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Ídolo do Boca Juniors, Martín Palermo é anunciado como novo técnico do Fortaleza

Martin Palermo
Martin Palermo - Foto: Divulgação

O Fortaleza anunciou na noite de quarta-feira (3) a contratação do técnico argentino Martín Palermo, ídolo histórico do Boca Juniors, para substituir Renato Paiva, demitido após apenas dez jogos no comando da equipe. Aos 51 anos, Palermo chega ao Tricolor do Pici com contrato válido até o final de 2025, incluindo uma cláusula de renovação automática por mais uma temporada caso metas sejam alcançadas.

A mudança ocorre em meio a uma temporada turbulenta para o clube cearense, que já teve Juan Pablo Vojvoda como treinador inicial antes de Paiva assumir interinamente. Palermo, conhecido por sua carreira vitoriosa como jogador, incluindo 237 gols pelo Boca e títulos como a Copa Libertadores de 2000 e 2007, agora busca repetir o sucesso recente como treinador, onde conquistou o título paraguaio com o Olimpia em 2024. A chegada do novo comandante é esperada nos próximos dias, aproveitando a pausa para a Data Fifa, e ele trará uma comissão técnica completa, composta por auxiliares como Diego Cagna e Cristian Damian Leyes, preparadores físicos Gaston Mendonza e Esteban Herrera, além do analista Renato Cornejo. Essa contratação representa uma aposta em experiência internacional para estabilizar o time, que enfrenta desafios no Brasileirão e em competições regionais, com o objetivo de elevar o desempenho coletivo e motivar o vestiário.

Trajetória de Martín Palermo como jogador

Martín Palermo construiu uma carreira lendária nos gramados, especialmente no Boca Juniors, onde se tornou o maior artilheiro da história do clube com impressionantes 237 gols em 404 partidas oficiais. Nascido em La Plata, na Argentina, em 1973, ele iniciou sua jornada profissional no Estudiantes, mas foi no Boca que alcançou o auge, conquistando seis campeonatos argentinos, duas Copas Libertadores e um Mundial de Clubes em 2000. Seus gols decisivos, como o marcado de cabeça contra o River Plate em uma semifinal continental, o eternizaram como ídolo xeneize.

Além do sucesso no Boca, Palermo defendeu a seleção argentina em 15 jogos, marcando nove gols, e atuou em clubes europeus como Villarreal, Betis e Alavés, na Espanha, onde lidou com lesões graves que testaram sua resiliência. Uma delas, uma fratura na perna direita em 2001, o afastou por meses, mas ele retornou mais forte, provando sua determinação. No final da carreira, voltou ao Boca para encerrar como herói, aposentando-se em 2011 com um legado de superação e precisão nas finalizações.

Início da carreira como treinador

Palermo deu os primeiros passos como técnico em 2012, assumindo o Godoy Cruz, na Argentina, onde dirigiu 32 jogos e obteve um aproveitamento de 40%, com foco em sistemas defensivos sólidos. Em seguida, passou pelo Arsenal de Sarandí, também argentino, comandando 22 partidas e priorizando a organização tática em meio a elencos limitados.

Sua experiência internacional começou na Unión Española, no Chile, em 2015, onde dirigiu 42 jogos e alcançou semifinais de copa local, destacando-se pela capacidade de motivar jovens talentos. No Pachuca, do México, em 2016, ele gerenciou 29 confrontos, implementando um estilo de jogo ofensivo que rendeu bons resultados em competições nacionais.

Passagens por clubes sul-americanos

No Curicó Unido, no Chile, entre 2018 e 2019, Palermo comandou 38 jogos, com 14 vitórias, e evitou o rebaixamento em uma campanha marcada por defesas compactas. Já no Aldosivi, na Argentina, de 2019 a 2021, ele dirigiu 56 partidas, alcançando playoffs e revelando jogadores promissores.

Em 2021, no Platense, também argentino, Palermo acumulou 45 jogos, com ênfase em transições rápidas e contra-ataques eficientes, terminando em posições intermediárias na liga. Sua última aventura antes do Fortaleza foi no Olimpia, no Paraguai, de 2023 a 2024, onde em 58 jogos obteve 27 vitórias, 17 empates e 14 derrotas, culminando no título da Clausura paraguaia em 2024.

  • Godoy Cruz: 32 jogos, 10 vitórias, 10 empates, 12 derrotas.
  • Arsenal de Sarandí: 22 jogos, 6 vitórias, 7 empates, 9 derrotas.
  • Unión Española: 42 jogos, 18 vitórias, 9 empates, 15 derrotas.
  • Pachuca: 29 jogos, 11 vitórias, 8 empates, 10 derrotas.
  • Curicó Unido: 38 jogos, 14 vitórias, 10 empates, 14 derrotas.

Expectativas para o Fortaleza

O Fortaleza, que disputa o Brasileirão Série A, a Copa do Nordeste e possivelmente competições continentais, vê em Palermo uma figura capaz de unir o grupo e implementar um futebol agressivo. Com o time ocupando posições medianas na tabela, a contratação visa corrigir falhas defensivas observadas nas últimas rodadas, onde o Tricolor sofreu gols em contra-ataques.

Palermo planeja avaliar o elenco atual, que inclui jogadores experientes como Tinga e Lucero, para adaptar seu esquema preferido, geralmente um 4-3-3 com ênfase em bolas aéreas e pressão alta. A amizade com o ex-técnico Vojvoda, que deixou um legado de mais de quatro anos, pode facilitar a transição, segundo o CEO do clube, que destacou o impacto positivo no vestiário.

Comissão técnica e integração

A chegada de Palermo não é isolada; ele traz uma equipe completa para apoiar sua visão. Diego Cagna, auxiliar com experiência em clubes argentinos, focará em treinamentos táticos, enquanto Cristian Damian Leyes auxiliará na análise de adversários. Os preparadores físicos Gaston Mendonza e Esteban Herrera priorizarão a condicionamento para suportar o calendário intenso.

O analista Renato Cornejo usará ferramentas de vídeo para dissecar jogos passados, identificando padrões de rivais como Flamengo e Palmeiras. Essa estrutura integrada visa acelerar a adaptação, com treinamentos iniciais previstos para a próxima semana, durante a pausa internacional.

  • Auxiliares: Diego Cagna e Cristian Damian Leyes.
  • Preparadores físicos: Gaston Mendonza e Esteban Herrera.
  • Analista: Renato Cornejo.

Desafios iniciais no comando

Palermo estreia contra o Vitória, no Castelão, em partida crucial pelo Brasileirão, onde o Fortaleza busca pontos para se afastar da zona de risco. Com dez jogos sob Paiva resultando em poucas vitórias, o foco inicial será na defesa, que concedeu médias altas de gols por partida.

O calendário inclui duelos regionais na Copa do Nordeste, onde o Tricolor defende o título recente, e possíveis confrontos na Sul-Americana. Palermo, acostumado a pressões em ligas sul-americanas, planeja rotacionar o elenco para evitar lesões, priorizando recuperação física.

Legado e curiosidades da carreira

Como jogador, Palermo marcou gols icônicos, como um de pênalti a 40 metros contra o Vélez Sarsfield em 2009, demonstrando audácia. Apesar de errar três pênaltis em um jogo pela seleção em 1999, ele se recuperou e virou símbolo de perseverança.

Em sua fase como treinador, ele enfatiza a mentalidade vencedora, inspirada em Carlos Bianchi, seu mentor no Boca. No Olimpia, ele quebrou uma seca de títulos, vencendo a Clausura com gols nos acréscimos em partidas decisivas.

  • Gol de cabeça mais famoso: Contra o River Plate na Libertadores de 2000.
  • Recorde no Boca: 237 gols em 404 jogos.
  • Título recente: Campeão paraguaio com Olimpia em 2024.
  • Curiosidade: Perdeu três pênaltis em um jogo pela Argentina, mas marcou 100 gols de pênalti na carreira.

Preparação para a estreia

Com a Data Fifa permitindo tempo extra, Palermo usará os dias iniciais para conhecer o CT Ribamar Bezerra e integrar-se aos jogadores. Sessões de vídeo e treinamentos leves visam alinhar conceitos táticos, como marcação por zona e saídas de bola rápidas.

O clube cearense, fundado em 1918, conta com uma torcida apaixonada que lota o Castelão, e Palermo já expressou gratidão pelo convite, relembrando visitas ao Brasil como jogador. Essa conexão cultural pode fortalecer o apoio imediato.

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