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Jipe perde controle e atropela quatro pessoas em desfile de 7 de setembro em Brusque

Jipe atropela pessoas em desfile do 7 de setembro
Jipe atropela pessoas em desfile do 7 de setembro - Foto: Reprodução/Redes Sociais Jipe atropela pessoas em desfile do 7 de setembro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um jipe militar antigo perdeu o controle durante o desfile cívico de 7 de setembro de 2025 em Brusque, Santa Catarina, atropelando quatro pessoas que assistiam ao evento na avenida Beira Rio. O acidente, ocorrido na manhã de domingo, interrompeu a celebração da Independência do Brasil, deixando uma idosa de 75 anos em estado grave, com fratura no tornozelo e suspeita de lesão na coluna. Uma mulher de 37 anos, que segurava uma criança de colo, sofreu ferimentos leves, enquanto a criança escapou ilesa. Uma adolescente de 14 anos relatou dores nas mãos, mas não precisou de internação. O motorista, Sandro Rocha, alegou falha mecânica no sistema de freios, e a Polícia Civil já abriu investigação para apurar as causas. A Prefeitura de Brusque presta apoio às vítimas e também conduz uma apuração interna.

O incidente chocou os presentes, que acompanhavam o evento cívico com entusiasmo. O jipe, pertencente a um grupo de colecionadores de veículos militares antigos, seguia um pelotão de militares quando subiu na calçada, atingindo o público. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento exato do impacto, evidenciando a gravidade da situação. A ausência de barreiras físicas entre o desfile e os espectadores foi um fator apontado como agravante.

A rápida resposta das equipes de emergência, incluindo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros, garantiu atendimento imediato às vítimas. O desfile, que marcava os 203 anos da Independência do Brasil, foi encerrado logo após o ocorrido.

  • Vítimas atendidas: Uma idosa de 75 anos, uma mulher de 37 anos, uma adolescente de 14 anos e uma criança de 1 ano e 8 meses (ilesa).
  • Causa preliminar: Falha no sistema de freios do jipe, conforme relato do motorista.
  • Investigações: Polícia Civil e Prefeitura de Brusque apuram o caso.

Detalhes do acidente

O acidente ocorreu no final do desfile, quando o jipe, parte de um comboio de cerca de 25 veículos militares antigos, preparava-se para realizar uma manobra de retorno. Segundo o motorista Sandro Rocha, de Camboriú, a mangueira do fluido de freio estourou, fazendo com que o veículo perdesse o controle. O condutor relatou que tentou frear, mas a falha mecânica levou o jipe a invadir a calçada, atingindo as pessoas que assistiam ao evento. Imagens captadas por espectadores mostram o veículo avançando rapidamente sobre a multidão, gerando pânico.

A idosa de 75 anos, moradora do bairro Nova Brasília, foi a vítima mais gravemente ferida. Ela foi socorrida pelo Samu em estado grave, com uma fratura fechada no tornozelo e suspeita de lesão na coluna. A mulher de 37 anos, residente no bairro Primeiro de Maio, carregava uma criança de 1 ano e 8 meses no colo no momento do impacto. Apesar da queda, a criança não sofreu ferimentos, e a mãe foi encaminhada ao hospital para avaliação devido a condições de saúde preexistentes. A adolescente de 14 anos, embora atingida, apresentou apenas dores leves nas mãos e não precisou de internação.

O motorista permaneceu no local após o acidente, colaborando com as autoridades. A Polícia Militar registrou um boletim de ocorrência, e o caso pode ser enquadrado como lesão corporal culposa, dependendo da representação das vítimas.

Resposta das autoridades

A Prefeitura de Brusque agiu rapidamente para conter a crise. Em nota oficial, a administração municipal informou que presta apoio integral às vítimas e suas famílias, garantindo assistência médica e psicológica. O governo local também esclareceu que o jipe não pertence à frota municipal nem ao Tiro de Guerra, mas a um grupo independente de entusiastas de veículos militares antigos.

  • Apoio às vítimas: Assistência médica e psicológica oferecida pela prefeitura.
  • Investigação municipal: Processo administrativo aberto para apurar responsabilidades.
  • Esclarecimento: Veículo não pertence à administração pública ou ao Tiro de Guerra.
  • Atendimento de emergência: Samu e Bombeiros atuaram imediatamente no local.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, capitão Rafael De Fáveri, destacou a gravidade inicial do estado da idosa e a eficiência do atendimento prestado. A Polícia Civil, por sua vez, está coletando depoimentos de testemunhas e do motorista para determinar as circunstâncias exatas do acidente.

Impacto na comunidade

O acidente abalou a comunidade de Brusque, conhecida por sua tradição em celebrações cívicas. O desfile de 7 de setembro é um evento aguardado, que reúne famílias, escolas e organizações locais para celebrar a Independência do Brasil. O incidente, no entanto, trouxe à tona preocupações sobre a segurança em eventos públicos.

Moradores que presenciaram o ocorrido relataram momentos de desespero. “Foi horrível ver as pessoas sendo atingidas. Ninguém esperava algo assim em um evento tão familiar”, disse uma testemunha que preferiu não se identificar. A ausência de barreiras de contenção, como grades ou alambrados, foi criticada por alguns espectadores, que apontaram a necessidade de maior planejamento para evitar incidentes semelhantes.

A adolescente atingida, apesar de não ter sofrido ferimentos graves, estava visivelmente abalada, segundo relatos de familiares. A comunidade local se mobilizou nas redes sociais, expressando solidariedade às vítimas e cobrando esclarecimentos das autoridades.

Jipe atropela pessoas em desfile do 7 de setembro
Jipe atropela pessoas em desfile do 7 de setembro – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Medidas de segurança em eventos cívicos

O acidente em Brusque levanta questionamentos sobre a segurança em desfiles cívicos, especialmente aqueles que envolvem veículos. Eventos como o de 7 de setembro atraem grandes públicos, e a interação entre participantes e espectadores exige medidas rigorosas para prevenir acidentes.

  • Falta de barreiras: Ausência de grades ou alambrados entre o desfile e o público.
  • Manutenção de veículos: Necessidade de vistoria prévia em veículos participantes.
  • Protocolos de emergência: Importância de equipes de socorro no local.
  • Planejamento de rotas: Definição clara de trajetos para evitar manobras arriscadas.

Especialistas em segurança pública sugerem que eventos cívicos adotem protocolos mais rígidos, como a obrigatoriedade de vistorias mecânicas em todos os veículos participantes e a instalação de barreiras físicas para proteger o público. A prefeitura informou que revisará os procedimentos para futuros eventos, mas ainda não detalhou quais medidas serão implementadas.

Reações e apurações em andamento

A notícia do acidente rapidamente se espalhou, gerando comoção em Brusque e em outras cidades de Santa Catarina. Líderes comunitários e representantes de associações locais pediram maior transparência na investigação. O motorista Sandro Rocha, em entrevista a veículos locais, descreveu o momento como “desesperador” e reiterou que a falha no freio foi a causa do acidente.

A Polícia Civil está analisando imagens do evento e coletando depoimentos para determinar se houve negligência. Caso as vítimas optem por representar criminalmente, o condutor pode responder por lesão corporal culposa. Enquanto isso, a prefeitura mantém contato com as famílias das vítimas, oferecendo suporte contínuo.

O acidente também reacendeu debates sobre a participação de veículos antigos em eventos públicos. Embora sejam atrações populares, a manutenção inadequada pode representar riscos significativos. Grupos de colecionadores, como o responsável pelo jipe, podem enfrentar maior escrutínio em eventos futuros.

Lições para eventos futuros

A tragédia em Brusque serve como alerta para organizadores de eventos cívicos em todo o país. A combinação de veículos antigos, multidões e ausência de barreiras físicas cria um cenário de risco que precisa ser abordado. A prefeitura já sinalizou que revisará os protocolos de segurança, mas a pressão popular por mudanças imediatas é grande.

A comunidade espera que as investigações tragam respostas claras e que medidas concretas sejam tomadas para evitar novos incidentes. Enquanto as vítimas se recuperam, o acidente permanece como um lembrete da importância de priorizar a segurança em celebrações públicas.

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