Emmy 2025 consagra Owen Cooper como o mais jovem vencedor da história, aos 15 anos, e traz discursos políticos marcantes sobre a Palestina, com Javier Bardem e Hannah Einbinder em destaque. Realizado no último domingo, em Los Angeles, o evento também surpreendeu com Stephen Colbert premiado por talk show, mesmo com programa cancelado, Sterling K. Brown enfrentando um pé quebrado e Jenna Ortega brilhando com um look ousado. A premiação, transmitida pela CBS, celebrou séries como “Adolescência” e “The Pitt”, mas foi além do entretenimento, com mensagens políticas e momentos únicos que capturaram a atenção global. A noite reforçou o papel do Emmy como palco de talento e ativismo.
A cerimônia, realizada no Peacock Theater, reuniu grandes nomes da televisão americana, mas foi o jovem Owen Cooper, astro de “Adolescência”, que roubou os holofotes. Ele venceu como melhor ator coadjuvante em minissérie, superando veteranos como Javier Bardem e Peter Sarsgaard. Além disso, questões globais, como a guerra em Gaza, ganharam espaço com discursos contundentes. Abaixo, detalhes dos principais momentos que marcaram a noite.
- Momentos históricos: Owen Cooper, de 15 anos, tornou-se o mais jovem vencedor do Emmy.
- Ativismo no palco: Discursos e símbolos pró-Palestina foram destaque entre os artistas.
- Surpresas: Stephen Colbert venceu, mesmo com o cancelamento de seu programa.
- Moda e superação: Jenna Ortega impressionou, e Sterling K. Brown compareceu lesionado.
Jovem talento em destaque
Owen Cooper, com apenas 15 anos, fez história ao conquistar o Emmy de melhor ator coadjuvante em minissérie por sua atuação em “Adolescência”, produção da Netflix que dominou as conversas em 2025. No palco, ele expressou surpresa e gratidão, lembrando que começou no teatro há poucos anos e nunca imaginou estar nos Estados Unidos, quanto mais recebendo um prêmio tão prestigioso. Sua vitória contra nomes consolidados, como Javier Bardem, Bill Camp e Rob Delaney, marcou um momento de renovação na indústria televisiva. Nos bastidores, Cooper posou com os pais, visivelmente emocionado, enquanto redes sociais o celebravam como um símbolo de nova geração.
A minissérie “Adolescência” foi um dos grandes destaques da noite, conquistando corações com sua narrativa sensível e atuações marcantes. A vitória de Cooper reforça a tendência de produções que apostam em talentos jovens, algo que a Netflix tem explorado com sucesso. O ator, em sua primeira grande atuação, demonstrou versatilidade e carisma, consolidando-se como um nome a ser observado nos próximos anos.
- Primeiro papel: Cooper estreou em “Adolescência”, sem experiência prévia em grandes produções.
- Superação de gigantes: Venceu veteranos como Javier Bardem e Peter Sarsgaard.
- Impacto cultural: A minissérie foi um dos maiores sucessos da Netflix em 2025.
- Reação do público: Fãs nas redes sociais elogiaram a autenticidade do jovem ator.
Protestos pela Palestina no centro do palco
A guerra em Gaza foi um tema recorrente na premiação, com artistas usando o palco para manifestações políticas. Hannah Einbinder, vencedora de melhor atriz coadjuvante em comédia por “Hacks”, fez um discurso direto, criticando políticas de imigração americanas e defendendo a causa palestina com a frase “Palestina livre”. Seu pronunciamento, embora polêmico, foi aplaudido por parte da plateia e gerou debates intensos nas redes sociais.
Javier Bardem, indicado por “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais”, também trouxe visibilidade à causa ao usar um keffiyeh, lenço tradicional árabe, e condenar o que classificou como “genocídio em Gaza” em entrevista à Variety. Ele defendeu um boicote a empresas que apoiam Israel, reforçando sua posição como ativista. Esses momentos destacaram o Emmy 2025 como uma plataforma não apenas de entretenimento, mas também de expressão política, refletindo tensões globais.
- Símbolos visíveis: O keffiyeh de Bardem foi um gesto marcante no tapete vermelho.
- Discursos diretos: Einbinder criticou o ICE e defendeu a Palestina em seu speech.
- Repercussão: Os pronunciamentos dividiram opiniões nas redes sociais.
Ironia e resiliência na premiação
Stephen Colbert, apresentador do “The Late Show With Stephen Colbert”, viveu um momento agridoce ao vencer o Emmy de melhor talk show. O programa, no entanto, não terá continuidade, já que a CBS, emissora responsável pela transmissão do Emmy, não renovou seu contrato, com término previsto para maio de 2026. Colbert ironizou a situação ao abrir a cerimônia com a pergunta “tem alguém aí contratando?” e, ao receber o prêmio, fez um discurso patriótico, pedindo força e coragem ao público.
Outro destaque foi Sterling K. Brown, que, mesmo com o pé quebrado, marcou presença para representar “Paradise”. Apesar de não vencer a categoria de melhor ator, que ficou com Noah Wyle, de “The Pitt”, Brown demonstrou profissionalismo ao comparecer com seus colegas de elenco, Julianne Nicholson e James Marsden. Sua determinação foi amplamente comentada, reforçando sua imagem de dedicação à arte.

- Ironia do destino: Colbert venceu mesmo com o cancelamento de seu programa.
- Superação física: Brown compareceu lesionado, mostrando compromisso com a série.
- Discurso marcante: Colbert emocionou ao falar sobre amor pelo país.
Moda que parou o evento
Jenna Ortega, conhecida por seu papel como Wandinha na série homônima da Netflix, foi um dos grandes destaques do tapete vermelho. Seu look, um top de pedrarias comparado ao usado por Isabella Rossellini em “A Morte lhe Cai Bem”, atraiu olhares e elogios. Ao subir ao palco com Catherine Zeta-Jones, que interpreta Mortícia Addams, Ortega reforçou sua posição como ícone de estilo e uma das jovens estrelas mais promissoras de Hollywood.
A escolha de Ortega reflete a crescente influência da moda nas premiações, onde o tapete vermelho se torna quase tão importante quanto os prêmios. Sua ousadia foi celebrada por críticos de moda, que destacaram a referência cinematográfica como um toque de sofisticação e criatividade. A presença dela ao lado de Zeta-Jones também simbolizou a conexão entre gerações de atrizes talentosas.
- Referência cinematográfica: O look de Ortega remeteu a um clássico dos anos 1990.
- Impacto visual: O top de pedrarias foi um dos mais comentados da noite.
- Dupla icônica: A parceria com Zeta-Jones destacou o elenco de “Wandinha”.
- Influência cultural: Ortega consolida-se como referência de moda jovem.
Séries que dominaram a noite
Além dos momentos individuais, o Emmy 2025 consagrou produções que marcaram o ano. “Adolescência” foi um dos grandes vencedores, com sua narrativa envolvente e o talento de Owen Cooper. “The Pitt”, estrelada por Noah Wyle, também saiu vitoriosa, consolidando-se como uma das séries mais aclamadas do ano. Já “O estúdio” surpreendeu ao levar prêmios técnicos e reforçar a força das produções independentes.
A premiação destacou a diversidade de gêneros televisivos, com comédias, dramas e minisséries dividindo os holofotes. A Netflix, mais uma vez, mostrou sua dominância, com “Adolescência” e “Wandinha” entre os destaques. A noite também evidenciou o poder das plataformas de streaming em moldar o futuro da televisão, com produções que misturam narrativas inovadoras e mensagens sociais.
- Principais vencedores: “Adolescência”, “The Pitt” e “O estúdio” foram destaques.
- Domínio do streaming: Netflix liderou com produções aclamadas.
- Diversidade de gêneros: Comédias, dramas e minisséries dividiram prêmios.
- Narrativas sociais: Séries abordaram temas como adolescência e saúde pública.