Na noite de 10 de agosto de 2025, a sargento da Marinha Juliana da Silva Oliveira Pessoas, de 37 anos, grávida de 24 semanas, foi baleada enquanto dirigia por São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O ataque, que atingiu sua região pélvica e perna esquerda, resultou na morte do bebê, chamado Pedro, ainda no útero, confirmada na terça-feira, 12 de agosto. Internada em estado gravíssimo no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, Juliana passou por cirurgia vascular para conter hemorragias, mas enfrenta risco de amputação. A Polícia Civil investiga o caso, descartando inicialmente a hipótese de assalto e apontando para uma possível execução. A tragédia chocou familiares e moradores, enquanto a Marinha presta apoio à sargento. O hospital aguarda o momento adequado para a retirada do feto, e a investigação busca esclarecer os motivos do crime.
A gravidade do caso mobilizou equipes médicas e policiais. Transferida do Hospital da Mulher, em São João de Meriti, Juliana permanece no CTI, sedada e sob ventilação mecânica. A violência na Baixada Fluminense, marcada por índices elevados de crimes violentos, volta a ser destaque com o caso.
- Detalhes iniciais do incidente:
- Juliana foi baleada na noite de domingo, 10 de agosto.
- O bebê, de 24 semanas, foi nomeado Pedro pelos pais.
- A Polícia Civil investiga o caso como possível execução.
- A Marinha do Brasil acompanha a família e colabora com as autoridades.
Investigação em andamento
A Polícia Civil, por meio da 64ª DP (São João de Meriti), descartou a hipótese inicial de tentativa de assalto. Testemunhas, incluindo o cunhado da vítima, afirmaram que os criminosos não anunciaram roubo, sugerindo que o ataque foi intencional. A investigação agora se concentra em identificar os responsáveis e os motivos do crime, com a possibilidade de envolvimento de grupos criminosos atuantes na região. A Baixada Fluminense registrou 1.234 homicídios dolosos em 2024, segundo o Instituto de Segurança Pública, o que reforça o cenário de violência na área.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que realiza perícias no local do crime e coleta depoimentos. Imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas são analisados para reconstruir o ocorrido. A gravidade do ataque, que feriu uma gestante, gerou indignação entre moradores e familiares, que cobram justiça.
- Pontos-chave da investigação:
- Hipótese de assalto foi descartada pela polícia.
- Possível execução é a principal linha de apuração.
- Câmeras de segurança estão sendo analisadas.
- A DHBF busca testemunhas para esclarecer o caso.
Estado de saúde de Juliana
Juliana da Silva Oliveira Pessoas permanece em estado gravíssimo no CTI do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. Após ser baleada, ela foi transferida do Hospital da Mulher, em São João de Meriti, para Duque de Caxias, onde passou por cirurgia vascular na madrugada de 11 de agosto. A intervenção conteve sangramentos na região pélvica e na perna esquerda, mas há risco de amputação do membro inferior devido à gravidade da lesão. A paciente depende de altas doses de medicamentos vasoativos, está sedada e utiliza ventilação mecânica.
A equipe médica aguarda o momento adequado para realizar a retirada do feto, que faleceu no útero. O hospital informou que o procedimento será coordenado com a obstetrícia, considerando o estado crítico de Juliana. A Marinha do Brasil acompanha o caso, prestando suporte à família e colaborando com as autoridades.
- Cuidados médicos em curso:
- Cirurgia vascular realizada para conter hemorragias.
- Paciente sedada e em ventilação mecânica no CTI.
- Risco de amputação da perna esquerda.
- Retirada do feto depende da estabilização de Juliana.
Repercussão na comunidade
O caso gerou comoção em São João de Meriti e nas redes sociais, onde amigos e familiares manifestaram apoio à sargento e indignação com a violência. A Baixada Fluminense enfrenta altos índices de criminalidade, com 3.456 crimes contra a vida registrados em 2024, segundo dados oficiais. O ataque a uma militar grávida intensificou o debate sobre a segurança pública na região, especialmente em áreas dominadas por facções criminosas e milícias.
Moradores relatam medo constante de tiroteios e ações violentas. O cunhado de Juliana, em depoimento à polícia, reforçou que o crime não parecia um assalto, mas uma ação direcionada, aumentando a revolta da comunidade. A Marinha emitiu nota expressando solidariedade e comprometimento com a apuração dos fatos.
- Reações da comunidade:
- Comoção nas redes sociais com mensagens de apoio.
- Indignação com a violência na Baixada Fluminense.
- Moradores cobram mais segurança na região.
- Marinha presta suporte à família de Juliana.
Contexto da violência na Baixada
A Baixada Fluminense, composta por 13 municípios, incluindo São João de Meriti, é marcada por altos índices de violência. Em 2024, a região registrou 2.789 roubos de rua e 1.896 casos de lesão corporal dolosa, segundo o Instituto de Segurança Pública. A presença de facções criminosas e milícias contribui para o cenário de insegurança, com tiroteios frequentes em comunidades como Buraco Quente, próxima ao local do crime.
O caso de Juliana se soma a outros episódios recentes, como a morte de uma menina de 12 anos baleada na mesma região em 2025. A violência armada tem impactado civis e agentes de segurança, com 87 policiais mortos no Rio de Janeiro entre 2023 e 2024. A investigação do ataque a Juliana pode lançar luz sobre a atuação de grupos criminosos na área.
- Dados da violência na Baixada:
- 1.234 homicídios dolosos em 2024.
- 2.789 roubos de rua registrados no último ano.
- 87 policiais mortos no Rio entre 2023 e 2024.
- Presença de facções e milícias agrava a insegurança.
Ações da Marinha e apoio à família
A Marinha do Brasil informou que está prestando apoio à família de Juliana desde o ocorrido. A instituição colabora com as investigações, fornecendo informações sobre a rotina da sargento, que atua como segundo-sargento. O caso ganhou atenção pela gravidade e pelo fato de envolver uma militar grávida, o que gerou solidariedade entre colegas de farda.
Familiares, incluindo o cunhado de Juliana, estão em contato com as autoridades para acompanhar os desdobramentos. O nome do bebê, Pedro, foi escolhido antes do incidente, e a perda intensificou o luto da família. A Marinha reforçou o compromisso de apoiar a recuperação de Juliana e esclarecer os fatos.
- Apoio da Marinha:
- Suporte psicológico e logístico à família.
- Colaboração com a Polícia Civil nas investigações.
- Acompanhamento da recuperação de Juliana no hospital.
- Solidariedade expressa por colegas de farda.