclusiva ao Fantástico

Gilberto Gil e PReta Gil
Gilberto Gil e PReta Gil - Foto: reprodução Gilberto Gil emociona ao falar da filha Preta Gil em entrevista exclusiva ao Fantástico (94)

Em uma entrevista marcada por emoção e reflexões profundas, Gilberto Gil abriu o coração sobre a perda de sua filha, Preta Gil, que faleceu em 20 de julho de 2025, aos 50 anos, vítima de um câncer colorretal. A conversa, conduzida pela jornalista Poliana Abritta na casa do cantor no Rio de Janeiro, foi exibida no Fantástico, da TV Globo, no dia 10 de agosto, coincidindo com o Dia dos Pais. Preta, diagnosticada em 2023, enfrentou uma batalha de dois anos contra a doença, que se espalhou para outros órgãos, levando-a a buscar tratamento experimental nos Estados Unidos. A entrevista trouxe trechos inéditos, nos quais Gil destacou a personalidade vibrante de Preta, seu legado na música e na luta por causas sociais, além do impacto de sua partida na família e no público. A dor da perda foi acompanhada por memórias de afeto, solidariedade e coragem, que marcaram a trajetória da cantora.

A entrevista, gravada na sala de sua casa, revelou um Gilberto Gil sereno, mas visivelmente comovido. Ele descreveu Preta como uma figura única entre seus oito filhos, destacando sua energia contagiante e generosidade. O cantor, de 83 anos, falou sobre o peso do luto e a forma como a família se uniu para apoiar Preta durante seu tratamento. A exibição no Dia dos Pais trouxe um simbolismo especial, reforçando a conexão entre pai e filha.

  • Momentos marcantes: Gil relembrou a última apresentação de Preta ao seu lado, na turnê “Tempo Rei”, em abril de 2025.
  • Legado cultural: Preta foi lembrada por sua luta contra o racismo e pela representatividade no carnaval carioca.
  • Apoio familiar: A família acompanhou Preta em Nova York, onde ela buscava tratamentos inovadores.

Memórias de uma filha inesquecível

Gilberto Gil descreveu Preta como “a mais espevitada” de seus filhos, uma pessoa que irradiava bondade e solidariedade. Durante a entrevista, ele destacou a forma como ela enfrentou o câncer com coragem, mesmo diante de um prognóstico desafiador. Preta, que iniciou sua carreira musical aos 29 anos, deixou um legado que transcende a música, com atuações marcantes como empresária e ativista. Sua luta contra o racismo, pela igualdade de gênero e pela comunidade LGBT+ foi lembrada como um exemplo de engajamento social. O cantor também mencionou a dificuldade de lidar com a inversão da ordem natural, em que os filhos partem antes dos pais, uma dor que ele já enfrentou com a morte de outro filho, Pedro, em 1990.

A entrevista trouxe à tona a força de Preta durante o tratamento. Após ser diagnosticada com câncer colorretal em 2023, ela passou por quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia em 2024, mas a doença retornou de forma agressiva, com metástases no peritônio e outros órgãos. A decisão de buscar tratamento experimental nos EUA foi um esforço conjunto da família para proporcionar o maior conforto possível à cantora.

  • Carreira musical: Preta lançou seu primeiro álbum, “Prêt-à-Porter”, em 2003, com o hit “Sinais de Fogo”.
  • Ativismo: Fundadora do Bloco da Preta, ela levou multidões ao carnaval do Rio, promovendo inclusão.
  • Família: Preta deixa um filho, Francisco Gil, e uma neta, Sol de Maria, de 9 anos.
  • Últimos dias: A cantora planejava retornar ao Brasil, mas não resistiu às complicações em Nova York.

Luta contra o câncer e apoio familiar

A batalha de Preta Gil contra o câncer mobilizou não apenas sua família, mas também amigos e fãs. Gilberto Gil destacou o papel da união familiar durante os momentos mais difíceis, especialmente nos últimos meses, quando Preta se mudou para Nova York para continuar o tratamento. Ele relembrou conversas francas com a filha sobre a possibilidade da morte, nas quais a incentivou a encontrar força física, psíquica e espiritual. A apresentadora Poliana Abritta, que conduziu a entrevista, trouxe perguntas sensíveis, permitindo que Gil expressasse tanto a dor quanto o orgulho pela trajetória de Preta.

O tratamento experimental nos Estados Unidos representava uma esperança, mas também um desafio logístico e emocional. A família, incluindo Sandra Gadelha, mãe de Preta, e outros parentes, esteve ao seu lado, acompanhando-a em viagens entre Nova York e Washington, onde recebia cuidados especializados. Apesar dos esforços, a piora de seu estado de saúde impediu o retorno ao Brasil, e Preta faleceu em 20 de julho, deixando um vazio no cenário cultural brasileiro.

Legado de Preta Gil na cultura brasileira

Preta Gil não foi apenas uma cantora, mas uma força cultural que transformou o carnaval carioca com o Bloco da Preta, criado em 2010. O bloco, que chegou a reunir mais de 500 mil pessoas em 2017, tornou-se um símbolo de diversidade e inclusão, celebrando a música popular brasileira e a luta por representatividade. Sua carreira também incluiu participações em novelas, como “As Cariocas” e “Vai que Cola”, além de sua atuação como empresária na agência Mynd, representando artistas como Luísa Sonza e Pabllo Vittar.

Gilberto Gil enfatizou que o legado de Preta vai além de suas conquistas profissionais. Ele destacou a forma como ela tocava as pessoas com sua autenticidade e generosidade, inspirando debates sobre autoaceitação e amor-próprio. A missa de sétimo dia, realizada no Rio de Janeiro em 28 de julho, reuniu familiares, amigos e fãs, reforçando o impacto de Preta na sociedade.

  • Bloco da Preta: Um dos maiores do carnaval carioca, homenageou figuras como Chacrinha.
  • Empreendedorismo: Como sócia da Mynd, Preta gerenciava carreiras de grandes artistas.
  • Representatividade: Sua luta contra preconceitos marcou sua trajetória pública.

Repercussão e homenagens após a perda

A morte de Preta Gil gerou uma onda de comoção no Brasil. Artistas como Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Anitta prestaram homenagens, destacando sua alegria e coragem. O velório, realizado no Theatro Municipal do Rio em 25 de julho, foi marcado por emoção, com Gilberto Gil se despedindo da filha com um gesto simbólico: um beijo na testa, acompanhado por familiares como Flora Gil e Bela Gil. A prefeitura do Rio interditou ruas para acolher os fãs, que lotaram o local para prestar suas últimas homenagens.

Embora Preta tivesse manifestado o desejo de um velório em clima de carnaval, com trio elétrico, a prefeitura vetou a ideia por questões de segurança. Ainda assim, o cortejo passou pelo Circuito Preta Gil, nomeado em sua homenagem, celebrando sua conexão com o carnaval. A entrevista de Gilberto Gil ao Fantástico reforçou a importância de manter viva a memória de Preta, com trechos inéditos que revelam a profundidade de sua relação com a filha.

  • Homenagens: Artistas e fãs lotaram as redes sociais com mensagens de carinho.
  • Velório: O Theatro Municipal recebeu milhares de pessoas para a despedida.
  • Circuito Preta Gil: O cortejo passou por ruas do centro do Rio, celebrando seu legado.
  • Trechos inéditos: A entrevista trouxe novas reflexões de Gil sobre a filha.

Força e inspiração em meio ao luto

Gilberto Gil destacou que a partida de Preta trouxe lições de amor e afeto para a família e o público. Ele mencionou como a memória dela continua a inspirar, especialmente em um momento de tantas dificuldades sociais. A luta de Preta contra o câncer, marcada por sua abertura sobre a doença, incentivou discussões sobre saúde, prevenção e resiliência. Sua última apresentação pública, ao lado do pai na turnê “Tempo Rei”, foi um momento de conexão que ficará marcado na memória dos fãs.

A entrevista também abordou o impacto emocional da perda para Gilberto Gil, que já enfrentou a morte de outro filho, Pedro, em um acidente de carro em 1990. Apesar da dor, o cantor encontrou na música e na memória de Preta uma forma de seguir em frente, compartilhando com o público a força que ela representava. Os trechos inéditos da conversa, exibidos no Fantástico, reforçam a ideia de que o legado de Preta Gil permanecerá vivo, inspirando gerações.

  • Última apresentação: Preta cantou com Gil em São Paulo, em abril de 2025.
  • Luto anterior: Gil perdeu o filho Pedro, aos 19 anos, em 1990.
  • Inspiração: A luta de Preta contra o câncer motivou debates sobre saúde.
  • Memória viva: Seu legado continua em suas contribuições culturais e sociais.
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