A Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, iniciou a preparação para o último jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 contra a Bolívia, marcado para terça-feira, 9 de setembro, no Estádio Municipal de El Alto, a 4.150 metros de altitude. Em treino realizado na Granja Comary, em Teresópolis, no sábado, 6 de setembro, o técnico italiano testou uma formação com mudanças significativas, incluindo a ausência do volante Casemiro, suspenso por cartões. A atividade, fechada à imprensa, foi parcialmente transmitida pela CBF TV, com a presença de familiares e patrocinadores, e trouxe novidades táticas para enfrentar os desafios da altitude boliviana. O objetivo é manter a competitividade, apesar da vaga já garantida para o Mundial, e evitar a pior campanha da história do Brasil nas Eliminatórias.
O treino ocorreu sob chuva fina e nevoeiro, com temperatura de 16ºC, em campo reduzido e sem goleiros, destacando a intensidade imposta por Ancelotti. A formação inicial contou com Wesley, Gabriel Magalhães, Fabrício Bruno e Caio Henrique na defesa; Bruno Guimarães, Jean Lucas, Andrey Santos e Lucas Paquetá no meio-campo; além de Raphinha e Richarlison no ataque. Durante a atividade, Vitinho substituiu Wesley na lateral direita, sinalizando possíveis ajustes para a partida.
- Principais mudanças testadas: Ausência de Casemiro, com Jean Lucas e Andrey Santos ganhando espaço no meio-campo.
- Foco tático: Ancelotti priorizou mobilidade ofensiva e adaptação à altitude.
- Logística: A delegação viajará para Santa Cruz de la Sierra na segunda-feira, subindo a El Alto apenas horas antes do jogo.
- Expectativa: O Brasil busca vitória para consolidar a segunda posição nas Eliminatórias, com 28 pontos.
A preparação reflete a estratégia de Ancelotti para equilibrar experiência e renovação, enquanto o time enfrenta um dos maiores desafios físicos das Eliminatórias.
Preparação intensa na Granja Comary
A Granja Comary, em Teresópolis, foi o palco escolhido para a preparação da Seleção Brasileira antes do confronto com a Bolívia. O centro de treinamento, conhecido por sua estrutura de ponta, permitiu a Ancelotti trabalhar aspectos táticos e físicos em um ambiente controlado. O treino de sábado, 6 de setembro, foi marcado por uma abordagem dinâmica, com ênfase em jogadas de ataque e transições rápidas, adaptadas às condições extremas que o time enfrentará em El Alto. A atividade em campo reduzido buscou simular a pressão e a intensidade esperadas na altitude.
Familiares e convidados da CBF estiveram presentes, criando um clima de apoio, enquanto a transmissão parcial pela CBF TV trouxe visibilidade ao trabalho de Ancelotti. O técnico italiano, que assumiu a Seleção em maio de 2025, aproveitou a sessão para observar jogadores menos experientes, como Jean Lucas e Andrey Santos, que podem ganhar minutos na ausência de Casemiro.
- Foco na adaptação: Treinos em campo reduzido simulam a falta de ar na altitude.
- Presença de jovens: Jean Lucas, do Bahia, e Andrey Santos, do Chelsea, foram testados no meio-campo.
- Transmissão estratégica: A CBF TV reforçou a conexão com os torcedores, mostrando trechos do treino.
A escolha por manter a base de treinamento no Brasil até a véspera do jogo demonstra a preocupação com o desgaste físico dos atletas.
Desafios da altitude em El Alto
Jogar a 4.150 metros acima do nível do mar é um dos maiores desafios para qualquer equipe de futebol. Em El Alto, a Seleção Brasileira enfrentará condições que exigem adaptação física e tática. A baixa densidade do ar reduz a resistência dos jogadores, impactando diretamente a velocidade e a intensidade do jogo. Para minimizar esses efeitos, a CBF planejou uma logística específica, com a delegação viajando para Santa Cruz de la Sierra na segunda-feira, 8 de setembro, e subindo a El Alto apenas horas antes da partida.
Ancelotti, ciente das dificuldades, consultou técnicos que já enfrentaram jogos em altitudes extremas, buscando estratégias para otimizar o desempenho. A preparação incluiu treinos focados em jogadas curtas e controle de bola, reduzindo a necessidade de corridas longas que podem esgotar os atletas rapidamente.
- Logística planejada: Viagem para a Bolívia dividida em etapas para preservar energia.
- Consultas especializadas: Ancelotti buscou conselhos de técnicos experientes em jogos na altitude.
- Estratégia tática: Prioridade em passes curtos e posse de bola para economizar fôlego.
- Histórico: Brasil e Bolívia têm confrontos equilibrados em solo boliviano, com resultados imprevisíveis.

O planejamento reflete a seriedade com que a Seleção encara o jogo, mesmo já classificada para a Copa de 2026.
Ausência de Casemiro e ajustes no meio-campo
A suspensão de Casemiro, peça-chave no meio-campo, é um dos principais desafios para Ancelotti. O volante, que recebeu o segundo cartão amarelo nas Eliminatórias, foi liberado da concentração e não retornou a Teresópolis. Para suprir sua ausência, o técnico testou uma dupla de volantes formada por Bruno Guimarães e Jean Lucas, com Andrey Santos e Lucas Paquetá completando o setor. Essa configuração busca manter o equilíbrio defensivo, mas com maior mobilidade para apoiar o ataque.
Bruno Guimarães, do Newcastle, é visto como o pilar do meio-campo, trazendo liderança e qualidade na distribuição de bola. Jean Lucas, convocado após o corte de Joelinton, representa uma aposta em um jogador em ascensão no futebol brasileiro. Andrey Santos, jovem promessa do Chelsea, ganha oportunidade para mostrar versatilidade.
- Substitutos testados: Jean Lucas e Andrey Santos assumem o meio-campo sem Casemiro.
- Papel de Bruno Guimarães: Liderança e estabilidade no setor defensivo.
- Paquetá em destaque: Após retorno triunfal contra o Chile, meia deve ter liberdade ofensiva.
- Renovação: Ancelotti usa o jogo para avaliar jovens para a Copa de 2026.
A ausência de Casemiro abre espaço para experimentações, mas também exige ajustes para manter a coesão tática.
Segundo time testado e mistério tático
Além da formação inicial, Ancelotti testou um segundo time durante o treino, aumentando o mistério sobre a escalação final. A segunda equipe foi composta por Vitinho, Marquinhos, Alex e Caio Henrique na defesa; Andrey Santos, Jean Lucas e Paquetá no meio; com Estêvão, Richarlison e Samuel Lino no ataque. Outra formação incluiu Wesley, Fabrício Bruno, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Bruno Guimarães, Andreas Pereira, Luiz Henrique, Raphinha e Martinelli; com João Pedro como referência ofensiva.
Essa abordagem reflete a intenção de Ancelotti de testar diferentes combinações, especialmente considerando as condições únicas do jogo em El Alto. A presença de jovens como Estêvão e Samuel Lino, ao lado de nomes experientes como Raphinha e Marquinhos, sinaliza um elenco equilibrado entre renovação e consistência.
- Versatilidade tática: Ancelotti alternou formações para testar opções defensivas e ofensivas.
- Jovens em destaque: Estêvão e Samuel Lino ganham espaço no ataque.
- Experiência mantida: Marquinhos e Raphinha trazem estabilidade às formações.
- Mistério mantido: Escalação final será definida apenas após o treino de domingo, 7 de setembro.
O técnico italiano mantém a cautela, evitando revelar o time titular antes do último treino.
Objetivo de evitar recorde negativo
Apesar da classificação garantida para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil enfrenta a pressão de evitar um recorde negativo nas Eliminatórias. Com 28 pontos e 54% de aproveitamento, a campanha atual é a pior da história da Seleção no formato atual das Eliminatórias Sul-Americanas, iniciado em 1996. Uma vitória contra a Bolívia é essencial para alcançar pelo menos 30 pontos, superando a marca da campanha para a Copa de 2002, quando o Brasil terminou com dificuldades, mas conquistou o pentacampeonato.
Ancelotti destacou a importância de todas as partidas, independentemente da situação na tabela. “A camisa da Seleção Brasileira não permite relaxamento. Contra a Bolívia, queremos melhorar nossa atitude e intensidade”, afirmou o técnico após a vitória contra o Chile no Maracanã.
- Pior campanha: Atual aproveitamento de 54% é o menor desde 1996.
- Meta de 30 pontos: Vitória garantiria melhor desempenho histórico.
- Declaração de Ancelotti: Técnico reforça compromisso com competitividade.
- Contexto histórico: Brasil busca evitar marca negativa antes do Mundial.
A partida contra a Bolívia é vista como uma oportunidade para consolidar o trabalho de Ancelotti e preparar o time para os desafios da Copa.
Logística e estratégia para o jogo
A logística para o confronto em El Alto foi cuidadosamente planejada para minimizar os impactos da altitude. A Seleção permanecerá na Granja Comary até segunda-feira, 8 de setembro, quando viajará para Santa Cruz de la Sierra, a uma altitude mais baixa. A subida para El Alto ocorrerá apenas na terça-feira, horas antes do jogo, reduzindo o tempo de exposição às condições extremas.
A estratégia tática também foi ajustada, com treinos focados em posse de bola e jogadas compactas, que exigem menos esforço físico. Ancelotti enfatizou a importância de consultar especialistas e adaptar o estilo de jogo para manter a eficiência em um ambiente tão desafiador.
- Viagem estratégica: Escolha por minimizar exposição à altitude.
- Treinos específicos: Foco em jogadas curtas e controle de bola.
- Consultas técnicas: Ancelotti buscou experiências de outros treinadores.
- Último treino: Sessão de domingo definirá ajustes finais na escalação.
O planejamento detalhado reflete o compromisso da CBF em garantir as melhores condições para os jogadores.
Expectativas para o duelo com a Bolívia
A Bolívia, oitava colocada nas Eliminatórias, ainda luta por uma vaga na repescagem para a Copa do Mundo. O confronto em El Alto será decisivo para os bolivianos, que contarão com o apoio da torcida e as condições da altitude para surpreender o Brasil. Historicamente, os jogos em solo boliviano são equilibrados, com resultados imprevisíveis devido ao ambiente desafiador.
Para o Brasil, a partida é uma oportunidade de consolidar a identidade tática sob o comando de Ancelotti. O técnico italiano, que estreou no Maracanã contra o Chile, busca encerrar as Eliminatórias com uma atuação convincente, preparando o terreno para os amistosos de outubro contra Coreia do Sul e Japão.
- Situação da Bolívia: Oitava colocada, equipe busca vaga na repescagem.
- Histórico equilibrado: Jogos em altitude frequentemente terminam com resultados apertados.
- Preparação para amistosos: Vitória fortalecerá confiança para jogos futuros.
- Foco de Ancelotti: Técnico quer intensidade e coesão tática em El Alto.
O duelo promete ser um teste crucial para a Seleção, que busca encerrar as Eliminatórias com autoridade.