A Seleção Brasileira deu início à preparação para os últimos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, contra Chile e Bolívia, com o primeiro treino realizado nesta segunda-feira, 1º de setembro, na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro. Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, a atividade marcou o retorno do time ao centro de treinamento após quase dois anos, mas foi marcada por desfalques: cinco jogadores ainda não se apresentaram, e três realizaram apenas atividades regenerativas. A escolha pela Granja Comary, aprovada por Ancelotti, reflete a estratégia de focar na recuperação física dos atletas para os duelos decisivos. No dia 4 de setembro, o Brasil enfrenta o Chile no Maracanã, às 21h30, e no dia 9, encara a Bolívia em El Alto, a 4.150 metros de altitude. Com a vaga garantida para o Mundial, a equipe busca consolidar a terceira posição na tabela, com 25 pontos, enquanto enfrenta desafios logísticos e físicos.
A preparação na Granja Comary ocorre em um momento crucial, com o Brasil já classificado para a Copa de 2026, mas lidando com ausências importantes. A comissão técnica precisou adaptar o treino inicial, convocando jovens da base carioca para completar a atividade. O retorno ao centro de treinamento, elogiado por Ancelotti como um “ambiente ideal”, reforça a importância do local na história da Seleção.
- Jogadores ausentes: Alisson, Caio Henrique, Gabriel Magalhães, Raphinha e Gabriel Martinelli ainda não se apresentaram.
- Atividades regenerativas: Jean Lucas, Lucas Paquetá e Samuel Lino ficaram na academia, priorizando recuperação.
- Reforços da base: Cinco jovens de clubes do Rio foram chamados para completar o treino.
- Jogos decisivos: Brasil enfrenta Chile no Maracanã e Bolívia na altitude de El Alto.
Preparação sob pressão com grupo incompleto
O primeiro treino comandado por Carlo Ancelotti na Granja Comary foi marcado por adaptações. Com cinco dos 24 convocados ainda ausentes, o técnico italiano precisou recorrer a jovens promissores de clubes cariocas para preencher o campo. Léo Nanete, goleiro do Flamengo, Huguinho, lateral do Botafogo, Léo Jance, lateral do Fluminense, Marquinhos, zagueiro do Botafogo, e Gustavo Dohnamm, meia do Fluminense, participaram da atividade, trazendo frescor e oportunidade de observação para a comissão técnica. A decisão de integrar jogadores da base reflete a estratégia de manter a intensidade do treino, mesmo com um grupo reduzido.
Ancelotti, que assumiu o comando da Seleção em 2025, enfrenta o desafio de preparar a equipe para dois jogos em condições distintas. Contra o Chile, lanterna das Eliminatórias, o Brasil joga em casa, com o apoio da torcida no Maracanã. Já o duelo contra a Bolívia exige cuidados extras devido à altitude de El Alto, que impõe desgaste físico significativo. A logística planejada pela CBF, com parada em Santa Cruz de La Sierra antes de subir para El Alto, busca minimizar os impactos da altitude nos atletas.
- Jovens em destaque: Léo Nanete, destaque na final do Intercontinental pelo Flamengo, é uma promessa observada de perto.
- Desafios logísticos: A viagem para a Bolívia inclui estratégias para reduzir o impacto da altitude.
- Grupo incompleto: Apenas dois treinos com o elenco completo estão previstos antes do jogo contra o Chile.
O técnico Carlo Ancelotti convocou nesta quarta-feira (27) o jogador Jean Lucas, do Bahia, para os jogos do Brasil contra Chile e Bolívia, os dois últimos compromissos da equipe nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
— brasil (@CBF_Futebol) August 27, 2025
Jean Lucas vai ocupar o lugar de Joelinton, do Newcastle,… pic.twitter.com/aicSEEUnQN
Estratégia de Ancelotti para os jogos finais
A escolha da Granja Comary como base de preparação foi uma decisão pessoal de Ancelotti, que visitou o centro de treinamento em maio de 2025 e elogiou sua estrutura. O técnico italiano destacou a organização do local, com campos de qualidade, áreas de recuperação e hotel integrado, ideal para a concentração da equipe. A programação inclui três treinos antes do jogo contra o Chile, todos realizados em Teresópolis, com sessões abertas à imprensa nos primeiros 15 minutos. Após o duelo no Maracanã, a Seleção retorna à Granja para mais quatro atividades antes de viajar para a Bolívia.
O treinador, conhecido por sua experiência em clubes como Real Madrid, busca implementar um estilo de jogo que combine solidez defensiva com transições rápidas no ataque. No entanto, as lesões de jogadores como Vanderson, Alex Sandro, Joelinton e Matheus Cunha obrigaram ajustes na convocação, com a entrada de Vitinho, Jean Lucas e Samuel Lino. A ausência de Neymar, justificada por Ancelotti devido a uma “pequena lesão”, também gerou debates, já que o jogador negou problemas físicos antes da lista ser anunciada.
A preparação para o jogo contra o Chile foca na recuperação dos atletas que atuaram no fim de semana, como Jean Lucas, Lucas Paquetá e Samuel Lino, que realizaram treinos regenerativos. A comissão técnica prioriza a condição física, especialmente para o confronto na altitude boliviana, onde a resistência será testada.
- Ausência de Neymar: Ancelotti destacou a importância de convocar apenas atletas 100% fisicamente.
- Novos convocados: Vitinho, Jean Lucas e Samuel Lino substituem lesionados.
- Foco na altitude: A logística inclui chegada a El Alto apenas três horas antes do jogo.
- Estilo de Ancelotti: O técnico busca equilíbrio entre defesa e ataque nas Eliminatórias.
Jovens da base como solução emergencial
A presença de jovens da base carioca no treino inicial reflete a necessidade de adaptação diante dos desfalques. Léo Nanete, de 19 anos, é um dos destaques, tendo brilhado na final do Intercontinental pelo Flamengo, com defesas decisivas em disputa de pênaltis. Huguinho, do Botafogo, e Léo Jance, do Fluminense, também chamam atenção como promessas que já tiveram experiências no profissional. Gustavo Dohnamm, meia do Fluminense, integra a “Esquadrilha 07”, geração promissora do clube, enquanto Marquinhos, do Botafogo, reforça a zaga.
Esses jogadores não apenas completam o treino, mas também oferecem a Ancelotti a chance de observar talentos para o futuro. A CBF tem histórico de usar treinos da Seleção principal para monitorar jovens de clubes próximos, especialmente em momentos de Data Fifa com elencos desfalcados. A integração desses atletas também demonstra a preocupação com a renovação do futebol brasileiro, que busca novos nomes para o ciclo da Copa de 2026.
- Léo Nanete: Goleiro de 19 anos, renovou com o Flamengo até 2029.
- Huguinho e Léo Jance: Laterais promissores com passagens pelo profissional.
- Gustavo Dohnamm: Meia de 20 anos, capitão da base do Fluminense.
- Observação de talentos: CBF usa treinos para avaliar promessas regionais.
Logística e desafios da altitude em El Alto
O jogo contra a Bolívia, em 9 de setembro, apresenta um dos maiores desafios da preparação. A cidade de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar, exige cuidados especiais para evitar o desgaste físico dos jogadores. A CBF planejou uma estratégia para minimizar os efeitos da altitude: a delegação ficará em Santa Cruz de La Sierra, a 400 metros de altitude, até o dia do jogo, subindo para El Alto apenas três horas antes da partida. Essa tática, comum em confrontos na Bolívia, busca preservar a condição física dos atletas.
A preparação na Granja Comary, com treinos focados em resistência e recuperação, é essencial para adaptar o elenco a essas condições extremas. Ancelotti, em sua segunda convocação pela Seleção, já demonstrou preocupação com a saúde dos jogadores, optando por deixar de fora atletas que não estejam em plenas condições, como Neymar. A expectativa é que o Brasil mantenha a competitividade, mesmo enfrentando um adversário que já não tem chances de classificação.
- Estratégia para altitude: Chegada a El Alto apenas horas antes do jogo.
- Foco na recuperação: Treinos regenerativos priorizam condição física.
- Histórico na Bolívia: Brasil já enfrentou desafios em jogos na altitude.
- Vaga garantida: Seleção busca consolidar terceira posição nas Eliminatórias.
Expectativas para o jogo contra o Chile
O duelo contra o Chile, no Maracanã, é visto como uma oportunidade para a Seleção Brasileira se despedir da torcida em casa com uma atuação convincente. Apesar da lanterna na tabela, os chilenos prometem um jogo disputado, e Ancelotti sabe da importância de conquistar os três pontos para manter o moral elevado antes do desafio na Bolívia. A escolha pelo Maracanã, palco histórico do futebol brasileiro, também foi um pedido do técnico, que deseja aproveitar o apoio da torcida.
Com apenas dois treinos completos antes da partida, a comissão técnica trabalha contra o tempo para ajustar o time. A presença de jogadores experientes como Marquinhos e Bruno Guimarães, combinada com jovens como Estêvão, cria um elenco equilibrado, mas que ainda precisa encontrar entrosamento. A torcida espera um desempenho sólido, especialmente após o empate sem gols contra o Equador na estreia de Ancelotti, seguido por uma vitória magra contra o Paraguai.
- Maracanã como palco: Jogo em casa é chance de reconectar com a torcida.
- Elenco mesclado: Mistura de jovens e veteranos busca entrosamento.
- Pressão por resultado: Brasil quer vitória convincente contra o Chile.