Bolívia

Brasil x Bolívia: Amarelinha encara altitude em El Alto com abismo milionário entre elencos de €734 mi contra €13 mi

Seleção Brasileira
Seleção Brasileira - Foto: Rafael Ribeiro/CBF Seleção Brasileira - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira enfrenta a Bolívia nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 20h30, no Estádio Municipal de El Alto, a 4.090 metros de altitude, pela última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Já classificada, a equipe de Carlo Ancelotti busca evitar a pior campanha histórica na competição, enquanto os bolivianos, sem chances de vaga direta, lutam por orgulho e uma improvável repescagem. A disparidade entre os elencos é gritante: o Brasil tem um valor de mercado de €734 milhões, 56 vezes superior aos €13,38 milhões da Bolívia. O jogo, transmitido por TV Globo, SporTV e GE TV, promete desafios físicos pela altitude e contrastes técnicos em campo. O confronto encerra a campanha brasileira antes do Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México.

O Brasil chega embalado após uma vitória convincente por 3 a 0 contra o Chile, no Maracanã, com gols de Estêvão, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães, diante de 57.326 torcedores. A Bolívia, por outro lado, vem de uma derrota por 3 a 0 para a Colômbia e enfrenta dificuldades logísticas, incluindo a necessidade de autorização especial para treinar no feriado do Dia do Pedestre. A partida em El Alto será um teste não apenas técnico, mas também de adaptação à altitude.

  • Destaques do confronto: O Brasil é o único país presente em todas as Copas, com cinco títulos; a Bolívia participou de apenas três edições, sem avançar da primeira fase.
  • Foco tático: Ancelotti deve usar o jogo para testar jogadores, enquanto a Bolívia aposta na compactação defensiva.
  • Desafio ambiental: A altitude de 4.090 metros exige preparo físico especial para os brasileiros.

Abismo financeiro entre os elencos

O contraste entre os elencos de Brasil e Bolívia é um dos maiores das Eliminatórias Sul-Americanas. Avaliado em €734 milhões, o time brasileiro é liderado por Raphinha, cujo valor de mercado ultrapassa €90 milhões, segundo dados recentes de portais especializados. Já o jogador mais valioso da Bolívia, o meia Miguelito, ex-Santos e atualmente no América Mineiro, está avaliado em €1,4 milhão – 90 vezes menos que Raphinha. Até o brasileiro com menor valor, o lateral Alex Sandro, do Flamengo, supera Miguelito, com €1,8 milhão. Esse abismo reflete a diferença de investimento, estrutura e competitividade entre as duas seleções.

A Bolívia ocupa a 106ª posição no ranking global de seleções por valor de mercado, atrás até de Trindade e Tobago. O Brasil, por sua vez, é a oitava seleção mais valiosa do mundo, superado apenas por potências como França, Inglaterra e Argentina. Essa disparidade financeira se traduz em campo, com o Brasil apresentando um elenco repleto de estrelas de clubes europeus, enquanto a Bolívia depende de atletas locais e alguns poucos nomes conhecidos, como Marcelo Moreno, veterano de 36 anos.

  • Raphinha (Brasil): €90 milhões, atacante do Barcelona, líder em gols nas Eliminatórias.
  • Miguelito (Bolívia): €1,4 milhão, meia do América Mineiro, maior valor boliviano.
  • Alex Sandro (Brasil): €1,8 milhão, lateral do Flamengo, menor valor do elenco brasileiro.
  • Marcelo Moreno (Bolívia): Veterano com experiência, mas sem cotação alta no mercado.

Preparação para a altitude

Jogar em El Alto, a 4.090 metros acima do nível do mar, é um desafio físico que exige planejamento meticuloso. A Seleção Brasileira se preparou na Granja Comary, em Teresópolis, com treinos focados em resistência e adaptação à baixa oxigenação. Após a vitória contra o Chile, o time seguiu uma logística especial, com parada em Santa Cruz de la Sierra antes de subir para El Alto, visando minimizar o desgaste. Ancelotti, invicto no comando da seleção, deve mesclar titulares e reservas, dando chance a nomes como Andreas Pereira, convocado após o corte de Kaio Jorge por lesão.

A Bolívia, por sua vez, enfrenta dificuldades extracampo. A equipe precisou de permissão especial do governo para treinar no Dia do Pedestre, feriado que proíbe a circulação de veículos no país. Apesar disso, o técnico Oscar Villegas aposta na altitude como principal arma, escalando um time compacto com jogadores como Carmelo Algarañaz e Lucas Chávez. A previsão de temperaturas entre 5°C e 10°C e céu parcialmente nublado garante boas condições de jogo, mas o gramado do Estádio Municipal de El Alto, com capacidade para 22 mil torcedores, será um obstáculo adicional.

Histórico de confrontos

O Brasil mantém um domínio histórico sobre a Bolívia nas Eliminatórias. Desde o formato atual, adotado em 1996, a Seleção nunca perdeu para os bolivianos, com vitórias expressivas, como o 5 a 0 em 2020. A Bolívia não vence o Brasil fora de casa há 14 anos, e a última vitória significativa foi em 1993, em La Paz, por 2 a 0, ainda sob o impacto da altitude. O confronto de 2023, em Belém, terminou com goleada brasileira por 5 a 1, com destaque para Neymar e Raphinha.

Para a Bolívia, o jogo é uma chance de encerrar a campanha com dignidade, mesmo sem chances reais de classificação. A equipe está em oitavo lugar, com 17 pontos, e depende de uma vitória improvável contra o Brasil e de um tropeço da Venezuela contra a Colômbia para sonhar com a repescagem. O Brasil, vice-líder com 28 pontos, busca consolidar a posição e evitar o pior desempenho nas Eliminatórias desde 2002, quando teve apenas 54% de aproveitamento.

  • Último confronto: Brasil 5 x 1 Bolívia, em 2023, no Mangueirão, Belém.
  • Maior vitória: Brasil 8 x 0 Bolívia, em 1977, em La Paz.
  • Tabu boliviano: Sem vitórias contra o Brasil fora de casa desde 1993.

Estrelas em campo

O Brasil conta com um elenco recheado de talentos consolidados e jovens promissores. Estêvão, do Chelsea, é um dos destaques, sendo o mais jovem a marcar nas Eliminatórias, com um gol de bicicleta contra o Chile. Raphinha, do Barcelona, lidera as estatísticas ofensivas, enquanto Bruno Guimarães e Lucas Paquetá dominam o meio-campo. A provável escalação inclui Alisson, Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos, Andrey, Bruno Guimarães, Martinelli, Raphinha, Estêvão e João Pedro, com possíveis mudanças para testar reservas como Luiz Henrique e Richarlison.

A Bolívia aposta em jogadores experientes, como Marcelo Moreno, que se tornará o recordista de partidas pela seleção, e jovens como Miguel Terceros e Lucas Chávez. A escalação provável conta com Lampe, Diego Medina, Diego Arroyo, Efrain Morales, Roberto Fernández, Robson Tomé, Gabriel Villamíl, Ervin Vaca, Miguel Terceros, Carmelo Algarañaz e Lucas Chávez. Apesar do esforço, o time boliviano enfrenta limitações técnicas e depende de jogadas isoladas para surpreender.

Impacto do jogo para 2026

Embora o Brasil já esteja classificado, o jogo é uma oportunidade para Ancelotti consolidar sua estratégia antes da Copa do Mundo. A Seleção busca manter a invencibilidade sob o comando do técnico italiano, que assumiu em 2025 e acumula duas vitórias e um empate, sem sofrer gols. O confronto também serve para avaliar jovens como Estêvão e Andrey Santos, que podem ganhar espaço no ciclo para 2026. A Bolívia, por sua vez, usa a partida para projetar uma renovação, com jogadores como Miguelito e Terceros como apostas para o futuro.

O Estádio Municipal de El Alto, com ingressos entre 50 e 200 bolivianos (R$40 a R$160), espera casa cheia para o confronto. A transmissão ao vivo por TV Globo, SporTV, GE TV e Globoplay garante ampla cobertura, com acompanhamento em tempo real por portais como GZH e CNN Brasil. A partida marca o fim das Eliminatórias Sul-Americanas, com o Brasil buscando encerrar a campanha com uma vitória convincente e a Bolívia tentando surpreender na altitude.

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