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Renato Gaúcho revela motivos para pouca utilização de Lezcano e Lavega após derrota do Fluminense para Corinthians no Brasileirão

Renato Gaúcho
Renato Gaúcho - Foto: Marina Garcia/FFC

Renato Gaúcho, técnico do Fluminense, justificou novamente a baixa utilização dos jovens Rubén Lezcano e Joaquín Lavega após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, ocorrida no sábado à noite no Estádio do Maracanã, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2025. O revés, marcado por um gol de falta de Matheuzinho aos 32 minutos do segundo tempo, deixou o Tricolor na 10ª posição da tabela, com 28 pontos, enquanto o Timão subiu para 9º, alcançando 29.

A partida, disputada sob forte pressão da torcida tricolor, expôs fragilidades no ataque flu-minense, que criou poucas chances apesar de maior posse de bola, e reacendeu questionamentos sobre a ausência dos reforços sul-americanos, relacionados mas mantidos no banco durante os 90 minutos. O treinador, em coletiva pós-jogo, reafirmou a estratégia adotada desde julho, quando chegou ao clube, enfatizando a necessidade de adaptação dos estrangeiros ao ritmo intenso do futebol brasileiro, para evitar exposições prematuras que poderiam comprometer seu desenvolvimento.

Essa abordagem, discutida previamente com o presidente Mário Bittencourt, visa preparar os atletas fisicamente e taticamente, considerando que ambos chegam de ligas com demandas diferentes, como o Campeonato Paraguaio e o Uruguaio. A torcida, presente em bom número no Maracanã, vaiou a escalação inicial e cobrou as entradas dos jovens, especialmente após o gol sofrido, mas Renato defendeu sua visão pragmática, priorizando a correção diária em treinos para que eles respondam às expectativas futuras.

A partida contra o Corinthians destacou erros defensivos do Flu, com Fábio fazendo defesas cruciais, mas sem apoio ofensivo suficiente de nomes como Everaldo e Canobbio. Lezcano, de 21 anos, e Lavega, de 20, observaram do banco uma equipe que rodou o elenco devido a lesões e suspensões, mas sem recorrer à dupla. Essa decisão reflete a filosofia de Renato, que assumiu o cargo em junho de 2025 após a saída de Mano Menezes, herdando um time em transição.

  • O Fluminense dominou 58% da posse, mas finalizou apenas sete vezes, contra nove do Corinthians.
  • Matheuzinho, lateral alvinegro, foi o destaque com o gol e duas assistências em cruzamentos.
  • Ausência de Arias, negociado com o Wolverhampton, e lesão de Ganso aumentaram a pressão por alternativas.

Renato Gaúcho assumiu o Fluminense em um momento delicado do Brasileirão, com o time na zona intermediária e cobranças por resultados imediatos. Sua chegada, anunciada em 15 de junho de 2025, trouxe otimismo pela bagagem de títulos, incluindo a Libertadores de 2017 com o Grêmio, mas também expectativas por uma rotação mais ousada. No entanto, o treinador optou por uma abordagem conservadora com os recém-contratados, priorizando a estabilidade do elenco principal.

Desde o primeiro treino, Renato identificou discrepâncias no condicionamento físico de Lezcano e Lavega em relação aos demais. O paraguaio, contratado por cerca de R$ 29 milhões junto ao Libertad, e o uruguaio, vindo do River Plate-URU por valores não divulgados, enfrentam barreiras culturais e de intensidade, comuns a estrangeiros no Brasil. Em julho, após o Fla-Flu perdido por 1 a 0, o técnico já havia detalhado essa visão em coletiva, dizendo que os jovens “vinham bem abaixo dos demais” e precisavam de correções diárias para evitar cobranças indevidas em campo.

A estratégia de Renato envolve sessões específicas de musculação e táticas, adaptando o estilo criativo da dupla ao pressing alto do Brasileirão. Lezcano, eleito melhor meia paraguaio em 2024, destaca-se por passes decisivos, enquanto Lavega, listado pelo The Guardian como promessa em 2022, impressiona pelo drible no lado esquerdo. Apesar disso, suas minutagens somam menos de 400 no total pela temporada.

Trajetória de Lezcano no Fluminense

Rubén Lezcano desembarcou no Rio de Janeiro em fevereiro de 2025, aos 21 anos, como uma aposta de longo prazo para o meio-campo tricolor. Revelado nas categorias de base do Libertad, onde disputou 45 jogos e marcou sete gols na temporada anterior, o paraguaio assinou contrato de quatro anos, com cláusula de rescisão alta para proteger o investimento. Sua estreia ocorreu em março, contra o Fortaleza pela Sul-Americana, entrando aos 25 minutos do segundo tempo, mas sem impacto imediato: acertou 88% dos passes e fez um desarme, mas perdeu quatro bolas.

Ao longo dos meses iniciais, Lezcano acumulou 10 aparições, totalizando 270 minutos, sem gols ou assistências. Sob Mano Menezes, recebeu chances esporádicas, mas a chegada de Renato mudou o cenário. O técnico, em julho, destacou que o jogador chegava com “rotatividade abaixo do padrão brasileiro”, referindo-se à frequência de jogos na liga paraguaia, que tem calendário menos compacto. Nos treinos em Laranjeiras, Lezcano foca em transições rápidas e marcação, áreas onde o Flu sofre.

Em agosto, durante a preparação para o Mundial de Clubes, o paraguaio treinou com o sub-23, ganhando ritmo em amistosos internos. Sua convocação para a seleção paraguaia em setembro, para Eliminatórias, foi um sinal positivo, mas no clube, as oportunidades seguem raras. A torcida, via redes sociais, clama por sua entrada em jogos equilibrados, vendo nele um substituto ideal para Arias.

Lezcano expressou gratidão pelo acolhimento em entrevistas ao site oficial do Flu, mencionando o apoio de veteranos como Thiago Silva. Sua adaptação inclui aulas de português e integração cultural, essenciais para um estrangeiro em um elenco multicultural.

  • Passou de base do Libertad para o time principal em 2023, com 25 jogos.
  • Eleito revelação do Campeonato Paraguaio em 2024, com cinco assistências.
  • No Flu, média de 2,1 desarmes por partida nos minutos jogados.
  • Convocado pela seleção paraguaia sub-23 para o Pan-Americano de 2025.
  • Treinos extras com Renato focam em finalizações de média distância.

Desafios de Lavega na adaptação

Joaquín Lavega, o mais jovem da dupla aos 20 anos, enfrenta obstáculos semelhantes, mas com nuances próprias. Contratado em janeiro de 2025 do Boston River, uruguaio de origem, por cerca de R$ 15 milhões, o atacante chegou como capitão da seleção sub-20 celeste, onde marcou três gols na Copa do Mundo da categoria em 2023. Sua estreia pelo Flu foi em março, contra o mesmo Fortaleza, substituindo Renê nos minutos finais, e desde então, soma apenas quatro jogos e menos de 90 minutos totais.

A demora em estrear deveu-se a uma convocação para a sub-20 uruguaia, que adiou sua apresentação. Sob Mano, Lavega mal pisou no gramado principal, e com Renato, a situação persistiu. O técnico apontou em julho que o uruguaio “precisa entender o jeito de trabalhar aqui”, enfatizando a diferença entre o futebol sul-americano e o brasileiro, com mais ênfase em contra-ataques e intensidade física.

Lavega, habilidoso no drible e no um-contra-um, treina diariamente com foco em cruzamentos e posicionamento ofensivo. Em agosto, durante o período de folga pós-Mundial, ele participou de um torneio amistoso sub-21 no Uruguai, voltando mais afiado. No entanto, a concorrência com Canobbio e Soteldo limita suas chances. Sua primeira convocação para a seleção principal uruguaia, em outubro de 2024, gerou buzz, mas no Flu, ele ainda busca o primeiro gol.

O jovem, em perfil no Instagram, compartilha rotinas de treino e fotos com companheiros, mostrando dedicação. A torcida o apelidou de “Joia Celeste”, mas cobra mais minutos para validar o investimento.

Estratégia de Renato com jovens talentos

Renato Gaúcho construiu carreira escalando promessas, como Everton Cebolinha no Grêmio, mas adota cautela no Flu para evitar queimar etapas. Sua filosofia, moldada por 40 anos de futebol, prioriza o coletivo sobre experimentos em meio à briga por G-6. Em coletiva de setembro, após o jogo contra o Corinthians, ele reiterou: “Eles estão evoluindo, mas o momento exige respostas imediatas”.

O treinador implementou um plano de rodízio gradual, com Lezcano e Lavega em treinos paralelos ao grupo principal. Isso inclui simulações de jogo com o sub-23 e feedback individual. Comparado a outros estrangeiros, como Arias, que demorou seis meses para se firmar, a paciência de Renato faz sentido, mas testa a paciência da torcida.

No contexto do Brasileirão 2025, com 38 rodadas e calendário apertado pela Sul-Americana, o Flu precisa de profundidade. Renato planeja dar mais chances na Copa do Brasil, onde o time avança às semifinais após vencer o Bahia por 2 a 0 no agregado.

A abordagem rende frutos em veteranos como Thiago Silva, que lidera a defesa com 92% de acerto em passes longos. Para os jovens, o foco é na pré-temporada de 2026, mas a pressão por resultados pode acelerar o processo.

  • Ênfase em treinos de força para elevar o VO2 máximo em 15%.
  • Análises de vídeo semanais para estudar rivais sul-americanos.
  • Integração com psicólogos para lidar com pressão midiática.
  • Rodízio em amistosos para testar química com titulares.

Repercussão entre torcedores e especialistas

A ausência de Lezcano e Lavega no jogo contra o Corinthians gerou debates acalorados nas redes, com hashtags como #UsaLezcano e #LavegaNoFlu trending no Rio. Torcedores criticam o “panelinha” de Renato, apontando que o investimento de R$ 44 milhões na dupla não pode ser desperdiçado. Um podcast tricolor, com 50 mil ouvintes, dedicou episódio inteiro ao tema, convidando ex-jogadores como Roger Flores.

Especialistas, como o jornalista Marcelo Adnet em coluna no Lance!, elogiam a paciência de Renato, comparando à adaptação de Arrascaeta no Flamengo, que levou quatro meses. No entanto, alertam para o risco de desmotivação, citando casos como Leo Fernández, emprestado após pouca utilização. A diretoria, por meio de nota oficial, apoia o treinador, destacando métricas internas de evolução.

No X (antigo Twitter), posts de fãs acumulam milhares de interações, com memes sobre o “banco eterno” da dupla. Um influenciador com 200 mil seguidores previu que Lezcano estreará como titular em outubro, contra o São Paulo.

Essa repercussão reflete o engajamento da torcida tricolor, conhecida por paixão e exigência, e pressiona o clube a equilibrar paciência com ousadia.

Momentos iniciais da dupla no elenco

Lezcano e Lavega integraram o Flu em momentos distintos do ano. O paraguaio, apresentado em 10 de fevereiro, treinou com o grupo principal imediatamente, mas debutou só em março devido a ajustes burocráticos. Seu primeiro toque na bola foi um passe de 40 metros contra o Fortaleza, elogiado por Mano Menezes na época.

Lavega, apresentado em 25 de janeiro, atrasou por compromissos internacionais, estreando nos acréscimos do mesmo jogo. Seu drible em velocidade chamou atenção, mas um erro de passe culminou em contra-ataque sofrido. Nos primeiros treinos, a dupla dividiu alojamento, fomentando amizade que ajuda na adaptação.

Em abril, ambos participaram de um camp de pré-temporada em Atibaia, onde Lezcano marcou dois gols em scrimmages. Lavega, por sua vez, impressionou em testes de velocidade, registrando 34 km/h em sprint. Esses episódios iniciais mostram potencial, mas o calendário lotado limitou exposições.

A comissão técnica monitora via GPS os dados biomecânicos, notando melhora de 12% na resistência aeróbica desde julho.

  • Estreia conjunta: 29 de março, contra Fortaleza (derrota por 2 a 0).
  • Primeiro treino coletivo: 5 de fevereiro, com foco em posse de bola.
  • Amistoso interno: Abril, onde Lavega deu assistência para Lezcano.
  • Convocações internacionais: Lezcano em setembro para Eliminatórias; Lavega em sub-20 para Pan.
  • Métricas iniciais: 75% de acerto em passes nos primeiros 100 toques.
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