O dólar comercial opera em alta nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, cotado a R$ 5,3552 por volta das 10h, com variação positiva de 0,29% em relação ao fechamento anterior de R$ 5,34. Essa movimentação ocorre em São Paulo, na B3, influenciada por tensões fiscais no Brasil e dados econômicos mistos dos Estados Unidos, que afetam o fluxo de capitais emergentes. Investidores acompanham o pregão com atenção ao Federal Reserve e ao Copom, buscando sinais de cortes de juros que possam aliviar a pressão cambial.
A cotação reflete um cenário de cautela global, onde o fortalecimento do dólar americano pressiona moedas como o real. Bancos centrais monitoram o movimento para evitar impactos inflacionários.
No acumulado do mês, o dólar já avança 1,2%, partindo de R$ 5,29 no início de outubro.
Desempenho do dólar no dia
O dólar iniciou o pregão com leve recuo, mas inverteu a tendência após a divulgação de indicadores industriais nos EUA, que mostraram expansão modesta.
A máxima intradiária chegou a R$ 5,36, enquanto a mínima foi de R$ 5,34, configurando um intervalo estreito de oscilação. Operadores atribuem o viés altista a fluxos de saída de capitais do Brasil, em resposta a discussões sobre a Medida Provisória 1303 no Congresso.
Oscilações da bolsa de valores
O Ibovespa registra queda de 0,47% nesta sessão, negociado aos 141.356 pontos às 10h30.
O índice abriu em 141.356 pontos e testa mínimas próximas de 141.000, pressionado por vendas em papéis de bancos. Ações como Itaú (ITUB4) caem 1,2%, enquanto Petrobras (PETR4) sobe 0,8% com alta do petróleo Brent.
Volume negociado supera R$ 5 bilhões, com giro concentrado em blue chips.
- Principais baixas: BTG Pactual (-1,5%), B3 (-1,1%) e MRV (-0,9%).
- Ganhos isolados em CSN (CSNA3, +1,3%) e Minerva (BEEF3, +0,7%).
- Setor financeiro responde por 40% da perda no índice.

Movimentações das criptomoedas
Bitcoin e Ethereum avançam em dólar, mas convertidas ao real, as cotações refletem a alta do câmbio. O BTC chega a US$ 122.150,91, com ganho de 0,37% em 24 horas, equivalente a cerca de R$ 654.500 por unidade.
Ethereum segue na faixa de US$ 4.443,40, alta de 0,31%, ou R$ 23.800 aproximadamente. O mercado cripto reage a aprovações de ETFs nos EUA, com volume global acima de US$ 80 bilhões. Solana (SOL) destaca-se com +2,1%, impulsionada por atualizações na rede.
Ações em destaque no pregão
Desktop (DESK3) lidera ganhos com +9,91%, após confirmação de negociações com a Claro para expansão de serviços. A ação acumula alta de 15% na semana, atraindo investidores de tecnologia.
Méliuz (CASH3) sobe 4,01% com anúncio de programa de recompra de ações, sinalizando confiança da diretoria em valuation atual.
Por outro lado, Ambipar (AMBP3) cai 4,23%, em meio a pedido de recuperação judicial que afeta credibilidade. Klabin (KLBN11) avança 1,2% no setor agro, beneficiada por exportações de celulose em alta de 5,8% em setembro.
Braskem negocia estável, com rumores de entrada de bancos como acionistas minoritários. O setor de bancos pesa no Ibovespa, com Itaú e BTG recuando mais de 1%, em reação a propostas de tributação sobre lucros.
Influências externas no mercado
Dados do mercado de trabalho nos EUA, com taxa de desemprego em 5,6%, mantêm expectativas de corte de juros pelo Fed em novembro.
No Brasil, o IPCA de setembro, divulgado amanhã, é estimado em 0,20%, dentro das projeções do Boletim Focus.
Exportações de veículos crescem 2,9% em setembro, para 243,2 mil unidades, apoiando ações de montadoras. O FMI eleva previsão de crescimento global para 3,0% em 2025, citando resiliência apesar de choques.
Perspectivas para investimentos
Analistas recomendam diversificação em small caps, com potencial de valorização em corte de Selic para 10,5% até dezembro.
Fundos de dividendos rendem yield médio de 9%, acima da inflação projetada de 4,8%. Para cripto, posições táticas em altcoins como Arbitrum e XRP visam aprovações regulatórias.
Em renda fixa, títulos atrelados ao IPCA oferecem proteção contra câmbio volátil. Gestores sugerem alocação de 20% em commodities, com ouro e petróleo em alta de 3% no mês.
Fatores macroeconômicos em foco
O real deprecia 0,42% na semana, alinhado a emergentes como peso argentino e rand sul-africano. A projeção para dólar em 2025 cai para R$ 5,50 no Focus, de R$ 5,55 anterior.
Arrecadação federal soma R$ 111,2 bilhões nos oito primeiros meses, 2% abaixo de 2024, pressionando contas públicas. OMC atualiza comércio global para +2,4% em 2025, impulsionado por IA e importações nos EUA.
Banco Mundial vê China crescendo 4,8%, com impacto positivo em demanda por soja e minério brasileiros.
Tendências setoriais observadas
No varejo, Magazine Luiza (MGLU3) é elevada para preço-alvo de R$ 9,80 pelo BB Investimentos, com recomendação neutra.
Setor de energia destaca International Seaways, com dividendos de 7,1% e P/E de 9,5, atrativo para renda. Agro registra Filipinas importando 49 mil toneladas de suína brasileira, alta de 73,9%.
Tecnologia vê Desktop em rali, enquanto fintechs como Méliuz focam recompras para suporte de preço. Mineração com CSN Mineração (CMIN3) sobe 1,5%, antevendo resultados trimestrais melhores.