A seleção brasileira entra em campo nesta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, às 21h30, no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, para enfrentar o Chile pela 17ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe, já classificada para o Mundial, utiliza o confronto para testar novos jogadores, como Estêvão e João Pedro, e consolidar estratégias visando o torneio no Canadá, EUA e México. O Chile, lanterna da competição e sem chances de classificação, é liderado interinamente por Nicolás Córdova, que aposta em jovens para reformular a equipe. O jogo, com ingressos esgotados, promete um Maracanã vibrante, com show de Ivete Sangalo e homenagens a campeões mundiais. A partida será transmitida ao vivo pela TV Globo, SporTV e GE TV, com acompanhamento em tempo real no site do GE.
O confronto marca a última apresentação da Seleção Brasileira em casa nas Eliminatórias, trazendo um clima de celebração e preparação. Ancelotti, que assumiu o comando em julho de 2025, busca manter a invencibilidade no Maracanã, onde o Brasil tem 70% de aproveitamento em jogos recentes. A equipe chilena, por outro lado, enfrenta dificuldades, com sete jogos sem marcar fora de casa.
- Principais destaques do jogo:
- Brasil testa formação ofensiva com quatro atacantes.
- Chile busca evitar pior campanha histórica nas Eliminatórias.
- Maracanã espera mais de 60 mil torcedores, com show pré-jogo.
- Homenagens a campeões mundiais no intervalo.
O histórico favorece o Brasil, com 55 vitórias em 76 jogos contra o Chile, incluindo um triunfo por 2 a 1 em Santiago no último encontro.
Estratégias táticas em campo
Ancelotti optou por manter o esquema 4-2-3-1, com ênfase em posse de bola e transições rápidas. A escalação inclui novidades como Estêvão, jovem talento do Chelsea, e João Pedro, que ganha chance como referência ofensiva. A defesa, reforçada por Gabriel Magalhães, que retorna após lesão, e Marquinhos, em seu 100º jogo pela Seleção, promete solidez. Wesley e Douglas Santos assumem as laterais, substituindo Vanderson e Alex Sandro, cortados por lesão. A estratégia brasileira foca em pressionar o adversário desde o início, explorando a velocidade de Raphinha e Martinelli nas pontas.
O Chile, sob comando interino de Nicolás Córdova, adota um 4-3-3 defensivo, priorizando compactação para conter o ataque brasileiro. A ausência de jogadores experientes, como Arturo Vidal e Alexis Sánchez, reflete a reformulação da equipe, que aposta em jovens como Lucas Cepeda e Alexander Aravena. A defesa chilena, liderada por Paulo Díaz e Guillermo Maripán, enfrenta o desafio de neutralizar a ofensividade brasileira, enquanto o meio-campo, com Echeverría e Pizarro, busca oportunidades em contra-ataques.
- Pontos-chave das táticas:
- Brasil: alta posse de bola e pressão no campo adversário.
- Chile: linhas defensivas compactas e aposta em contra-ataques.
- Ancelotti testa jovens para consolidar elenco para a Copa.
- Córdova tenta evitar goleada e dar minutos a novos jogadores.
O Brasil marcou antes do intervalo em quatro dos últimos cinco jogos em casa, o que sugere um início agressivo. Já o Chile não balançou as redes em sete partidas fora, indicando dificuldades ofensivas.
Atmosfera e eventos no Maracanã
O Maracanã, com capacidade para mais de 78 mil torcedores, estará lotado, com ingressos esgotados semanas antes do jogo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) organiza uma festa especial, com show de Ivete Sangalo antes do apito inicial, trazendo a energia que marcou o pentacampeonato de 2002. No intervalo, a CBF homenageará ex-jogadores campeões mundiais nas edições de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, reforçando a conexão do atual elenco com a história vitoriosa da Seleção.
A torcida, animada pela volta ao estádio após quase dois anos, espera uma atuação convincente. A última partida no Maracanã, em novembro de 2023, terminou em derrota para a Argentina, o que aumenta a expectativa por uma redenção em casa. A presença de ídolos do passado e a atmosfera festiva devem impulsionar o time de Ancelotti.
- Destaques do evento:
- Show de Ivete Sangalo para abrir a noite.
- Homenagem a campeões mundiais no intervalo.
- Expectativa de público superior a 60 mil pessoas.
- Ingressos esgotados, com grande procura nas redes sociais.
A arbitragem, comandada pelo venezuelano Alexis Herrera, contará com o suporte do VAR, garantindo precisão em lances polêmicos.
Desfalques e desafios para as equipes
O Brasil enfrenta o jogo com desfalques significativos. Além de Vinícius Júnior, suspenso, e Neymar, fora por questões físicas e técnicas, a equipe perdeu Alex Sandro, Joelinton, Matheus Cunha e Vanderson por lesões. Ancelotti convocou substitutos como Samuel Lino, Jean Lucas e Vitinho, mas a ausência de nomes de peso pode impactar o entrosamento. Mesmo assim, a profundidade do elenco brasileiro permite testes sem comprometer a competitividade.
O Chile, por sua vez, sente a falta de Darío Osorio, Benjamín Kuscevic e Bruno Barticciotto, todos lesionados. A decisão de Córdova de não convocar medalhões como Vidal e Sánchez gerou polêmica, mas reflete a intenção de renovar o elenco para o próximo ciclo. A lanterna nas Eliminatórias, com apenas 10 pontos em 16 jogos, aumenta a pressão por uma atuação digna no Maracanã.
- Principais ausências:
- Brasil: Vinícius Júnior (suspenso), Neymar (questões físicas/técnicas).
- Chile: Osorio, Kuscevic e Barticciotto (lesionados).
- Impacto: Brasil testa reservas; Chile busca renovação.
- Pendurados no Brasil: Casemiro, Bruno Guimarães, Martinelli, Paquetá e Richarlison.
As ausências forçam ajustes táticos, com Ancelotti priorizando mobilidade no ataque e Córdova buscando estabilidade defensiva.
Histórico e expectativas de resultado
O Brasil domina o confronto histórico, com 54 vitórias, 14 empates e apenas 8 derrotas em 76 jogos contra o Chile. Em casa, a Seleção não perde para os chilenos desde 2000, o que reforça o favoritismo. A vitória por 2 a 1 no último encontro, em Santiago, mostrou a superioridade brasileira, mesmo em jogos equilibrados. Analistas preveem um placar de 2 a 0, com alta probabilidade de gols no primeiro tempo, dado o histórico de liderança precoce do Brasil em casa.
Raphinha, com cinco gols nas Eliminatórias, é apontado como principal candidato a marcar, enquanto Martinelli e Estêvão podem surpreender pela velocidade. Para o Chile, Ben Brereton Díaz é a esperança ofensiva, mas a seca de gols fora de casa preocupa. A partida serve como um teste final para Ancelotti antes dos amistosos internacionais em 2026, enquanto o Chile tenta evitar a pior campanha da história no formato atual das Eliminatórias.
- Fatos do confronto:
- Brasil venceu 55 de 76 jogos contra o Chile.
- Última derrota brasileira em casa foi em 2000.
- Raphinha lidera com cinco gols nas Eliminatórias.
- Chile não marcou em sete jogos fora de casa.
A expectativa é de um jogo dominado pelo Brasil, com o Maracanã como palco de uma noite de celebração e preparação para a Copa.
Preparação e próximos passos
A Seleção Brasileira treinou na Granja Comary, em Teresópolis, por três dias antes do jogo, com Ancelotti ajustando a equipe para explorar a velocidade nas pontas e a posse de bola. A ausência de cinco jogadores no primeiro treino limitou os testes iniciais, mas a chegada de todos os convocados permitiu um trabalho mais completo. Após o Chile, o Brasil enfrentará a Bolívia, em El Alto, no dia 9 de setembro, em um desafio de altitude.
O Chile, sob pressão após três derrotas consecutivas, treinou com foco em compactação defensiva. Córdova, que já comandou a seleção sub-20, tenta motivar jovens jogadores para enfrentar o Brasil sem medo, mesmo com poucas chances de vitória. A partida no Maracanã é vista como um marco para a reformulação chilena, com foco no ciclo de 2030.
- Cronograma de preparação:
- Brasil: três treinos na Granja Comary, com ênfase em bola parada.
- Chile: treinos defensivos para conter ataque brasileiro.
- Próximo jogo: Brasil enfrenta Bolívia em 9 de setembro.
- Chile: encara Uruguai na última rodada.
A partida no Maracanã é um momento de transição para ambas as equipes, com o Brasil mirando o hexa e o Chile planejando o futuro.