O craque Neymar Jr., camisa 10 do Santos, ficou novamente fora da convocação da Seleção Brasileira anunciada pelo técnico Carlo Ancelotti para as partidas finais das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, contra Chile e Bolívia, marcadas para 4 e 9 de setembro. A decisão gerou polêmica, especialmente após o zagueiro Thiago Silva, ídolo do Fluminense, defender publicamente a presença do atacante, afirmando que ele “eleva o nível” da equipe. Ancelotti justificou a ausência apontando um pequeno problema físico, mas Neymar rebateu, garantindo que a escolha foi técnica. A discussão reacende o debate sobre o papel do jogador na preparação para o Mundial, enquanto a Seleção busca consolidar sua identidade sob o comando do treinador italiano.
A ausência de Neymar, maior artilheiro da história da Seleção com 79 gols em 128 jogos, não é novidade. Esta é a segunda vez consecutiva que o atacante fica de fora das listas de Ancelotti, que assumiu o comando em maio de 2025. Na primeira convocação, o italiano alegou que o jogador ainda se recuperava de uma lesão na coxa esquerda. Agora, o cenário se repete, mas com nuances que alimentam a controvérsia.
- Histórico de lesões: Neymar sofreu uma grave lesão no joelho em outubro de 2023, contra o Uruguai, e enfrentou outros problemas musculares desde seu retorno ao Santos, em janeiro de 2025.
- Desempenho recente: Em 19 jogos pelo Peixe, marcou 6 gols e deu 3 assistências, mas sua forma física ainda é questionada.
- Declaração de Thiago Silva: O zagueiro reforçou que a presença de Neymar atrairia público e elevaria o nível técnico do time.
A ausência do camisa 10 coincide com um momento de transição para a Seleção, já classificada para a Copa de 2026, mas em busca de novos talentos e maior consistência tática.
Reação de Thiago Silva e o peso de Neymar
Thiago Silva, com quatro Copas do Mundo no currículo, foi enfático ao defender a convocação de Neymar. Em entrevista à TNT Sports Brasil, o defensor destacou que a ausência do craque não se justifica apenas por questões físicas. Ele acredita que o jogador poderia estar em campo nas Eliminatórias, especialmente no jogo contra o Chile, no Maracanã, que marca a despedida da Seleção em casa antes do Mundial. Segundo Silva, a presença de Neymar seria um diferencial não apenas técnico, mas também emocional, aproximando a torcida da equipe.
O zagueiro, que não joga pela Seleção desde a eliminação para a Croácia na Copa de 2022, também destacou a importância do atacante para o grupo. “Tinha que estar, não é porque é meu amigo. Para ser sincero, ele eleva o nosso nível. Acho que não é questão física”, afirmou. A declaração reflete a confiança de Silva no potencial de Neymar para liderar a equipe, mesmo em um momento de questionamentos sobre sua forma física e regularidade.
- Impacto no Maracanã: Silva destacou que Neymar atrairia grande público ao estádio.
- Histórico de amizade: A relação próxima entre os dois não influenciou a opinião do zagueiro, segundo ele.
- Comparação com outros jogadores: Silva acredita que Neymar é único em sua capacidade de desequilibrar.
A posição de Thiago Silva ganhou eco entre torcedores e parte da imprensa, que veem na ausência de Neymar uma oportunidade perdida para testar o jogador em jogos oficiais antes da Copa.
Resposta de Neymar à exclusão
Neymar, por sua vez, adotou um tom conciliador ao comentar sua ausência. Após o empate sem gols entre Santos e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, o atacante esclareceu que sofreu um edema no adutor, mas negou que o problema físico tenha sido o motivo principal da decisão de Ancelotti. “Foi um incômodo, na verdade, que não foi nada demais. Tanto que joguei hoje. Acho que fiquei fora por opção técnica mesmo. É a opinião do treinador, e eu respeito”, declarou. A fala mostra um Neymar disposto a evitar polêmicas, mas também reforça a percepção de que a escolha do técnico italiano foi estratégica.
O jogador, que não defende a Seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho contra o Uruguai, também destacou seu apoio ao time. “Já que estou fora, basta torcer para a nossa Seleção, para que eles façam bons jogos”, completou. Apesar da postura diplomática, a declaração de Neymar reacendeu o debate sobre sua relação com Ancelotti e o futuro na Seleção.
Justificativas de Carlo Ancelotti
Carlo Ancelotti, em sua segunda convocação como técnico da Seleção Brasileira, justificou a ausência de Neymar apontando um “pequeno problema físico” na última semana. Durante a coletiva de imprensa, o italiano enfatizou que a condição física é um critério fundamental para suas escolhas. “Um jogador que joga na Seleção tem que estar 100% fisicamente. Há muita concorrência em várias posições. Se o jogador não está 100%, não vejo problema em chamar outro”, afirmou. A declaração reforça a filosofia de Ancelotti, que prioriza a preparação física em detrimento de nomes consagrados.
O treinador também destacou que Neymar não precisa ser testado. “Todo mundo conhece Neymar. A comissão, a Seleção, os torcedores do Brasil conhecem Neymar. Ele tem que estar em boa condição física para ajudar na Copa do Mundo”, disse. A ausência de diálogo direto com o jogador também chamou atenção. Ancelotti revelou que não conversou com Neymar antes da convocação, mas deixou as portas abertas: “Se ele quiser explicações, pode me chamar.”
- Foco em novos jogadores: Ancelotti incluiu nomes como Fabrício Bruno e Kaio Jorge, do Cruzeiro, e Hugo Souza, do Corinthians.
- Ausências notáveis: Além de Neymar, Vinícius Júnior e Rodrygo também ficaram fora, por suspensão e opção técnica, respectivamente.
- Estratégia para a Copa: O técnico usa as Eliminatórias para observar novos talentos, já que o Brasil está classificado.
A abordagem de Ancelotti sugere uma visão de longo prazo, com foco na construção de um elenco equilibrado para o Mundial de 2026.
Contexto da Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira, terceira colocada nas Eliminatórias com 25 pontos, já garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026. As partidas contra Chile, no Maracanã, e Bolívia, em El Alto, serão as últimas da fase classificatória. Ancelotti, que estreou com um empate sem gols contra o Equador e uma vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai, busca consolidar sua filosofia de jogo. A ausência de Neymar, no entanto, levanta questões sobre como o técnico planeja integrar o craque no futuro, especialmente considerando sua importância histórica para a equipe.
O Brasil enfrenta um momento de renovação, com jovens talentos como Estevão, do Chelsea, e Lucas Paquetá, de volta após investigações, ganhando espaço. A convocação de Ancelotti incluiu apenas quatro jogadores do futebol brasileiro, refletindo a preferência por atletas que atuam na Europa. Essa escolha, somada à exclusão de Neymar, alimenta discussões sobre o equilíbrio entre experiência e renovação na Seleção.
- Jogadores do Brasileirão: Apenas Fabrício Bruno, Kaio Jorge, Alex Sandro e Hugo Souza foram chamados.
- Retorno de Paquetá: O meia do West Ham volta após um ano e meio afastado.
- Desafios na altitude: O jogo contra a Bolívia, a 4.090 metros, testará a preparação física do elenco.
A ausência de Neymar também reflete a cautela de Ancelotti em relação a jogadores com histórico recente de lesões, mas a pressão por seu retorno cresce à medida que a Copa se aproxima.
Debate público e expectativas
A decisão de Ancelotti gerou reações mistas entre torcedores e analistas. Enquanto alguns apoiam a ideia de testar novos jogadores, outros acreditam que Neymar, mesmo com oscilações, é indispensável para o sucesso da Seleção. A imprensa internacional, como o jornal espanhol Marca, destacou a ausência do camisa 10 como um dos principais pontos da convocação. No Brasil, a opinião de Thiago Silva ganhou peso, reforçando a percepção de que Neymar ainda tem muito a oferecer.
A torcida, especialmente no Rio de Janeiro, esperava ver Neymar no Maracanã, onde o Brasil enfrentará o Chile. A ausência do craque pode impactar o público, mas também abre espaço para outros jogadores brilharem. A partida será uma oportunidade para Ancelotti mostrar sua visão tática, enquanto a discussão sobre Neymar permanece viva.
- Repercussão na imprensa: Jornais como Marca e L’Equipe destacaram a ausência de Neymar.
- Apoio da torcida: Enquetes, como a da CNN Brasil, mostram divisão sobre a convocação do jogador.
- Expectativa para a Copa: A preparação para 2026 intensifica o debate sobre o papel de Neymar.
Histórico de Neymar na Seleção
Neymar é o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 79 gols, superando Pelé. Sua última partida pela equipe foi em outubro de 2023, marcada pela grave lesão no joelho contra o Uruguai. Desde então, o jogador enfrentou uma série de problemas físicos, incluindo duas lesões musculares em 2025, que o cortaram de convocações anteriores. Apesar disso, sua volta ao Santos, onde disputou 19 jogos na temporada, trouxe esperança de recuperação total.
O camisa 10 assinou com o Peixe em janeiro de 2025, após uma passagem pelo Al-Hilal, na Arábia Saudita. No Brasileirão, Neymar teve atuações regulares, mas ainda não recuperou o brilho que o consagrou como um dos melhores do mundo. Sua relação com Ancelotti, que já o elogiou publicamente, será crucial para definir seu futuro na Seleção.
- Recorde de gols: Neymar lidera com 79 gols em 128 jogos pela Seleção.
- Lesões recentes: Três problemas musculares em seis meses atrapalharam sua regularidade.
- Contrato com o Santos: Renovado recentemente, sinaliza foco no clube até a Copa.
A trajetória de Neymar na Seleção é marcada por momentos de genialidade, mas também por desafios físicos que agora testam sua resiliência.
Preparação para a Copa de 2026
Com a Copa do Mundo se aproximando, a ausência de Neymar nas últimas Eliminatórias levanta questões sobre sua preparação. Ancelotti já sinalizou que conta com o jogador para o Mundial, mas enfatiza a necessidade de plena condição física. A escolha por novos nomes, como os cruzeirenses Fabrício Bruno e Kaio Jorge, indica um esforço para construir um elenco versátil, capaz de lidar com diferentes cenários táticos.
O jogo contra o Chile, no Maracanã, será um teste para a popularidade da Seleção sem Neymar. Já a partida contra a Bolívia, na altitude de El Alto, desafiará a resistência do grupo. A estratégia de Ancelotti parece clara: usar as Eliminatórias para observar jovens promessas, enquanto nomes consagrados, como Neymar, são preservados para etapas futuras.
- Foco na renovação: Jogadores como Estevão e João Pedro ganham espaço na equipe.
- Desafios táticos: Ancelotti busca um equilíbrio entre experiência e juventude.
- Pressão por resultados: A Seleção precisa encerrar as Eliminatórias com atuações convincentes.
A discussão sobre Neymar deve continuar até a próxima Data Fifa, quando Ancelotti terá nova chance de convocá-lo. Por enquanto, Thiago Silva e parte da torcida seguem na expectativa pelo retorno do craque.