O abono salarial PIS/Pasep de 2025 será pago a trabalhadores que atuaram formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, com remuneração de até dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 na época. O benefício, que pode chegar a R$ 1.518, é proporcional aos meses trabalhados e visa complementar a renda de trabalhadores do setor privado e público. Gerido pela Caixa Econômica Federal (PIS) e pelo Banco do Brasil (Pasep), o programa exige inscrição há pelo menos cinco anos e dados corretamente enviados pelo empregador via RAIS ou eSocial. Os pagamentos seguem um calendário baseado no mês de nascimento, com depósitos preferencialmente em conta. A consulta pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pela Central Alô Trabalho (158).
O programa, criado na década de 1970, é uma iniciativa do governo federal para apoiar financeiramente trabalhadores formais. Para 2025, o valor máximo do abono equivale ao salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.518. Abaixo, os principais critérios para elegibilidade:
- Ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2023.
- Receber até dois salários mínimos mensais no ano-base.
- Estar inscrito no PIS/Pasep há cinco anos ou mais.
- Ter os dados enviados pelo empregador dentro dos prazos via RAIS ou eSocial.
Elegibilidade e requisitos para o abono
Para garantir o benefício, o trabalhador precisa cumprir condições específicas. Além dos 30 dias de trabalho formal em 2023, a remuneração média mensal não pode ultrapassar R$ 2.640. A inscrição no PIS (setor privado) ou Pasep (servidores públicos) deve ter sido feita até 2020, considerando o prazo mínimo de cinco anos. Outro fator essencial é a entrega correta das informações pelo empregador. A RAIS, obrigatória para empresas, deve ser enviada até 15 de maio de 2024, enquanto o eSocial tem prazo até 19 de agosto de 2024.
A ausência de dados ou erros no envio pode impedir o recebimento do abono. Por isso, é recomendável que trabalhadores verifiquem com seus empregadores se as informações foram enviadas corretamente. O programa beneficia milhões de brasileiros anualmente, mas falhas na comunicação de dados ainda excluem muitos elegíveis.
Como o valor do benefício é calculado
O abono salarial é proporcional ao tempo trabalhado no ano-base. Cada mês trabalhado (mínimo de 15 dias) corresponde a 1/12 do salário mínimo vigente. Em 2025, o cálculo segue a tabela:
- 1 mês trabalhado: R$ 126,50.
- 6 meses trabalhados: R$ 759,00.
- 12 meses trabalhados: R$ 1.518,00 (valor máximo).
O valor é arredondado para cima, garantindo que mesmo quem trabalhou poucos meses receba uma fração justa. A base de cálculo considera o salário mínimo de 2025, definido em R$ 1.518, conforme projeções do governo federal. Alterações no salário mínimo podem ajustar esses valores, mas a proporcionalidade permanece.
Os trabalhadores do setor privado recebem o PIS pela Caixa, enquanto servidores públicos acessam o Pasep pelo Banco do Brasil. O pagamento é feito preferencialmente por crédito em conta, mas também está disponível em agências, lotéricas ou via Pix e TED, dependendo da instituição.

Calendário de pagamentos em 2025
Os pagamentos do abono seguem um cronograma anual, organizado pelo mês de nascimento do trabalhador para o PIS e pelo número final da inscrição para o Pasep. O calendário oficial de 2025 ainda não foi divulgado, mas, historicamente, os depósitos começam em fevereiro e se estendem até dezembro. A Caixa e o Banco do Brasil priorizam o crédito automático em contas correntes ou poupança.
Para quem não possui conta, o saque pode ser realizado em:
- Agências da Caixa ou Banco do Brasil.
- Casas lotéricas (para PIS).
- Terminais de autoatendimento com cartão cidadão.
É essencial acompanhar as datas divulgadas pelos bancos, pois o prazo para retirada do benefício expira no final do ano. Após o período, o valor retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), impossibilitando o resgate.
Como consultar o direito ao benefício
A consulta ao abono é simples e pode ser feita por canais digitais ou presenciais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é a ferramenta mais prática, permitindo verificar elegibilidade, valor, data e forma de pagamento. Basta atualizar o app, acessar a seção “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”. Outras opções incluem:
- Portal Gov.br, com login unificado.
- Central Alô Trabalho (158), disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.
- Unidades das Superintendências Regionais do Trabalho.
Trabalhadores que preferem atendimento presencial podem comparecer a agências da Caixa ou Banco do Brasil com documento de identificação. A consulta antecipada evita surpresas e permite planejar o uso do benefício.
Importância do PIS/Pasep para trabalhadores
O abono salarial é um reforço financeiro significativo para trabalhadores de baixa renda. Criado para integrar o empregado à economia e formar patrimônio para servidores, o programa distribui bilhões de reais anualmente. Em 2023, por exemplo, cerca de 24 milhões de trabalhadores receberam o benefício, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
O programa também estimula a formalização do mercado de trabalho, já que apenas contratos registrados garantem o direito. Para pequenas empresas, o correto envio de dados via RAIS ou eSocial é um desafio, mas essencial para assegurar o benefício aos funcionários.
Dicas para garantir o recebimento
Para evitar problemas no acesso ao abono, algumas medidas são recomendadas:
- Verifique com o empregador o envio correto dos dados na RAIS ou eSocial.
- Mantenha o cadastro no PIS/Pasep atualizado junto à Caixa ou Banco do Brasil.
- Acompanhe o calendário oficial de pagamentos, divulgado no início de 2025.
- Consulte o direito ao benefício com antecedência pelo aplicativo ou canais oficiais.
Trabalhadores que identificarem inconsistências devem procurar o empregador ou os canais de atendimento do governo para regularizar a situação. A agilidade na verificação pode evitar atrasos ou a perda do benefício.
Histórico e alcance do programa
O PIS/Pasep foi instituído em 1970, com o objetivo de promover a integração social e econômica dos trabalhadores. O PIS atende empregados do setor privado, enquanto o Pasep beneficia servidores públicos. Ambos os programas são financiados pelo FAT, que arrecada contribuições de empresas para redistribuir aos trabalhadores.
Anualmente, o programa alcança milhões de brasileiros, especialmente em setores como comércio, serviços e indústria. O benefício é particularmente relevante para trabalhadores de baixa renda, que utilizam o valor para despesas essenciais, como alimentação, transporte e educação.
Canais oficiais para dúvidas
Além do aplicativo e da Central 158, os trabalhadores podem buscar informações diretamente nos sites da Caixa e do Banco do Brasil. As instituições oferecem seções dedicadas ao PIS/Pasep, com perguntas frequentes e orientações detalhadas. As Superintendências Regionais do Trabalho também disponibilizam atendimento presencial para casos complexos.
Manter-se informado sobre prazos e requisitos é fundamental para garantir o acesso ao benefício. O governo federal reforça a importância de usar canais oficiais para evitar fraudes ou desinformação.