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Governo propõe menos aulas práticas para CNH e gera debate sobre segurança

CNH Habilitação
Lidiana Cuiabano/ DETRAN -MT Lidiana Cuiabano/ DETRAN -MT

O governo federal apresentou uma proposta que reduz significativamente as horas de aulas práticas obrigatórias para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a partir de 2025. A medida, que também considera a eliminação total das aulas teóricas, visa tornar o processo mais acessível e menos custoso. A iniciativa, porém, divide opiniões entre autoescolas e especialistas, que questionam a preparação de novos motoristas. A regulamentação está em discussão no Congresso Nacional e pode alterar o cenário da formação de condutores no país.

A proposta, anunciada em outubro de 2025, prevê que candidatos à CNH cumpram apenas quatro horas de prática ao volante, contra as 20 horas exigidas atualmente. Além disso, a obrigatoriedade de aulas teóricas pode ser extinta, com foco exclusivo na prática. A medida busca reduzir custos para os candidatos, mas levanta preocupações sobre a segurança no trânsito.

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cnh – Foto: RafaPress/iStock.com
  • Principais mudanças propostas: Redução para quatro horas de prática e possível eliminação das aulas teóricas.
  • Objetivo: Diminuir os custos e agilizar o processo de habilitação.
  • Preocupação: Menor tempo de prática pode comprometer a formação de motoristas.

Detalhes da nova regulamentação

A proposta de alteração na legislação da CNH foi apresentada pelo governo para facilitar o acesso à habilitação. A redução das horas práticas obrigatórias, de 20 para apenas quatro, é o ponto central da mudança.

Essa diminuição visa baratear o processo, já que as aulas práticas representam grande parte dos custos em autoescolas. A medida, se aprovada, entrará em vigor em 2026, após debates no Congresso.

Impactos na formação de condutores

A redução drástica nas horas de prática preocupa instrutores de autoescolas, que defendem a importância de uma formação robusta. Menos tempo ao volante pode limitar a experiência dos novos motoristas em situações reais de trânsito.

Especialistas apontam que a prática é essencial para desenvolver habilidades como controle do veículo e tomada de decisões. A ausência de aulas teóricas também é vista como um risco, já que elas abordam regras de trânsito e segurança viária.

A proposta, no entanto, é defendida por setores que enxergam na mudança uma oportunidade de inclusão. Para muitos brasileiros, o alto custo da CNH é uma barreira significativa.

Debate sobre segurança no trânsito

A possível eliminação das aulas teóricas é um dos pontos mais polêmicos da proposta. Essas aulas cobrem temas como legislação, sinalização e direção defensiva, considerados fundamentais para a segurança.

A redução das horas práticas também levanta questões sobre a preparação para enfrentar o trânsito nas grandes cidades. Dados do Detran-SP mostram que 30% dos acidentes em 2024 envolveram motoristas recém-habilitados.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda analisa a viabilidade da proposta. Representantes do órgão prometem avaliar os impactos na segurança viária antes de aprovar as mudanças.

A sociedade civil também participa do debate, com movimentos a favor e contra a nova lei. Autoescolas planejam mobilizações para discutir os riscos da redução na formação.

Reações das autoescolas e candidatos

As autoescolas criticam a proposta, argumentando que a formação inadequada pode aumentar acidentes. Muitas temem impactos financeiros, já que menos aulas reduzem suas receitas.

Por outro lado, candidatos à CNH veem a medida com otimismo, destacando a economia de tempo e dinheiro. A estudante Mariana Silva, de 19 anos, afirmou que a redução de custos pode facilitar sua habilitação.

Cenário para 2026

A nova lei, se aprovada, deve entrar em vigor em 2026, após regulamentação pelo Contran. O governo espera que a medida democratize o acesso à CNH, mas especialistas reforçam a necessidade de equilíbrio entre acessibilidade e qualidade na formação.

Próximos passos legislativos

O projeto está em fase de análise no Congresso, com audiências públicas previstas para novembro de 2025. O texto final deve incorporar sugestões de especialistas e da sociedade civil.

A votação final está agendada para o primeiro semestre de 2026, com possíveis ajustes para atender às demandas de segurança. O governo promete monitorar os impactos da lei após sua implementação.

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