No próximo dia 21 de setembro, o céu será palco de um espetáculo astronômico: o segundo e último eclipse solar de 2025. O fenômeno, que ocorre a partir das 14h30 (horário de Brasília), alcançará seu ápice às 16h40, conforme dados do portal Time and Date. Embora o Brasil não esteja na rota de visibilidade, o evento poderá ser acompanhado por transmissões ao vivo em plataformas como YouTube, permitindo que entusiastas e curiosos se conectem a esse momento único. O eclipse, de natureza parcial, será visível a olho nu apenas em áreas restritas, como partes da Antártica, Nova Zelândia, Austrália e ilhas do Pacífico Sul, alcançando apenas 0,2% da população mundial.
Este fenômeno desperta interesse não só pela beleza, mas também pela ciência por trás dele. Um eclipse solar parcial acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, cobrindo apenas uma fração do disco solar. Diferente de um eclipse total, que escurece o céu por minutos, o parcial mantém a luz solar intensa, exigindo cuidados especiais para observação. A seguir, exploramos os detalhes do evento, formas de acompanhar e medidas de segurança.
O que torna o eclipse de 21 de setembro especial
O eclipse solar parcial de 21 de setembro é um evento astronômico que, apesar de não ser visível no Brasil, atrai atenção global devido à sua raridade em certas regiões. A sombra da Lua cobrirá parcialmente o Sol, criando a ilusão de um “mordisco” no astro, um efeito que fascina observadores. Segundo a Nasa, eclipses parciais ocorrem ao menos duas vezes por ano em algum ponto do planeta, mas a visibilidade é limitada a áreas específicas.
Este evento, em particular, destaca-se por sua ocorrência em regiões remotas, como a Antártica e ilhas do Pacífico Sul. A duração total do eclipse será de cerca de duas horas, com o momento de maior cobertura às 16h40. Para quem planeja acompanhar, plataformas de streaming oferecerão imagens em tempo real, captadas por telescópios em locais estratégicos.
- Regiões de visibilidade: Antártica, Nova Zelândia, Austrália e ilhas do Pacífico Sul.
- Horário de início: 14h30 (horário de Brasília).
- Momento de pico: 16h40, com maior cobertura do Sol.
- Duração aproximada: Duas horas, variando por localidade.
Como assistir ao eclipse com segurança
A observação de um eclipse solar exige cuidados rigorosos para proteger a visão. Olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse parcial, pode causar danos irreversíveis aos olhos, como queimaduras na retina. Especialistas recomendam o uso de óculos de proteção certificados ou métodos indiretos, como a projeção de imagens.
Para quem está fora das áreas de visibilidade, como no Brasil, a melhor opção é acompanhar as transmissões ao vivo. Canais no YouTube, como os da Nasa e de observatórios astronômicos, oferecerão cobertura completa. Além disso, sites especializados, como o Time and Date, disponibilizam ferramentas interativas para simular a visão do eclipse em diferentes localidades.
- Use óculos de eclipse certificados (padrão ISO 12312-2).
- Evite olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada.
- Acompanhe por transmissões ao vivo em plataformas confiáveis.
- Consulte sites especializados para mapas e horários precisos.
Por que o Brasil não verá o eclipse
O eclipse de 21 de setembro não será visível no Brasil devido à posição geográfica do país em relação à trajetória da sombra lunar. A faixa de visibilidade abrange apenas o hemisfério sul em latitudes extremas, como a Antártica e partes da Oceania. Isso ocorre porque a Lua não estará alinhada de forma a projetar sua sombra sobre o território brasileiro.
Apesar disso, o Brasil já teve oportunidades de presenciar eclipses recentes, como o eclipse anular de outubro de 2023, visível em algumas regiões do Norte e Nordeste. Para 2025, o próximo evento astronômico de destaque será um eclipse lunar, previsto para março de 2026, que poderá ser observado em todo o país.
O fenômeno de setembro serve como um lembrete da dinâmica celeste que conecta diferentes partes do planeta. Astrônomos amadores e profissionais no Brasil podem aproveitar as transmissões para estudar o evento e se preparar para futuros eclipses.

Curiosidades sobre eclipses solares
Eclipses solares sempre despertaram fascínio e curiosidade ao longo da história. Eles são fenômenos naturais que ocorrem devido ao alinhamento preciso entre a Terra, a Lua e o Sol. Cada tipo de eclipse – parcial, total ou anular – oferece uma experiência visual única, e o de 21 de setembro não é exceção.
- Eclipses parciais: Ocorrem pelo menos duas vezes ao ano, mas raramente são visíveis em áreas populosas.
- Eclipses totais: Acontecem a cada 18 meses, em média, com visibilidade restrita a uma faixa estreita.
- Proteção ocular: Óculos de eclipse são reutilizáveis, desde que estejam em boas condições.
- Impacto cultural: Em algumas culturas, eclipses eram vistos como presságios ou eventos divinos.
Esses eventos também impulsionam o turismo astronômico. Em regiões como a Nova Zelândia, hotéis e observatórios já se preparam para receber visitantes interessados em presenciar o fenômeno.
Como se preparar para acompanhar o evento
Para aproveitar ao máximo o eclipse solar de 21 de setembro, é essencial planejar com antecedência, especialmente para quem deseja acompanhar online. Verificar a qualidade da conexão à internet e escolher plataformas confiáveis são passos importantes. Além disso, participar de eventos virtuais organizados por instituições científicas pode enriquecer a experiência.
No Brasil, clubes de astronomia e planetários, como o de São Paulo, frequentemente promovem lives e palestras durante eventos celestes. Essas iniciativas oferecem explicações detalhadas sobre o fenômeno, além de imagens de alta qualidade. Para os interessados em aprender mais, aplicativos como Stellarium e SkySafari permitem simular o eclipse e explorar o céu em tempo real.
- Verifique a conexão à internet para transmissões ao vivo.
- Participe de eventos virtuais de planetários ou clubes de astronomia.
- Baixe aplicativos de astronomia para simulações interativas.
- Acompanhe palestras online para entender a ciência por trás do eclipse.
A ciência por trás do fenômeno
Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra sobre a superfície terrestre. No caso de um eclipse parcial, o alinhamento não é perfeito, resultando em uma cobertura incompleta do disco solar. Esse fenômeno é estudado há séculos e continua sendo uma oportunidade para cientistas analisarem a atmosfera solar e os movimentos celestes.
A Nasa utiliza eclipses para coletar dados sobre a coroa solar, a camada externa do Sol, que só é visível durante esses eventos. Além disso, eclipses parciais ajudam a calibrar instrumentos astronômicos e a educar o público sobre a importância da proteção ocular. O evento de 21 de setembro será mais uma chance de avançar no entendimento do sistema solar.
O que esperar de futuros eclipses
Embora o eclipse de 21 de setembro seja o último de 2025, o calendário astronômico reserva outros eventos emocionantes para os próximos anos. Em 2026, um eclipse lunar total será visível no Brasil, prometendo um espetáculo acessível a todos. Já para eclipses solares, o próximo evento significativo no país será em 2028, com um eclipse anular visível em algumas regiões.
Acompanhar esses fenômenos, mesmo à distância, é uma forma de se conectar com o universo. Seja por meio de telescópios, transmissões ao vivo ou aplicativos, o eclipse de setembro reforça a importância de olhar para o céu com curiosidade e respeito.