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Calor intenso atinge Brasil com temperaturas acima de 40 °C na reta final do inverno

40 graus Celsius na cidade
40 graus Celsius na cidade - Foto: FotografiaBasica/istock 40 graus Celsius na cidade - Foto: FotografiaBasica/istock

A última semana do inverno de 2025 será marcada por uma onda de calor que promete elevar as temperaturas em grande parte do Brasil, afetando do Rio Grande do Sul ao sul do Maranhão. A partir de quinta-feira (19), cidades do Centro-Oeste e do interior de São Paulo devem registrar máximas acima de 40 °C, com umidade relativa baixa e sem previsão de alívio imediato. O fenômeno, causado por uma massa de ar quente e seco, é agravado pela transição climática para a primavera, segundo meteorologistas. A população enfrenta desafios para lidar com o calor extremo, enquanto chuvas esparsas trazem alívio apenas em áreas específicas.

A previsão indica que o calor será mais intenso em regiões do interior, com condições que favorecem desconforto térmico. Enquanto isso, áreas litorâneas podem contar com pancadas rápidas de chuva e ventilação oceânica, que suavizam as temperaturas. O evento climático reflete um padrão de extremos cada vez mais comum, com oscilações bruscas entre calor intenso e quedas de temperatura na primavera.

  • Regiões afetadas: Centro-Oeste, Sudeste, Sul, Norte e parte do Nordeste.
  • Duração prevista: Pelo menos cinco dias a partir de quinta-feira (19).
  • Temperaturas esperadas: Máximas acima de 40 °C no Centro-Oeste e interior de SP.
  • Impactos principais: Baixa umidade, desconforto térmico e aumento no consumo de energia.

Como a onda de calor se forma

A formação da onda de calor está associada a uma massa de ar quente e seco que se posiciona sobre o continente, combinada com a circulação atmosférica típica do período de transição entre inverno e primavera. Esse cenário impede a entrada de frentes frias em várias regiões, prolongando as altas temperaturas. No Centro-Oeste, por exemplo, a ausência de nuvens e a baixa umidade relativa intensificam a sensação de calor. Em cidades como Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS), os termômetros já registram altas temperaturas desde o início da semana, com máximas previstas para superar 40 °C a partir de quinta-feira.

O fenômeno é definido pelos meteorologistas como uma onda de calor quando as temperaturas ficam pelo menos 5 °C acima da média por cinco dias consecutivos ou mais. Esse padrão, segundo especialistas, tem se tornado mais frequente devido às mudanças climáticas, que amplificam eventos extremos. No interior de São Paulo, a combinação de sol forte e ar seco eleva o risco de problemas de saúde, como desidratação e insolação, especialmente em grupos vulneráveis como idosos e crianças.

  • Fatores climáticos: Massa de ar quente e seco, circulação atmosférica estagnada.
  • Regiões mais afetadas: Centro-Oeste, interior de SP, Triângulo Mineiro.
  • Riscos associados: Desidratação, insolação e aumento de incêndios florestais.
  • Duração média: Cinco a sete dias, com possível alívio no fim de semana.

Impactos regionais do calor intenso

O calor extremo afetará diversas regiões do Brasil de forma distinta. No Centro-Oeste, cidades como Goiânia (GO) e Brasília (DF) terão máximas entre 32 °C e 35 °C, com umidade relativa do ar abaixo de 20% em alguns momentos, o que exige cuidados redobrados com hidratação. Em Cuiabá (MT), as temperaturas já atingem 38 °C nesta terça (16) e devem ultrapassar 40 °C a partir de quinta, mantendo-se elevadas por vários dias. No Sudeste, o interior de São Paulo, o Triângulo Mineiro e o sul de Minas Gerais enfrentarão as condições mais severas, com máximas de até 33 °C na capital paulista na sexta-feira (19).

No Sul, o calor avança entre quarta (17) e quinta (18), especialmente no norte do Paraná e em partes do Rio Grande do Sul, antes da chegada de uma frente fria que pode trazer chuvas no fim de semana. No Norte e Nordeste, o calor será mais intenso no interior, com destaque para Tocantins, oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde as temperaturas podem chegar a 38 °C. Já nas faixas litorâneas, como em Salvador (BA) e Recife (PE), pancadas de chuva rápidas e a ventilação oceânica ajudam a manter as temperaturas entre 27 °C e 31 °C.

  • Centro-Oeste: Máximas acima de 40 °C, umidade baixa.
  • Sudeste: Interior de SP e MG com calor intenso; litoral com chuvas esparsas.
  • Sul: Calor até quinta, seguido de chuva no fim de semana.
  • Norte e Nordeste: Calor no interior; litoral com chuvas rápidas.

Previsão para as capitais brasileiras

A onda de calor impactará as capitais brasileiras de forma variada, com algumas registrando temperaturas significativamente acima da média. Em São Paulo (SP), os termômetros podem chegar a 33 °C na sexta-feira, enquanto Belo Horizonte (MG) terá máximas entre 29 °C e 31 °C ao longo da semana. No Rio de Janeiro (RJ), o calor retorna com força na sexta, alcançando 31 °C após dias de chuva passageira. Em Brasília (DF), as temperaturas oscilam entre 32 °C e 35 °C, com baixa umidade relativa, o que aumenta o desconforto térmico.

No Norte, Manaus (AM) registra 33 °C nesta terça (16), com chuvas voltando a partir de quarta (17). No Nordeste, Teresina (PI) enfrenta calor extremo, com máximas de 37 °C a 38 °C, enquanto cidades litorâneas como Natal (RN) e Fortaleza (CE) mantêm temperaturas entre 28 °C e 31 °C, beneficiadas pela ventilação oceânica. No Sul, Porto Alegre (RS) terá calor até quinta, com chuvas retornando na sexta (19), o que pode aliviar as temperaturas elevadas.

  • São Paulo (SP): 33 °C na sexta, calor intenso no interior.
  • Rio de Janeiro (RJ): 31 °C na sexta, após chuvas esparsas.
  • Belo Horizonte (MG): 29 °C a 31 °C, com pancadas no fim do dia.
  • Brasília (DF): 32 °C a 35 °C, umidade baixa.
  • Teresina (PI): 37 °C a 38 °C, calor extremo no interior.

Cuidados para enfrentar o calor

O calor intenso exige atenção especial para evitar problemas de saúde e garantir o bem-estar. A baixa umidade relativa do ar, especialmente no Centro-Oeste e no interior do Sudeste, aumenta o risco de desidratação e problemas respiratórios. Especialistas recomendam medidas simples, mas eficazes, para lidar com as altas temperaturas. Além disso, o aumento no consumo de energia elétrica, devido ao uso de ar-condicionado e ventiladores, pode sobrecarregar o sistema energético em algumas regiões.

A onda de calor também eleva o risco de incêndios florestais, especialmente em áreas já afetadas pela seca, como o interior do Nordeste e o Centro-Oeste. Autoridades alertam para a importância de evitar queimadas e monitorar as condições climáticas. Em áreas urbanas, a população deve redobrar os cuidados com a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol, principalmente entre 10h e 16h.

  • Hidratação: Beba pelo menos 2 litros de água por dia, mesmo sem sede.
  • Proteção solar: Use protetor solar e evite exposição ao sol no período mais quente.
  • Roupas leves: Prefira tecidos claros e confortáveis para reduzir o calor.
  • Ambientes frescos: Mantenha janelas abertas e use ventiladores ou ar-condicionado.
  • Atenção à saúde: Idosos e crianças devem evitar atividades físicas intensas ao ar livre.

O que esperar da primavera

A chegada da primavera, marcada oficialmente para 22 de setembro, trará um padrão climático de maior variabilidade. As ondas de calor, como a prevista para esta semana, serão mais frequentes, alternando com períodos de chuvas intensas e quedas bruscas de temperatura. Esse cenário é típico da estação, que combina massas de ar quente com a passagem de frentes frias, especialmente no Sul e Sudeste. No Centro-Oeste, a umidade deve aumentar gradualmente com o início da temporada de chuvas, mas o calor intenso ainda predominará nas próximas semanas.

No Norte e Nordeste, a primavera intensifica as chuvas em algumas áreas, enquanto o interior continuará enfrentando temperaturas elevadas. Meteorologistas destacam que as mudanças climáticas têm ampliado a frequência e a intensidade desses eventos extremos, o que exige maior preparação das cidades e da população. A transição para a primavera também pode trazer temporais mais volumosos, especialmente a partir da próxima semana, com potencial para alagamentos em áreas urbanas.

  • Tendência climática: Oscilações entre calor intenso e chuvas fortes.
  • Regiões críticas: Sul e Sudeste com maior variabilidade climática.
  • Impactos esperados: Risco de temporais e alagamentos a partir da próxima semana.
  • Mudanças climáticas: Eventos extremos mais frequentes e intensos.
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