Um grave acidente na Rodovia Washington Luís (SP-310), em São José do Rio Preto (SP), na tarde de quarta-feira, 20 de agosto de 2025, resultou na morte do advogado Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, de 51 anos. Um vídeo obtido com exclusividade mostra o motorista da carreta, Aureliano Antonio Messias, de 58 anos, cochilando ao volante momentos antes de colidir com o carro da vítima. O impacto prensou o veículo de Gláucio contra outra carreta, esmagando-o completamente. A tragédia, que envolveu quatro veículos, interditou a rodovia por mais de cinco horas. O motorista foi afastado de suas funções, e a Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo. A empresa responsável pela carreta nega falhas mecânicas, apontando que o veículo estava em perfeitas condições.
A ocorrência chocou a região e gerou comoção entre familiares, amigos e colegas de profissão de Gláucio. O advogado, morador de Mirassol, era conhecido por sua atuação na área jurídica em São José do Rio Preto. O velório ocorreu na quinta-feira, 21 de agosto, às 20h, na Capela Fortaleza, em Mirassol, e o sepultamento foi realizado na sexta-feira, 22, às 14h, no Cemitério Jardim da Paz, em Rio Preto.
- Detalhes do acidente: A colisão envolveu três carretas e um carro de passeio, na altura do quilômetro 443.
- Causa preliminar: Imagens mostram o motorista da carreta cochilando antes do impacto.
- Consequências: O trânsito ficou interditado até o fim da noite de quarta-feira.
- Investigação em curso: A carreta será periciada para esclarecer as circunstâncias.

Detalhes da tragédia na SP-310
O acidente ocorreu por volta das 17h, em um trecho da Rodovia Washington Luís com trânsito lento devido a obras na pista. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista da carreta informou que seguia em baixa velocidade quando colidiu com a traseira do carro de Gláucio. O impacto foi tão forte que o veículo foi prensado contra outra carreta à frente, ficando completamente destruído. O advogado, que estava sozinho no automóvel, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. As imagens da cabine da carreta, capturadas por cinco ângulos diferentes, mostram o motorista Aureliano Antonio Messias com os braços cruzados e olhos fechados, em um breve cochilo que precedeu a colisão.
A carreta envolvida no acidente transportava ácido sulfúrico, o que exigiu cuidados adicionais no atendimento da ocorrência. O risco de vazamento químico levou ao isolamento da área, com o uso de um guindaste da Polícia Rodoviária para remover os veículos. Apesar da gravidade, os motoristas das três carretas envolvidas não sofreram ferimentos. Testes de bafômetro realizados no local confirmaram que nenhum deles estava sob efeito de álcool.
- Risco químico: Uma das carretas carregava ácido sulfúrico, aumentando a complexidade do resgate.
- Interdição prolongada: A rodovia ficou bloqueada por mais de cinco horas.
- Testes realizados: Nenhum motorista apresentava sinais de embriaguez.
Reações e providências da empresa
A empresa responsável pela carreta, por meio de seu advogado Gabriel Bio Rabinovici, emitiu uma nota lamentando o ocorrido e expressando solidariedade à família de Gláucio. A companhia informou que o veículo, um caminhão modelo 2024, estava em perfeitas condições de manutenção, com sistemas de segurança e freios funcionando normalmente. Essa afirmação contraria a declaração inicial do motorista à polícia, que alegou uma suposta falha nos freios como causa do acidente. A empresa também confirmou o afastamento de Aureliano até a conclusão das investigações, reforçando seu compromisso com a segurança viária e a colaboração com as autoridades.
A nota da empresa destacou que as imagens da cabine foram entregues à Polícia Civil e serão anexadas ao inquérito. A perícia no veículo está em andamento para determinar as causas exatas da colisão. A ocorrência foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, indicando que não houve intenção de causar a morte, mas a responsabilidade do motorista será avaliada.
Impacto na comunidade local
A morte de Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia, conhecido advogado de 51 anos, gerou grande comoção em Mirassol e São José do Rio Preto. Colegas de profissão e amigos destacaram sua trajetória profissional e dedicação à advocacia. Ele atuava em um escritório localizado na Rua Campos Sales, no bairro Boa Vista, em Rio Preto, e era respeitado por sua atuação em casos jurídicos na região. A tragédia reacendeu debates sobre a segurança nas rodovias e os riscos associados à fadiga de motoristas profissionais.
A comunidade local se mobilizou para prestar homenagens. O velório, realizado na Capela Fortaleza, reuniu familiares e amigos, que lamentaram a perda repentina. O sepultamento no Cemitério Jardim da Paz foi marcado por emoção e mensagens de apoio à família. A notícia também gerou repercussão nas redes sociais, com pedidos por maior rigor na fiscalização de motoristas e veículos de grande porte.
- Homenagens à vítima: Familiares e colegas destacaram a trajetória de Gláucio na advocacia.
- Comoção local: O acidente mobilizou a comunidade de Mirassol e Rio Preto.
- Debate público: A tragédia reforçou discussões sobre segurança viária.
Segurança viária em foco
Acidentes envolvendo carretas em rodovias brasileiras são um problema recorrente, frequentemente associados a longas jornadas de trabalho e falta de descanso adequado. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apontam que, em 2024, cerca de 15% dos acidentes fatais em rodovias federais envolveram veículos pesados. A fadiga ao volante é uma das principais causas, junto com excesso de velocidade e falhas mecânicas. No caso da SP-310, as obras na pista têm contribuído para congestionamentos, aumentando o risco de colisões.
Especialistas em segurança viária recomendam medidas como a instalação de sistemas de monitoramento de fadiga em veículos comerciais e a ampliação de pontos de descanso para motoristas. Além disso, a fiscalização do cumprimento da Lei do Motorista (Lei 13.103/2015), que regula as jornadas de trabalho e os períodos de descanso, precisa ser intensificada. A tragédia na Washington Luís reforça a necessidade de ações preventivas para evitar novos incidentes.
- Fadiga ao volante: Principal causa apontada no acidente, conforme vídeo da cabine.
- Legislação vigente: A Lei do Motorista estabelece limites de jornada e descanso.
- Medidas preventivas: Sistemas de monitoramento e pontos de descanso são recomendados.
- Estatísticas de 2024: Veículos pesados estão em 15% dos acidentes fatais em rodovias.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de São José do Rio Preto conduz a investigação do acidente, com foco nas imagens da cabine e na perícia da carreta. As autoridades buscam esclarecer se houve falha humana exclusiva ou se outros fatores, como condições da via ou do veículo, contribuíram para a tragédia. O motorista Aureliano Antonio Messias, afastado pela empresa, deve prestar novos esclarecimentos. A análise das câmeras, que registraram o momento exato do cochilo, será peça-chave no inquérito.
O caso também levanta questões sobre a responsabilidade das empresas de transporte. Embora a companhia afirme que o caminhão estava em perfeitas condições, a perícia técnica será determinante para confirmar ou refutar essa informação. A investigação pode levar a medidas administrativas ou judiciais, dependendo dos resultados. Enquanto isso, a família de Gláucio busca respostas e justiça pela perda irreparável.
- Perícia técnica: A carreta será analisada para verificar possíveis falhas mecânicas.
- Imagens cruciais: O vídeo da cabine é evidência central na investigação.
- Responsabilidade: A empresa pode enfrentar questionamentos sobre supervisão.
Condições da rodovia e desafios
A Rodovia Washington Luís, uma das principais vias do interior paulista, tem enfrentado desafios com obras de manutenção e ampliação. O trecho onde ocorreu o acidente, na altura do quilômetro 443, estava com trânsito lento devido a intervenções na pista. Esse cenário, comum em rodovias brasileiras, exige maior atenção dos motoristas, especialmente de veículos pesados. A concessionária Ecovias Noroeste Paulista, responsável pela administração da rodovia, informou que o atendimento ao acidente foi realizado com apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária.
O transporte de cargas perigosas, como o ácido sulfúrico carregado por uma das carretas, também destaca a necessidade de protocolos rigorosos. O risco de vazamento exigiu a mobilização de equipes especializadas, prolongando a interdição da rodovia. Motoristas que trafegavam pelo local enfrentaram longos congestionamentos, com a marginal sendo a única alternativa viável.
- Obras na pista: Trecho com trânsito lento devido a intervenções.
- Carga perigosa: Ácido sulfúrico exigiu cuidados adicionais no resgate.
- Congestionamento: A marginal foi usada como desvio durante a interdição.
Legado de Gláucio e próximos passos
Gláucio Rogério Gonçalves Gouveia deixou um legado na advocacia da região, com atuação destacada em São José do Rio Preto. Sua morte trágica reforça a urgência de medidas para aumentar a segurança nas rodovias. A família, ainda abalada, espera que a investigação traga esclarecimentos e que o caso sirva como alerta para a prevenção de acidentes semelhantes. A comunidade local, por sua vez, cobra ações concretas das autoridades e das empresas de transporte.
A tragédia na SP-310 não é um caso isolado, mas um lembrete dos riscos diários enfrentados por motoristas em rodovias brasileiras. A combinação de fadiga, condições de tráfego e transporte de cargas perigosas exige uma abordagem integrada, com fiscalização rigorosa e investimentos em infraestrutura. Enquanto a investigação segue, a memória de Gláucio permanece viva entre aqueles que o conheciam.
- Legado profissional: Gláucio era reconhecido por sua atuação jurídica.
- Demanda por segurança: Comunidade cobra medidas preventivas.
- Investigação em curso: Resultados podem impactar normas de transporte.