Em um confronto eletrizante pela Conmebol Libertadores, a LDU venceu o Botafogo por 2 a 0 até os 17 minutos do segundo tempo, no estádio Casa Blanca, em Quito, nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2025. O jogo de volta das oitavas de final viu o time equatoriano anular a vantagem alvinegra do jogo de ida (1 a 0) com gols de Villamil e Alzugaray, este último de pênalti. A altitude de 2.800 metros da capital equatoriana dificultou a atuação do Botafogo, que enfrenta pressão para reverter o placar e evitar a decisão por pênaltis. O duelo, marcado por intensidade e erros defensivos do time carioca, mantém a disputa aberta por uma vaga nas quartas de final. A arbitragem, liderada por Facundo Tello, também gerou polêmica com a marcação do pênalti.
A LDU começou o jogo impondo um ritmo forte, explorando a velocidade e bolas aéreas. O Botafogo, mesmo com a vantagem do empate no agregado, mostrou dificuldades na transição e na defesa, especialmente nos primeiros minutos. A torcida equatoriana lotou o Casa Blanca, criando um ambiente desafiador para os visitantes.
- Principais momentos até agora:
- Gol de Villamil aos 6’ do 1º tempo, após desvio em Barboza.
- Tentativa de Savarino aos 24’ do 1º tempo, chutando por cima.
- Chute forte de Ramírez aos 45’ do 1º tempo, que passou perto.
- Pênalti marcado aos 12’ do 2º tempo, convertido por Alzugaray.
- Substituições do Botafogo aos 16’ do 2º tempo, com entradas de Newton e Arthur Cabral.
O jogo segue em andamento, com o Botafogo precisando de um gol para forçar os pênaltis e dois para avançar diretamente.
Domínio equatoriano na altitude
A LDU aproveitou a altitude de Quito para pressionar desde o apito inicial. Aos 6 minutos do primeiro tempo, Villamil abriu o placar com um chute forte que desviou em Barboza, enganando o goleiro John. O Botafogo, desorientado, cometeu erros na saída de bola, como o passe errado de Allan que quase resultou em outro gol equatoriano. A equipe carioca só conseguiu equilibrar a marcação após os 20 minutos iniciais, mas sem criar chances claras.
O time equatoriano, conhecido por sua história de conquistas, incluindo o título da Libertadores de 2008, usou a velocidade de Medina e Alzugaray para explorar as laterais. A defesa alvinegra, liderada por Barboza e Marçal, sofreu com bolas aéreas e lançamentos longos.
- Estratégias da LDU:
- Uso da altitude para impor ritmo acelerado.
- Exploração de bolas aéreas e chutes de média distância.
- Pressão alta para forçar erros do Botafogo.
Pênalti polêmico muda o jogo
No segundo tempo, a LDU intensificou a pressão e foi recompensada aos 12 minutos com um pênalti polêmico. Após cobrança de escanteio, Marlon Freitas tocou a bola com o braço na área, e o árbitro Facundo Tello marcou a penalidade, gerando reclamações do Botafogo, que alegou erro na origem do lance. Alzugaray cobrou com precisão, deslocando o goleiro John e ampliando o placar para 2 a 0.
O lance mudou o panorama do jogo, forçando o técnico do Botafogo a mexer no time. As entradas de Newton e Arthur Cabral, aos 16 minutos, buscaram dar mais força ofensiva, mas a equipe carioca continuou sofrendo com a falta de criatividade no ataque.
- Impacto do pênalti:
- Anulou a vantagem do Botafogo no agregado.
- Aumentou a pressão sobre a defesa alvinegra.
- Gerou polêmica pela origem do escanteio.
Linha do tempo dos principais lances
A partida tem sido marcada por momentos intensos, com a LDU dominando a posse de bola e o Botafogo lutando para se adaptar à altitude. Abaixo, os principais lances até os 17 minutos do segundo tempo:
- 6’ – 1º tempo: Villamil abre o placar para a LDU após chute que desvia em Barboza.
- 24’ – 1º tempo: Savarino recebe passe de Danilo, mas chuta por cima do gol de Valle.
- 45’ – 1º tempo: Ramírez quase amplia com um chute rasteiro que passa perto da trave.
- 12’ – 2º tempo: Pênalti para a LDU após toque de mão de Marlon Freitas; Alzugaray converte.
- 16’ – 2º tempo: Botafogo faz substituições, com Newton e Arthur Cabral entrando no jogo.
O Botafogo agora precisa correr atrás do placar para evitar a eliminação direta ou uma decisão por pênaltis.
Histórico do confronto em Quito
O duelo entre LDU e Botafogo carrega um peso histórico. A LDU, fundada em 1918 como Club Universitario, tem uma trajetória ligada à identidade de Quito e à paixão dos torcedores equatorianos. Já o Botafogo, com sua história marcada por craques como Garrincha, enfrenta um desafio conhecido em terras sul-americanas. Em sua primeira passagem por Quito, na década de 1960, o Alvinegro enfrentou um rival colombiano, mas foi Garrincha quem deixou sua marca com gols memoráveis.
Hoje, o time carioca sente a pressão de repetir o feito em um ambiente hostil. A altitude, combinada com a torcida vibrante do Casa Blanca, tem sido um obstáculo para equipes brasileiras, e o Botafogo não é exceção.
- Curiosidades históricas:
- A LDU venceu a Libertadores em 2008, único título equatoriano na competição.
- O Botafogo venceu a LDU por 1 a 0 no jogo de ida, no Rio de Janeiro.
- Quito, a 2.800 metros de altitude, é um desafio físico para times visitantes.
Estratégias e ajustes táticos
O Botafogo entrou em campo com a vantagem do empate, mas a LDU neutralizou essa estratégia com um jogo vertical e agressivo. O técnico alvinegro tentou ajustar a equipe com substituições no segundo tempo, mas a falta de entrosamento e a dificuldade de adaptação à altitude continuam evidentes. Jogadores como Savarino e Matheus Martins tentaram puxar contra-ataques, mas esbarraram na marcação equatoriana.
A LDU, por sua vez, mantém a pressão com chutes de longa distância e bolas aéreas, explorando os erros defensivos do Botafogo. O goleiro John, apesar de algumas falhas, fez defesas importantes, mas a equipe precisa de maior solidez para reverter o placar.
- Ajustes do Botafogo:
- Entradas de Newton e Arthur Cabral para reforçar o meio e o ataque.
- Tentativa de contra-ataques rápidos com Savarino e Matheus Martins.
- Foco em recuperar a bola na defesa para evitar pressão da LDU.
- Necessidade de maior precisão nos passes para criar chances.
O jogo segue em aberto, com a LDU buscando ampliar a vantagem e o Botafogo lutando para reverter o placar. A torcida no Casa Blanca permanece como um fator determinante, enquanto o Alvinegro tenta superar as adversidades da altitude e da pressão equatoriana.