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Chevrolet Tracker 2026 estreia com visual novo e preços a partir de R$ 119.900

Chevrolet Tracker
Chevrolet Tracker - Foto: Divulgação Chevrolet Tracker - Foto: Divulgação

O Chevrolet Tracker 2026 chegou ao Brasil com visual renovado, tecnologia atualizada e preços entre R$ 119.900 e R$ 190.590, mirando retomar a liderança no segmento de SUVs compactos, atualmente dominado pelo Volkswagen T-Cross. Lançado oficialmente em 8 de julho de 2025, em São Paulo, o modelo traz mudanças significativas para competir com Hyundai Creta, Honda HR-V e outros rivais, mas ainda enfrenta desafios para se equiparar aos concorrentes em tecnologia e acabamento. Avaliado pelo g1 em um trajeto de 300 km em Minas Gerais, o SUV da GM mostrou avanços, mas também limitações que podem impactar sua recuperação no mercado. A nova geração busca atrair consumidores com design moderno e conectividade, enquanto lida com críticas sobre itens de segurança e espaço interno.

O modelo, produzido em São Caetano do Sul (SP), apresenta uma frente redesenhada, inspirada em SUVs globais da GM, como Equinox e Blazer, e um interior com central multimídia de 11 polegadas e painel digital de 8 polegadas. Apesar das melhorias, a ausência de recursos como piloto automático adaptativo e freio de mão eletrônico, aliados ao uso da polêmica correia banhada a óleo, geram questionamentos. A GM aposta em cinco versões para atender diferentes públicos, mas o Tracker ainda precisa superar rivais mais equipados e com maior espaço interno.

  • Novidades do Tracker 2026: Novo design frontal, central multimídia de 11″, painel digital de 8″, motores turbo recalibrados.
  • Desafios no mercado: Volkswagen T-Cross lidera vendas, seguido por Hyundai Creta e Honda HR-V.
  • Teste em Minas Gerais: 300 km percorridos, com destaque para dirigibilidade e conforto, mas críticas ao consumo e equipamentos.

A reformulação do Tracker 2026 é um passo estratégico da GM para reposicionar o SUV no competitivo mercado brasileiro, onde as vendas de SUVs compactos representam uma fatia significativa do setor automotivo.

Design renovado eleva competitividade

O Tracker 2026 trouxe um visual alinhado à identidade global da Chevrolet, com faróis Full LED divididos em dois blocos e uma grade frontal mais robusta, remetendo a modelos como Equinox e Montana. A traseira ganhou lanternas em LED com novo arranjo, mas mantém o formato anterior, enquanto as laterais exibem rodas de liga leve aro 17 nas versões mais caras. A estética moderna é um acerto, aproximando o SUV de concorrentes como o Hyundai Creta, que também passou por atualizações recentes.

A cabine foi redesenhada com materiais soft-touch e detalhes em couro sintético nas versões Premier e RS, que custam cerca de R$ 190 mil. A integração da central multimídia de 11 polegadas com o painel digital de 8 polegadas, inspirada na Spin, eleva a percepção de modernidade. A conectividade, com Wi-Fi nativo e espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, é um diferencial competitivo.

  • Grade frontal proeminente: Alinhada ao design global da GM.
  • Faróis Full LED: Divididos em dois blocos, com luzes diurnas integradas.
  • Interior sofisticado: Materiais soft-touch e acabamento em dois tons nas versões topo.
  • Conectividade avançada: Wi-Fi nativo e OnStar com novos recursos de segurança.

Apesar do avanço, o design ainda não supera a ousadia de rivais como o Honda HR-V, que aposta em linhas mais fluidas, ou o T-Cross, com estética consolidada no mercado.

Desempenho aprimorado, mas com ressalvas

O Tracker 2026 mantém os motores 1.0 turbo (115,5 cv) e 1.2 turbo (141 cv), ambos flex com injeção direta e câmbio automático de seis marchas. A recalibração do motor 1.2 turbo reduziu o tempo de 0 a 100 km/h para 9,7 segundos, superando o Nissan Kicks (12,4 s). A dirigibilidade é um ponto forte, com respostas rápidas e suspensão ajustada para cidades esburacadas, como constatado no teste em Minas Gerais.

Por outro lado, o consumo de combustível piorou. Segundo o Inmetro, o modelo 1.2 turbo faz 7,6 km/l (etanol) e 11 km/l (gasolina) na cidade, números inferiores aos do Creta 1.6 turbo (11,9 km/l na cidade com gasolina). A polêmica correia banhada a óleo, embora reforçada com nova formulação pela GM, segue sendo um ponto de preocupação devido a relatos de falhas em modelos anteriores.

  • Aceleração eficiente: 0 a 100 km/h em 9,7 s na versão 1.2 turbo.
  • Suspensão robusta: Ideal para vias urbanas com imperfeições.
  • Consumo elevado: 7,6 km/l (etanol) na cidade para o motor 1.2.
  • Correia reforçada: Nova formulação promete durabilidade de 240 mil km.

A GM anunciou a possibilidade de um sistema híbrido leve para 2027, o que poderia melhorar o consumo e atrair consumidores preocupados com eficiência energética.

chevrolet tracker 2026.
chevrolet tracker 2026. – Foto: reprodução

Tecnologia avança, mas fica devendo

A nova central multimídia de 11 polegadas, com alta resolução e interface intuitiva, é um dos destaques do Tracker 2026. O painel digital de 8 polegadas oferece personalização, como monitoramento da bateria de 12 volts, um recurso raro no segmento. O sistema OnStar agora inclui gravação de som na cabine, reforçando a segurança. A versão Premier traz teto solar panorâmico e estacionamento automático, itens valorizados por consumidores premium.

Entretanto, a ausência de tecnologias como piloto automático adaptativo, alerta de tráfego cruzado e freio de mão eletrônico decepciona, especialmente em um SUV que custa até R$ 190.590. Concorrentes como o T-Cross e o Creta oferecem pacotes ADAS (sistemas avançados de assistência ao motorista) mais completos, mesmo em versões intermediárias.

  • Central multimídia: Tela de 11″ com espelhamento sem fio e alta resolução.
  • Painel digital: 8 polegadas com personalização detalhada.
  • OnStar avançado: Inclui gravação de som para maior segurança.
  • Falta de ADAS: Sem piloto automático adaptativo ou alerta de tráfego cruzado.

A GM perdeu a chance de equipar o Tracker com tecnologias que já são padrão em rivais, o que pode limitar seu apelo entre consumidores que priorizam segurança ativa.

Espaço interno e porta-malas limitados

Com 2,57 metros de entre-eixos, o Tracker 2026 oferece espaço interno adequado, mas fica atrás de rivais como o Honda HR-V (2,61 m) e o Volkswagen T-Cross (2,65 m). O porta-malas de 393 litros é maior que o do Jeep Renegade (385 l), mas menor que o do Nissan Kicks (432 l) e Fiat Fastback (516 l). A falta de saídas de ar para o banco traseiro, mesmo na versão RS, é outro ponto negativo.

A ergonomia, no entanto, é um acerto. Os comandos são intuitivos, com botões físicos para o ar-condicionado e um volante multifuncional com boa pegada. Os bancos, com espuma de densidade variável, garantem conforto em viagens longas, mas o acabamento, apesar de melhorado, ainda utiliza plásticos simples em algumas áreas.

  • Espaço interno: Suficiente, mas inferior a HR-V e T-Cross.
  • Porta-malas: 393 litros, na média do segmento, mas atrás de Kicks e Fastback.
  • Ergonomia: Comandos acessíveis e bancos confortáveis.
  • Acabamento simples: Plástico predomina em áreas menos visíveis.

O Tracker entrega conforto, mas não se destaca em espaço, um fator crucial para famílias e consumidores que buscam versatilidade.

Mercado competitivo pressiona GM

O segmento de SUVs compactos no Brasil é dominado pelo Volkswagen T-Cross, que vendeu 8.114 unidades em julho de 2025, seguido pelo Hyundai Creta (4.905) e Honda HR-V (5.259), segundo a Fenabrave. O Tracker, com 4.297 unidades, ocupa a quarta posição, mas a GM aposta em descontos agressivos na linha 2025 (até R$ 43.790 na versão RS) para limpar estoques e impulsionar o modelo 2026.

A produção em São Caetano do Sul foi modernizada com robôs e novos processos de pintura, visando maior qualidade. A GM também planeja expandir a fabricação para a planta de Alvear, na Argentina, para atender outros mercados latino-americanos. A garantia de cinco anos, ampliada para cobrir a correia banhada a óleo, é um diferencial, mas a falta de um pacote ADAS completo e o preço elevado nas versões topo podem dificultar a recuperação da liderança.

  • T-Cross líder: 8.114 unidades vendidas em julho de 2025.
  • Tracker em quarto: 4.297 unidades, atrás de Creta e HR-V.
  • Produção modernizada: Fábrica em São Caetano do Sul com novos robôs.
  • Garantia ampliada: Cinco anos, incluindo correia banhada a óleo.

A disputa acirrada exige que o Tracker 2026 compense suas falhas com preço competitivo e promoções, enquanto a GM planeja novos modelos, como um SUV menor que o Tracker para 2026.

Posicionamento e concorrência

O Tracker 2026 enfrenta um mercado onde rivais como o T-Cross e o Creta oferecem mais tecnologia por preços similares. O Hyundai Creta Ultimate 1.6 turbo, por R$ 189.500, traz motor mais potente e pacote ADAS completo. O T-Cross, mesmo em versões intermediárias, inclui piloto automático adaptativo, enquanto o Honda HR-V destaca-se pelo espaço interno. A GM tenta atrair consumidores com design moderno e conectividade, mas a ausência de itens como freio de mão eletrônico e câmera 360° pesa contra o modelo.

A estratégia da GM inclui a introdução de um sistema híbrido leve no futuro, o que pode reposicionar o Tracker em um segmento cada vez mais voltado para eficiência energética. Por enquanto, o SUV depende de sua estética renovada e da reputação da marca para ganhar terreno, mas precisa de ajustes para alcançar a liderança.

  • Creta mais potente: Motor 1.6 turbo com 193 cv.
  • T-Cross tecnológico: ADAS completo em versões intermediárias.
  • HR-V espaçoso: Maior entre-eixos e conforto interno.
  • Híbrido no futuro: GM planeja sistema leve para 2027.

O Tracker 2026 evoluiu, mas a GM precisa investir em tecnologias de segurança e espaço para superar rivais e reconquistar o topo do mercado.

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