Lucas Paquetá, meia do West Ham, emerge como peça-chave na seleção brasileira para os jogos finais das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, enquanto Neymar, astro do Santos, fica fora da convocação de Carlo Ancelotti por questões físicas, gerando debates sobre o futuro do time. A ausência do camisa 10, anunciada em 25 de agosto de 2025, reacendeu discussões sobre sua relevância na equipe nacional, com Paquetá ganhando espaço para liderar o meio-campo. Os jogos contra Chile, no dia 4 de setembro, no Maracanã, e Bolívia, no dia 9, em El Alto, serão testes cruciais para o ex-flamenguista. A escolha de Ancelotti reflete a busca por renovação e desempenho consistente, enquanto Neymar enfrenta críticas por seu comportamento. Este cenário aponta para uma possível mudança na hierarquia da seleção, com Paquetá como esperança de protagonismo.
A convocação de Ancelotti trouxe surpresas, com a exclusão de nomes como Vinicius Junior e Rodrygo, mas a ausência de Neymar foi o destaque. O treinador italiano justificou a decisão citando um edema na coxa do jogador, embora Neymar tenha negado problemas físicos após atuar pelo Santos.
- Jogadores convocados: 25 atletas, incluindo Paquetá, Casemiro e Bruno Guimarães.
- Ausências notáveis: Neymar, Vinicius Junior e Rodrygo.
- Objetivo: Testar novos talentos para a Copa de 2026.
Paquetá, recém-inocentado de acusações de manipulação de apostas, retorna com a missão de organizar o jogo e criar chances para os atacantes.
Ancelotti redefine prioridades na seleção
Carlo Ancelotti, no comando da seleção desde maio de 2025, prioriza a condição física e a integração tática, o que explica a exclusão de Neymar. Em sua segunda convocação, o italiano optou por jogadores em plena forma, como Kaio Jorge, artilheiro do Brasileirão, e Douglas Santos, do Zenit. A decisão de deixar Neymar fora, mesmo sendo o maior artilheiro da história da seleção com 79 gols, sinaliza uma mudança de abordagem. Ancelotti destacou que não precisa avaliar o talento de Neymar, mas sim sua prontidão física, algo que o jogador contestou ao afirmar que sua ausência foi por escolha técnica.
O treinador, conhecido por sua liderança tranquila, busca construir um time coeso para a Copa de 2026, que será disputada nos EUA, México e Canadá. A escolha de Paquetá reflete a confiança em sua versatilidade e qualidade técnica, capazes de preencher o vazio deixado por Neymar no meio-campo. Paquetá, com 55 jogos e 11 gols pela seleção, já mostrou potencial, como na assistência para Neymar na Copa de 2022.
Paquetá: o novo maestro do meio-campo
Lucas Paquetá, aos 28 anos, vive um momento de redenção. Após dois anos sob investigação por suposta manipulação de resultados na Premier League, o meia foi absolvido em julho de 2025, recuperando o foco no West Ham e na seleção. Sua convocação para os jogos de setembro é uma oportunidade de consolidar a titularidade.
- Habilidades principais: Controle de bola, visão de jogo, chute de longa distância.
- Posicionamento tático: Atua como meia central, aproximando-se dos atacantes.
- Desempenho recente: Gol e destaque contra o Nottingham Forest em agosto de 2025.
- Histórico na seleção: Titular na Copa de 2022, com assistência decisiva.
Paquetá terá a responsabilidade de conectar o meio-campo aos atacantes, como Raphinha e Gabriel Martinelli, em um esquema que privilegia transições rápidas. Sua capacidade de marcar e criar jogadas o torna um candidato natural para assumir o protagonismo que Neymar ocupou por mais de uma década.
Neymar e as polêmicas que dividem opiniões
Neymar, aos 33 anos, segue como o maior nome do futebol brasileiro, mas sua relação com a seleção é marcada por controvérsias. Desde sua estreia em 2010, ele acumula 128 jogos, 79 gols e 59 assistências, números que o colocam como referência técnica. No entanto, críticas ao seu comportamento, como individualismo e episódios de imaturidade, alimentam o desejo de parte da torcida por uma renovação.
O jogador do Santos enfrentou um 2025 turbulento, com uma lesão no joelho em 2023 que o afastou por quase um ano e um edema na coxa em agosto. Sua declaração após o jogo contra o Fluminense, negando problemas físicos, colocou Ancelotti em uma posição delicada. A imprensa esportiva especula que o treinador pode estar testando um time sem depender do camisa 10, algo reforçado pela ausência de outros medalhões, como Vinicius Junior.
O impacto da ausência de Neymar
A ausência de Neymar nas Eliminatórias reacende o debate sobre a dependência da seleção brasileira de seu talento. Nos últimos 12 jogos sem o craque, sob os comandos de Fernando Diniz e Dorival Júnior, o Brasil teve desempenho irregular, com apenas quatro vitórias e eliminação precoce na Copa América de 2024.
- Desempenho sem Neymar: 4 vitórias, 5 empates, 3 derrotas em 12 jogos.
- Última convocação: Neymar esteve ausente desde outubro de 2023.
- Copa de 2026: Brasil já está classificado, mas busca consistência tática.
A aposta em Paquetá sugere que Ancelotti quer um time mais coletivo, menos centrado em um único jogador. A torcida, dividida, ainda vê Neymar como essencial, com pesquisas indicando que a maioria o quer na seleção, mas a ascensão de novos talentos pode mudar essa percepção.
A Copa de 2026 no horizonte
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, Ancelotti usa as Eliminatórias para moldar o time. A escolha de jogadores como Kaio Jorge e Douglas Santos mostra a intenção de mesclar juventude e experiência. Paquetá, com sua trajetória de superação, pode ser o elo que une essas gerações.
O Brasil enfrenta o Chile no Maracanã, um adversário que, apesar de estar em 10º nas Eliminatórias, exige atenção. Já a Bolívia, em El Alto, traz o desafio da altitude de mais de 4.000 metros. Esses jogos serão testes para Paquetá provar que pode liderar o meio-campo e para Ancelotti consolidar sua visão tática.
O que esperar de Paquetá nos jogos de setembro
Paquetá chega aos jogos de setembro com a confiança de Ancelotti e a pressão de substituir Neymar. Sua versatilidade permite que atue em diferentes posições no meio-campo, seja como organizador ou apoiando os atacantes. No West Ham, ele tem se destacado por sua capacidade de decidir jogos, como no gol contra o Nottingham Forest.
- Expectativas táticas: Criar chances de gol e reforçar a marcação no meio.
- Companheiros de setor: Casemiro e Bruno Guimarães formam a base do meio-campo.
- Adversários: Chile e Bolívia testarão a adaptação de Paquetá ao esquema de Ancelotti.
Se Paquetá brilhar, a seleção pode ganhar uma nova identidade, menos dependente de Neymar. Caso contrário, o retorno do camisa 10 será inevitável, mantendo-o como peça central para 2026.
A torcida e a renovação do escrete
A torcida brasileira, conhecida por sua paixão, está dividida. Enquanto alguns defendem Neymar como indispensável, outros apoiam a renovação com jogadores como Paquetá, Estêvão e Kaio Jorge. A pressão por resultados é alta, especialmente após eliminações recentes em competições internacionais. Ancelotti, com sua experiência em clubes como Real Madrid, tem o desafio de unir talento e disciplina tática.
Paquetá, com seu estilo de jogo cerebral, pode conquistar a confiança da torcida e da comissão técnica. Sua história de superação, após as acusações na Inglaterra, adiciona um elemento de redenção à sua trajetória.
O futuro da seleção em jogo
Os jogos de setembro são mais do que meras formalidades nas Eliminatórias. Eles representam a chance de Paquetá se firmar como líder técnico e de Ancelotti testar sua visão para a Copa de 2026. A ausência de Neymar, intencional ou não, abre espaço para novos protagonistas.
Paquetá, com sua qualidade técnica e versatilidade, tem a oportunidade de mudar a narrativa da seleção. Se conseguir se destacar, pode marcar o início de uma nova era para o futebol brasileiro, menos dependente de um único craque. Por outro lado, Neymar, com sua história vitoriosa e talento inquestionável, segue como uma sombra imponente, pronto para retornar ao centro do palco.