A segunda parcela do décimo terceiro salário do INSS em 2025, aguardada por cerca de 34 milhões de aposentados e pensionistas, deve ser paga entre 24 de novembro e 5 de dezembro, seguindo o calendário tradicional, já que não há confirmação de antecipação até agosto de 2025. Os depósitos, organizados pelo número final do benefício (sem o dígito verificador), acompanham o pagamento mensal de novembro, com prioridade para quem recebe até um salário mínimo (R$ 1.518). Essa parcela, que inclui descontos como Imposto de Renda, é essencial para despesas de fim de ano, movimentando bilhões na economia. Os segurados podem consultar detalhes pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.
O pagamento beneficia aposentados, pensionistas e segurados de auxílios como doença, acidente e reclusão, mas exclui beneficiários do BPC. A liberação no segundo semestre reforça o comércio local, especialmente em cidades menores.
- Valor: até 50% do benefício, com descontos legais.
- Consulta: Meu INSS ou telefone 135.
- Impacto: bilhões injetados no varejo.
A seguir, detalhamos as datas, cálculos e particularidades da segunda parcela do décimo terceiro do INSS para 2025.
Datas da segunda parcela do INSS
A segunda parcela do décimo terceiro do INSS, sem antecipação confirmada até agosto de 2025, segue o cronograma tradicional, com depósitos entre 24 de novembro e 5 de dezembro. O calendário é organizado pelo penúltimo dígito do Número de Benefício, começando por beneficiários com renda de até um salário mínimo (R$ 1.518), seguido por aqueles com valores acima. Em 2024, quando houve antecipação, a segunda parcela foi paga de 24 de maio a 7 de junho. Para 2025, o cronograma tradicional é esperado, com as seguintes datas:
- Final 1: 24 de novembro (até um salário mínimo); 1º de dezembro (acima do mínimo, junto com final 6).
- Final 5: 28 de novembro (até um salário mínimo); 5 de dezembro (acima do mínimo, junto com final 0).
- Final 0: 4 de dezembro (até um salário mínimo); 5 de dezembro (acima do mínimo, junto com final 5).
- Consulta: disponível no Meu INSS ou pelo telefone 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Os segurados devem verificar o número do benefício para confirmar a data exata.
Cálculo da segunda parcela
A segunda parcela corresponde a até 50% do valor do benefício mensal, com deduções de Imposto de Renda, quando aplicável. Para um aposentado com benefício de R$ 1.518 (salário mínimo), o valor bruto da parcela é R$ 759, mas pode ser menor após descontos. Para quem começou a receber o benefício em 2025, o cálculo é proporcional aos meses de recebimento, dividindo o valor total por 12 e multiplicando pelos meses ativos.
Por exemplo, um segurado que começou a receber aposentadoria em abril de 2025 terá direito a 9/12 do valor total. Benefícios acima do mínimo são ajustados pelo INPC, projetado em cerca de 4,5% para 2025, o que eleva o teto do INSS para aproximadamente R$ 8.136.
- Cálculo integral: 50% do benefício mensal, com descontos.
- Cálculo proporcional: valor do benefício × (meses recebidos ÷ 12).
- Descontos: Imposto de Renda, se aplicável, retido apenas na segunda parcela.
- Exemplo: benefício de R$ 2.000, 6 meses recebidos, parcela de R$ 500 (após descontos).

Quem tem direito ao pagamento
O décimo terceiro do INSS é garantido a aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou da Renda Mensal Vitalícia (RMV) não têm direito, por serem benefícios assistenciais. Em 2024, cerca de 33,6 milhões de segurados receberam o abono, e a estimativa para 2025 é de 34 milhões, refletindo o crescimento natural da base de beneficiários.
- Elegíveis: aposentados, pensionistas, auxílios específicos.
- Excluídos: BPC e RMV.
- Depósito automático: não requer solicitação.
- Consulta: extrato disponível no Meu INSS.
Importância econômica da segunda parcela
A liberação da segunda parcela do décimo terceiro do INSS injeta bilhões na economia, especialmente no fim de ano. Em 2024, o abono total (primeira e segunda parcelas) movimentou R$ 67,6 bilhões, com impacto direto no varejo e serviços, como compras de Natal e Réveillon. Em 2025, o montante deve superar R$ 68 bilhões, beneficiando especialmente cidades menores, onde os benefícios do INSS sustentam o comércio local.
- Injeção econômica: cerca de R$ 34 bilhões na segunda parcela.
- Comércio: alta nas vendas de fim de ano.
- Regiões menores: maior dependência dos recursos do INSS.
- Período crítico: suporte para despesas sazonais, como impostos de 2026.
Como consultar e evitar problemas
Os segurados podem verificar os detalhes da segunda parcela pelo aplicativo Meu INSS, acessando o extrato de pagamento com login Gov.br, ou pela Central 135, disponível das 7h às 22h, de segunda a sábado. É necessário informar o CPF e o número do benefício para consultas. Em caso de atrasos ou valores incorretos, o INSS recomenda contato imediato pelo telefone ou agendamento em uma agência.
Para evitar fraudes, como golpes relacionados à prova de vida, o INSS alerta que não solicita dados pessoais por telefone, SMS ou WhatsApp. A atualização cadastral no Meu INSS ou no banco pagador é essencial para garantir o recebimento correto.
- Canais oficiais: Meu INSS e Central 135.
- Documentos: CPF e número do benefício para consultas.
- Fraudes: desconfiar de contatos não oficiais.
- Atrasos: contatar o INSS para revisão do pagamento.
Particularidades do décimo terceiro
O décimo terceiro do INSS, instituído como abono anual, é uma conquista dos segurados, garantida por lei. A segunda parcela, ao contrário da primeira, inclui descontos legais, o que pode surpreender alguns beneficiários. O pagamento proporcional beneficia novos aposentados, enquanto o ajuste pelo INPC eleva os valores para quem recebe acima do mínimo.
- Histórico: abono anual consolidado desde a Constituição de 1988.
- Descontos: Imposto de Renda retido na segunda parcela.
- Proporcionalidade: calculado com base nos meses de recebimento.
- Ajuste INPC: benefícios acima do mínimo corrigidos pela inflação.