Em 2025, a lista Forbes dos bilionários brasileiros, em sua 13ª edição, destaca 300 pessoas com patrimônios superiores a R$ 1 bilhão, consolidando a força econômica de setores como tecnologia, finanças e bebidas. Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, mantém-se como o brasileiro mais rico, com uma fortuna de R$ 227 bilhões, impulsionada pela valorização da Meta e pela febre da inteligência artificial. A lista, publicada em 28 de agosto de 2025, revela um crescimento expressivo de 56,33% das fortunas, com apenas 20,6% registrando queda. São Paulo lidera a concentração de bilionários, enquanto setores como tecnologia e finanças dominam. A única mulher no top 10, Vicky Sarfati Safra, com R$ 120,5 bilhões, reforça a relevância do setor financeiro. A metodologia da Forbes utiliza preços de ações e informações públicas, garantindo precisão nos cálculos. Este ano, 31 novos bilionários ingressaram na lista, refletindo a dinâmica econômica do país.
A riqueza acumulada pelos 300 bilionários soma mais de R$ 2 trilhões, com os homens detendo R$ 1,68 trilhão e as mulheres, R$ 343,7 bilhões. A diversificação dos setores representados, de cosméticos a saúde, evidencia a resiliência da economia brasileira.
- Setores em destaque: Tecnologia, finanças, bebidas, mineração, cosméticos e saúde.
- Novos bilionários: 31 entrantes, com destaque para tecnologia e varejo.
- Concentração regional: São Paulo abriga 97 bilionários, seguido por Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Fortunas em ascensão
O crescimento das fortunas em 2025 reflete o bom desempenho de setores estratégicos. Eduardo Saverin, com 43 anos, viu seu patrimônio crescer 45,5% devido à valorização de 33% das ações da Meta em Wall Street. A empresa intensificou investimentos em inteligência artificial, o que atraiu investidores e ampliou a riqueza de Saverin, que reside em Singapura desde 2012. Além de sua participação no Facebook, ele comanda a B Capital, focada em startups de tecnologia. Já Vicky Sarfati Safra, com 73 anos, mantém a força do Banco Safra, herdado do marido Joseph Safra, falecido em 2020. A compra das participações de Esther Safra por Jacob e David Safra em 2025 consolidou o controle familiar, com Vicky liderando iniciativas filantrópicas em saúde e educação.
Jorge Paulo Lemann, apesar de uma queda de 4,2% em sua fortuna, segue como referência no setor de bebidas e investimentos. Sua 3G Capital adquiriu a Skechers por US$ 9,4 bilhões, marcando um retorno às grandes movimentações após três anos. André Esteves, do BTG Pactual, registrou o maior crescimento relativo no top 10, com alta de 56% em seu patrimônio, impulsionado pelo lucro recorde do banco.
- Crescimento de Saverin: Alta de 45,5% na fortuna, com R$ 227 bilhões.
- Safra consolidada: Vicky e família com R$ 120,5 bilhões, alta de 9,4%.
- Lemann e 3G: Aquisição da Skechers marca retomada de grandes negócios.
- BTG Pactual: Lucro de R$ 13,4 bilhões impulsiona fortuna de Esteves.
Setor financeiro em destaque
O setor financeiro continua sendo um pilar da riqueza brasileira, com nomes como André Esteves, Fernando Roberto Moreira Salles e Pedro Moreira Salles no top 10. O BTG Pactual, sob liderança de Esteves, alcançou lucro recorde de R$ 13,4 bilhões até junho de 2025, com alta de 22% em relação ao ano anterior. As ações do banco valorizaram 40,6%, multiplicando a fortuna de Esteves, que ingressou no mercado financeiro aos 21 anos. A família Moreira Salles, por sua vez, mantém influência no Itaú Unibanco, maior banco privado do país, e na CBMM, líder global em nióbio. Fernando e Pedro, com participações de 50% e 44% na Companhia E. Johnston, consolidaram seus patrimônios em 2022, comprando participações dos irmãos menos focados no setor financeiro.
A força do setor financeiro também se reflete na gestão estratégica de ativos. A família Safra, por exemplo, diversificou investimentos em banking e real estate, enquanto o Itaú Unibanco expandiu sua presença global. A estabilidade do setor, mesmo em cenários econômicos desafiadores, sustenta a presença de cinco bilionários do top 10 ligados a finanças ou investimentos.
- BTG Pactual: Lucro recorde e valorização de 40,6% nas ações.
- Itaú Unibanco: Expansão global reforça fortuna dos Moreira Salles.
- Banco Safra: Gestão familiar mantém solidez e filantropia.
- CBMM: Liderança em nióbio sustenta riqueza da família Moreira Salles.
Diversificação setorial
Além de tecnologia e finanças, setores como bebidas, cosméticos e saúde marcam presença no top 10. Carlos Alberto Sicupira, da 3G Capital, enfrenta desafios com a crise da Americanas, mas a participação na AB InBev sustenta sua fortuna. Miguel Krigsner, com O Boticário, expandiu seu império de cosméticos com marcas como Eudora e Vult, recebendo R$ 1 bilhão do BNDES em 2025 para financiar crescimento. Jorge Neval Moll Filho, da Rede D’Or, teve o maior crescimento proporcional, com alta de 119,1% em sua fortuna, impulsionada pelo IPO de 2020 e pela expansão para 69 hospitais e 53 clínicas oncológicas.
A diversificação setorial reflete a capacidade dos bilionários brasileiros de explorar oportunidades em mercados variados. A aquisição da Skechers pela 3G Capital, por exemplo, sinaliza um movimento estratégico para diversificar além de bebidas e alimentos, enquanto a Rede D’Or consolida sua liderança no setor de saúde com especulações de parcerias com a Fleury.
- O Boticário: Expansão com R$ 1 bilhão do BNDES.
- Rede D’Or: 69 hospitais e 53 clínicas oncológicas após IPO.
- 3G Capital: Aquisição da Skechers diversifica portfólio.
- Setores variados: Cosméticos e saúde ganham força no top 10.
Trajetórias de sucesso
As histórias dos bilionários do top 10 revelam trajetórias marcadas por inovação e resiliência. Eduardo Saverin, por exemplo, começou sua jornada na garagem dos pais, instalando o primeiro servidor do Facebook. André Esteves, contratado como analista de sistemas aos 21 anos, tornou-se sócio do Banco Pactual em apenas quatro anos. Miguel Krigsner transformou uma farmácia de manipulação em Curitiba num império global de cosméticos. Jorge Neval Moll Filho, cardiologista, fundou a Rede D’Or em 1977, hoje líder no setor hospitalar. Essas narrativas destacam a combinação de visão estratégica, educação sólida e ousadia empresarial.
Muitos bilionários também investem em filantropia. Vicky Safra lidera a fundação que leva seu nome, focada em saúde e educação, enquanto Lemann apoia iniciativas educacionais por meio da Fundação Lemann. A filantropia, aliada à gestão de grandes fortunas, reforça o impacto social desses bilionários no Brasil.
- Saverin: De Harvard ao topo com o Facebook e B Capital.
- Esteves: De analista a bilionário em menos de 20 anos.
- Krigsner: Farmácia de manipulação virou império global.
- Moll: Rede D’Or transformou saúde privada no Brasil.
- Filantropia: Iniciativas em educação e saúde marcam legados.
Cenário econômico e regional
A lista Forbes 2025 reflete um cenário econômico favorável, com 56,33% dos bilionários aumentando suas fortunas. São Paulo concentra 97 bilionários, com R$ 610,5 bilhões, seguido por Rio de Janeiro (R$ 538,3 bilhões) e Santa Catarina (R$ 139,7 bilhões). A predominância do Sudeste e Sul, com mais de 80% da riqueza, evidencia desigualdades regionais. Setores como tecnologia e finanças se beneficiam de investimentos globais, enquanto saúde e cosméticos crescem com a demanda interna. A desvalorização do real frente ao dólar, de 27%, reduziu o número de bilionários brasileiros na lista global da Forbes, de 69 para 56, mas o crescimento interno segue robusto.
A entrada de 31 novos bilionários, especialmente em tecnologia e varejo, sinaliza um ambiente de inovação. A força de São Paulo como hub econômico é reforçada pela presença de empresas como Itaú Unibanco e Rede D’Or, enquanto Santa Catarina destaca-se com a WEG.
- São Paulo: 97 bilionários e R$ 610,5 bilhões em riqueza.
- Rio de Janeiro: 36 bilionários com R$ 538,3 bilhões.
- Santa Catarina: 34 bilionários, impulsionados pela WEG.
- Novos entrantes: 31 bilionários em tecnologia e varejo.