Esportes

Henrique Carmo e outros: São Paulo arrecada R$ 230 milhões com a base

São Paulo FC
São Paulo FC - Foto:X.com/ São Paulo FC São Paulo FC - Foto:X.com/ São Paulo FC

O São Paulo arrecadou cerca de R$ 230 milhões em 2025 com a venda de sete jogadores formados em suas categorias de base para clubes europeus, consolidando sua estratégia de formação e negociação de talentos. As transações, que envolveram nomes como Henrique Carmo, Lucas Ferreira e William Gomes, ocorreram ao longo da temporada, com destaque para a transferência do atacante Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk por R$ 63,6 milhões. As negociações, realizadas entre janeiro e setembro, reforçam a força do Tricolor no mercado internacional, especialmente na Europa, onde jovens promessas brasileiras são cada vez mais valorizadas. O clube, no entanto, não reteve 100% dos valores devido a divisões de direitos econômicos com outros investidores. A estratégia, liderada pela diretoria do clube, visa equilibrar finanças e manter a competitividade do elenco. O sucesso das vendas também reflete o trabalho de longo prazo no centro de treinamento de Cotia, conhecido por revelar atletas de alto potencial. Este montante financeiro pode ser um divisor de águas para o São Paulo, que busca reinvestir em infraestrutura e novos talentos.

O foco nas categorias de base tem sido uma marca do São Paulo, que, além de formar jogadores, consegue lucrar significativamente com suas transferências. A temporada de 2025 foi especialmente produtiva, com acordos que variaram entre vendas diretas, empréstimos com opção de compra e contratos com bônus por metas.

  • Principais negociações: Lucas Ferreira, William Gomes e Henrique Carmo lideram a lista de valores.
  • Destino predominante: Clubes europeus, com destaque para Rússia, Ucrânia e Portugal.
  • Impacto financeiro: Aproximadamente R$ 229,3 milhões, com possibilidade de aumento por bônus.
  • Estratégia de Cotia: Centro de formação continua sendo referência na América do Sul.

Mercado aquecido para jovens talentos

O mercado europeu tem se mostrado um destino constante para os jogadores formados no São Paulo. Em 2025, a valorização de jovens atletas brasileiros atingiu níveis recordes, impulsionada pela demanda por talentos versáteis e com potencial de crescimento. Lucas Ferreira, por exemplo, foi negociado com o Shakhtar Donetsk por 10 milhões de euros, equivalente a R$ 63,6 milhões, com a possibilidade de mais R$ 12,7 milhões em bônus por metas. O atacante, de apenas 19 anos, chamou atenção por sua velocidade e faro de gol, características que o tornaram alvo de clubes do leste europeu. A transação, embora expressiva, rendeu ao São Paulo 80% do valor fixo, cerca de R$ 50,9 milhões, devido à divisão de direitos econômicos.

Outro destaque foi Henrique Carmo, transferido ao CSKA Moscou por 6 milhões de euros (R$ 38,2 milhões), com potencial de acréscimo de R$ 6,3 milhões. O jovem de 18 anos, conhecido por sua habilidade no ataque, representa a nova geração de jogadores que saem cedo do Brasil, muitas vezes antes mesmo de se consolidarem no elenco principal. O São Paulo, que detinha 85% dos seus direitos, manterá 20% em futuras negociações, garantindo possíveis ganhos adicionais.

Estratégia financeira e divisão de direitos

As negociações da base do São Paulo em 2025 mostram um modelo de negócios que combina lucro imediato com planejamento de longo prazo. Nem todas as transações resultaram em valores integrais para o clube, já que os direitos econômicos de alguns atletas são compartilhados com investidores ou antigos clubes.

  • Lucas Ferreira: R$ 50,9 milhões dos R$ 63,6 milhões fixos, com 80% dos direitos.
  • William Gomes: R$ 57,3 milhões, com o clube mantendo 20% para futuras vendas.
  • Henrique Carmo: R$ 34,3 milhões de R$ 38,2 milhões, devido aos 85% dos direitos.
  • Ângelo: R$ 31,8 milhões, com 12,5% retidos para transferências futuras.

Esse modelo permite ao São Paulo lucrar com as vendas iniciais e, ao mesmo tempo, assegurar uma fatia de lucros em negociações futuras, especialmente quando os atletas se valorizam em ligas europeias. A estratégia, no entanto, exige equilíbrio para evitar o esvaziamento do elenco principal, já que muitos desses jovens poderiam contribuir diretamente no Campeonato Brasileiro ou na Copa Libertadores.

Números impressionantes de Cotia

O centro de treinamento de Cotia, onde são formados os jogadores da base do São Paulo, consolidou-se como um dos mais eficientes da América do Sul. Em 2025, a estrutura foi responsável por revelar nomes que não apenas reforçaram as finanças do clube, mas também elevaram sua reputação internacional. Além dos R$ 229,3 milhões já garantidos, as cláusulas de bônus por desempenho podem incrementar ainda mais os cofres tricolores.

Por exemplo, William Gomes, vendido ao Porto por R$ 57,3 milhões, tem potencial para render mais R$ 6,3 milhões caso atinja metas específicas. O jovem atacante, de 19 anos, já vinha se destacando nas competições de base e atraiu olhares de olheiros portugueses. O São Paulo, ciente do potencial de valorização, manteve 20% dos seus direitos econômicos.

A negociação de Ângelo, lateral-direito de apenas 16 anos, para o Strasbourg, da França, também chama atenção. Vendido por R$ 31,8 milhões, com possibilidade de mais R$ 12,7 milhões em bônus, o jogador ainda nem estreou profissionalmente, mas já é visto como uma promessa de alto nível. O clube optou por reter 12,5% dos direitos, apostando em sua futura valorização no mercado europeu.

Casos de empréstimo e apostas futuras

Nem todas as negociações envolveram vendas definitivas. O caso de Moreira, lateral-direito de 21 anos, é um exemplo de estratégia diferente. Emprestado ao Porto sem custos, o jogador tem uma opção de compra fixada em R$ 12,7 milhões por 50% dos seus direitos. Essa abordagem permite ao São Paulo manter um pé no futuro do atleta, que pode se valorizar em uma liga competitiva como a portuguesa.

  • Moreira: Empréstimo gratuito com opção de compra de R$ 12,7 milhões.
  • Lucas Loss: Vendido por R$ 1,2 milhão, com 10% dos direitos mantidos.
  • Matheus Alves: R$ 34,3 milhões recebidos dos R$ 38,2 milhões totais.

Essa diversificação nas negociações reflete a visão de longo prazo do São Paulo, que busca maximizar lucros sem abrir mão de potenciais ganhos futuros. O clube tem se destacado por sua capacidade de negociar contratos que incluem cláusulas de bônus e percentuais em vendas futuras, algo cada vez mais comum no futebol moderno.

Impacto no elenco e no mercado brasileiro

As vendas de jogadores da base, embora lucrativas, geram questionamentos sobre o impacto no elenco principal. Jogadores como Lucas Ferreira e William Gomes poderiam ter papéis importantes no São Paulo em competições como a Série A e a Copa Libertadores. A diretoria, no entanto, aposta na reposição com outros jovens de Cotia e na contratação de reforços pontuais, como os argentinos Rigoni e Juan Dinenno, que chegaram em 2025 para fortalecer o ataque.

O mercado brasileiro, por sua vez, observa o São Paulo como referência na formação de atletas. Clubes como Flamengo e Palmeiras, que também investem em categorias de base, acompanham o modelo tricolor. A diferença está na capacidade do São Paulo de fechar negócios com clubes europeus de diferentes ligas, do leste ao oeste do continente, ampliando seu alcance global.

Números que reforçam a estratégia

Os valores arrecadados em 2025 colocam o São Paulo entre os clubes brasileiros que mais lucraram com a base. A estratégia de Cotia, aliada a uma gestão focada em negociações internacionais, permitiu ao clube superar a marca de R$ 200 milhões em uma única temporada.

  • Total arrecadado: Cerca de R$ 229,3 milhões, com potencial de aumento por bônus.
  • Principal destino: Europa, com destaque para Ucrânia, Rússia e Portugal.
  • Jogadores negociados: Sete, com idades entre 16 e 21 anos.
  • Percentuais retidos: Clube mantém frações de direitos em quase todas as vendas.

Esses números reforçam a importância do trabalho de base para a sustentabilidade financeira do clube, especialmente em um cenário de dificuldades econômicas enfrentadas por muitos times brasileiros. O São Paulo, com sua abordagem, demonstra que é possível aliar formação de atletas a resultados financeiros expressivos.

Futuro promissor para o Tricolor

O sucesso das negociações em 2025 não é um fato isolado. O São Paulo já havia se destacado em anos anteriores com a venda de jogadores como Antony, vendido ao Ajax por cerca de R$ 100 milhões em 2020, e David Neres, negociado por valores semelhantes. A temporada atual, no entanto, estabelece um novo patamar, com um volume de vendas que reflete a consolidação do clube como exportador de talentos.

A diretoria planeja reinvestir parte dos lucros em melhorias no centro de treinamento de Cotia e na contratação de reforços para o elenco principal. Além disso, o clube mantém uma postura ativa no mercado, buscando novos talentos em outras regiões do Brasil e até da América do Sul.

  • Investimentos planejados: Melhorias em infraestrutura e captação de jovens.
  • Reposição no elenco: Contratações como Rigoni e Tapia visam manter competitividade.
  • Visão de mercado: Foco em ligas emergentes, como as do leste europeu.

O São Paulo, com sua estratégia, não apenas garante recursos financeiros, mas também reforça sua marca como um dos principais formadores de jogadores do futebol mundial. A temporada de 2025 é um marco que pode definir o futuro do clube tanto dentro quanto fora de campo.

To Top