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Sessão da tarde hoje (19): Filme escolhido para passar na TV Globo “Robin Hood – A Origem” com Taron Egerton e Jamie Foxx

Robin Hood - A Origem - Sessao da tarde.
Robin Hood - A Origem - Sessao da tarde - Foto: reprodução

Flechas cortam o ar em Nottingham enquanto um nobre retorna das Cruzadas para enfrentar a corrupção que devora sua terra natal. A TV Globo escolheu essa trama cheia de reviravoltas para animar a tarde de espectadores fiéis ao horário das 15h40. Robin de Loxley, interpretado por Taron Egerton, descobre que seu castelo foi confiscado e sua amada, Marion, agora está sob o jugo do xerife local. Essa revelação impulsiona uma aliança improvável com um guerreiro mouro chamado Yahya, que se torna Little John ao lado de Jamie Foxx.

A produção de 2018, dirigida por Otto Bathurst, mistura elementos históricos com cenas de ação moderna, destacando o treinamento rigoroso que transforma o protagonista em um arqueiro lendário. O filme, que custou cerca de 100 milhões de dólares, explora temas de injustiça social em uma Inglaterra medieval fictícia, onde impostos exorbitantes esmagam o povo comum. Exibido logo após a edição especial de Terra Nostra, o longa promete duas horas de entretenimento acessível a toda a família, com classificações indicando leve violência e tensão dramática.

  • Robin de Loxley inicia sua jornada nas Cruzadas, deixando para trás uma vida de privilégios.
  • Ao retornar, ele une forças com Little John para desafiar o xerife de Nottingham.
  • Treinamentos intensos de arco e flecha preparam o herói para emboscadas ousadas.
  • A revolta cresce com o apoio de moradores oprimidos na Floresta de Sherwood.

Trajetória do herói nas cruzadas

Robin de Loxley parte para as batalhas santas com o peso de um juramento familiar, mas o que encontra é um mundo de traições e perdas irreparáveis. As sequências iniciais do filme capturam o caos das guerras, com armaduras tilintando sob o sol escaldante da Terra Santa. Taron Egerton, conhecido por papéis em franquias de espionagem, incorpora um guerreiro endurecido que questiona lealdades antigas ao ver aliados caírem em emboscadas. Essa fase da narrativa estabelece o tom de transformação, mostrando como experiências traumáticas forjam o caráter do protagonista.

O retorno à Inglaterra marca um ponto de virada abrupto, onde o contraste entre o exotismo das areias árabes e a opressão cinzenta de Nottingham amplifica o drama pessoal. Marion, vivida por Eve Hewson, filha do lendário Bono do U2, representa não apenas um amor perdido, mas um símbolo de resistência contra a tirania local. Sua personagem evolui de noiva ingênua para aliada estratégica, adicionando camadas emocionais à trama. O diretor optou por filmagens em locações húngaras para recriar a Floresta de Sherwood, com árvores centenárias que conferem autenticidade visual às fugas e confrontos.

Enquanto o xerife, interpretado por Ben Mendelsohn, trama esquemas para enriquecer às custas do rei ausente, Robin inicia um regime de treinamentos clandestinos guiado por Little John. Esses momentos de preparação física destacam a dedicação do elenco, com Egerton passando meses aprimorando técnicas de tiro com arco para cenas que exigem precisão cinematográfica. A química entre os atores principais sustenta o ritmo, evitando que o filme caia em clichês de heróis invencíveis.

Bastidores da produção em detalhes

Otto Bathurst, em sua estreia no cinema após trabalhos em séries britânicas, enfrentou desafios logísticos para equilibrar escala épica com intimidade dramática. As gravações ocorreram em castelos medievais restaurados na Hungria e estúdios em Londres, onde cenógrafos recriaram mercados medievais com mais de 500 extras. O orçamento elevado permitiu efeitos visuais sutis, como flechas traçantes que simulam trajetórias reais, sem recorrer a exageros digitais excessivos. Jamie Foxx, trazendo sua experiência em blockbusters, insistiu em coreografias de luta que misturassem artes marciais com esgrima histórica para autenticidade.

Eve Hewson preparou-se estudando textos sobre mulheres na Idade Média, garantindo que Marion transcendesse o estereótipo de donzela em perigo. Sua performance inclui diálogos afiados que questionam o sistema feudal, adicionando profundidade social à narrativa. Ben Mendelsohn, vilão recorrente em produções aclamadas, adotou um sotaque cockney exagerado para o xerife, inspirado em figuras corruptas da era vitoriana, o que torna o antagonista memoravelmente odioso. Jamie Dornan, de origem irlandesa, completa o elenco como o conde de Loxley, mentor inicial de Robin, em cenas que exploram laços de honra e traição.

  • Treinamento de Taron Egerton incluiu sessões diárias de seis horas com instrutores de arco olímpico.
  • Jamie Foxx contribuiu com ideias para cenas de duelo que incorporam elementos de boxe moderno.
  • Filmagens noturnas na floresta demandaram geradores extras para iluminação naturalista.
  • Figurinos misturaram couro autêntico com tecidos resistentes para conforto dos atores em longas tomadas.

Cenas de ação que definem o ritmo

As sequências de batalha no filme pulsam com energia, começando com um confronto inicial nas Cruzadas que estabelece o calibre das coreografias. Cavalos galopam por ruas estreitas de Nottingham em perseguições que lembram táticas de guerrilha, com flechas chovendo de ângulos imprevisíveis. O design de som amplifica o impacto, com cordas de arco ecoando como tiros, imersão que o público da Sessão da Tarde sentirá em casa. Essas partes ocupam cerca de 40 minutos do runtime, intercaladas com pausas para desenvolvimento de personagens, mantendo o equilíbrio entre espetáculo e substância.

Little John emerge como co-protagonista nessas cenas, usando sua força bruta para complementar a precisão de Robin, em duplas que exigiram meses de ensaios para sincronia perfeita. A câmera de Bathurst emprega ângulos dinâmicos, alternando entre planos abertos que capturam o caos coletivo e closes intensos nos rostos suados dos combatentes. Essa abordagem eleva o filme além de mera ação, incorporando tensão psicológica quando Robin hesita em seu primeiro roubo aos cofres reais.

O clímax na ponte de Nottingham une todos os fios narrativos, com uma emboscada que testa lealdades e revela segredos do xerife. Aqui, o elenco secundário brilha, com Tim Minchin como Frei Tuck fornecendo alívio cômico em meio ao frenesi, enquanto Paul Anderson como o guarda-costas do vilão adiciona brutalidade física aos embates. A edição rápida mantém o pulso acelerado, garantindo que espectadores de todas as idades permaneçam engajados sem sobrecarga sensorial.

Elenco estelar e suas inspirações

Taron Egerton assumiu o manto de Robin com referências a arqueiros históricos, estudando competições medievais para infundir realismo em seus movimentos. Sua ascensão rápida no cinema, de musicais como Sing a blockbusters, reflete a versatilidade que Bathurst buscava para um herói multifacetado. Jamie Foxx, por sua vez, viu em Little John uma oportunidade de explorar narrativas de alianças inter-culturais, inspirado em figuras muçulmanas reais das Cruzadas que influenciaram a Europa. Sua performance carrega peso emocional, especialmente em monólogos sobre perda e redenção.

Eve Hewson trouxe frescor ao papel de Marion, consultando historiadoras para retratar uma mulher ativa na resistência camponesa, longe das versões passivas do passado. Ben Mendelsohn, mestre em antagonistas ambíguos, modelou o xerife em burocratas corruptos de romances dickensianos, adicionando camadas de cinismo ao personagem. Jamie Dornan, conhecido por dramas intensos, infundiu o conde com uma melancolia estoica, contrastando com a vitalidade jovem de Robin.

  • Taron Egerton: Inspirou-se em Errol Flynn para o carisma aventureiro do herói clássico.
  • Jamie Foxx: Enfatizou laços de irmandade forjados em campos de batalha distantes.
  • Eve Hewson: Desenvolveu Marion como estrategista, com diálogos que impulsionam a trama.
  • Ben Mendelsohn: Criou um vilão calculista, misturando humor negro com ameaça constante.

Versões clássicas que pavimentaram o caminho

A lenda de Robin Hood remonta a baladas do século XIV, mas o cinema a eternizou desde os anos 1920, com adaptações que variam de comédias animadas a épicos sombrios. Douglas Fairbanks trouxe leveza acrobática em 1922, pulando por vinhedos em uma era de silêncio que priorizava expressões faciais exageradas. Errol Flynn, em 1938, definiu o arquétipo romântico, com duelos espadachins sob direction de Michael Curtiz que influenciaram gerações de blockbusters.

Kevin Costner revitalizou o mito nos anos 1990, em O Príncipe dos Ladrões, com Alan Rickman como um xerife caricatural que rouba cenas com monólogos teatrais. Russell Crowe, em 2010 sob Ridley Scott, optou por tons realistas, focando nas origens políticas da revolta contra o rei João. Essas iterações coletaram bilhões em bilheteria global, provando a durabilidade do arquétipo do justiceiro popular. A versão de 2018, ao modernizar elementos como armaduras high-tech, dialoga com essa linhagem, atualizando o herói para audiências contemporâneas.

Animações da Disney, como a de 1973 com personagens antropomórficos, introduziram o conto a crianças, com canções memoráveis que ecoam até hoje. Cary Elwes, em 1993, parodiou o gênero em Robin Hood: O Herói Nada Tem de Perfeito, satirizando tropos como o triângulo amoroso com Maid Marian. Cada era reinterpreta o cerne da história – roubar dos opressores para empoderar os fracos – adaptando-o a contextos sociais vigentes.

Elementos visuais que cativam o olhar

A fotografia de Robin Hood – A Origem usa paletas terrosas para evocar a sujeira da opressão, contrastando com tons dourados nas cenas de Sherwood que simbolizam esperança renovada. O diretor de fotografia, John Mathieson, conhecido por trabalhos com Scott, empregou lentes anamórficas para distorções dramáticas em perseguições, ampliando a sensação de urgência. Figurinos, desenhados por Julian Day, fundem lãs autênticas com couros reforçados, permitindo mobilidade nos atores durante filmagens extenuantes.

Os cenários digitais recriam uma Nottingham fortificada, com muralhas que se erguem como prisões modernas, enquanto a Floresta de Sherwood surge como labirinto vivo, filmado em drones para overheads impressionantes. Efeitos práticos dominam as lutas, com flechas reais guiadas por cabos para segurança, minimizando CGI em favor de texturas táteis. A trilha sonora de Joseph Trapanese mescla harpas celtas com percussão eletrônica, pontuando transições de calmaria para caos com precisão orquestral.

  • Paleta de cores evolui de cinzas opressivos para verdes vibrantes na jornada de redenção.
  • Drones capturaram 30% das cenas aéreas, revelando a escala da Floresta de Sherwood.
  • Figurinos usaram 2 mil metros de tecido, com armaduras testadas para peso realista.
  • Trilha inclui instrumentos medievais autênticos, como alaúdes e tambores de guerra.
  • Edição em 2K garante nitidez em telas de TV, otimizada para transmissões como a da Globo.

Recepção inicial e números de bilheteria

Lançado em novembro de 2018, o filme estreou em 2.718 salas nos EUA, acumulando 21 milhões de dólares no fim de semana de abertura, superando expectativas modestas. No Brasil, atraiu mais de 1,2 milhão de espectadores, impulsionado por campanhas que destacavam o carisma de Egerton. Críticos elogiaram as sequências de ação, mas apontaram inconsistências no tom, com uma média de 5.3 no IMDb refletindo opiniões divididas entre fãs de super-heróis e puristas da lenda.

A produção da Lionsgate, com Leonardo DiCaprio como produtor executivo via Appian Way, apostou em marketing viral, liberando trailers que acumularam 50 milhões de views no YouTube pré-lançamento. Festivais iniciais, como o de Londres, geraram buzz positivo para Foxx, que concorreu a prêmios de melhor coadjuvante em circuitos independentes. Globalmente, o longa recuperou seu investimento triplicado, pavimentando reboots semelhantes em franquias clássicas.

Esses indicadores mostram como adaptações ousadas podem revitalizar mitos antigos, especialmente em formatos televisivos acessíveis como a Sessão da Tarde, que historicamente impulsiona reexibições de sucessos de ação.

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