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Imprensa espanhola exalta Brasil de Ancelotti e destaca tridente letal de Vini, Rodrygo e Estêvão na goleada de 5 a 0 sobre Coreia

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seleção brasileira - Foto: Rafael Ribeiro/CBF seleção brasileira - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A seleção brasileira goleou a Coreia do Sul por 5 a 0 em amistoso internacional disputado nesta sexta-feira (10), no Estádio da Copa do Mundo, em Seul. O técnico Carlo Ancelotti comandou a equipe, que marcou com Estêvão (dois gols), Rodrygo (dois gols) e Vinicius Jr. A vitória ocorreu em preparação para a Copa do Mundo de 2026, com o Brasil explorando o ataque dinâmico para superar a defesa adversária.

O jogo começou equilibrado, mas o primeiro gol de Estêvão, aos 13 minutos do primeiro tempo, abriu o caminho para o domínio brasileiro. Ancelotti optou por um esquema ofensivo com quatro atacantes, priorizando velocidade e trocas de posição. A partida serviu como homenagem a Pelé, que completaria 85 anos em outubro, com o time exibindo futebol coletivo e individual de alta qualidade.

  • Estêvão: Dois gols, incluindo um chute cruzado após erro defensivo da Coreia.
  • Rodrygo: Doblete com finalizações precisas, um delas após jogada coletiva com 16 passes.
  • Vinicius Jr.: Gol e assistência, destacando dribles e acelerações pela esquerda.
  • Matheus Cunha: Participação em assistências, reforçando o quarteto ofensivo.

Visão da imprensa espanhola sobre o Real Brasil

O jornal Marca comparou a seleção ao Real Madrid sob Ancelotti, destacando o “resgate do jogo bonito” em referência ao estilo fluido do clube espanhol. A publicação elogiou o esquema 4-2-4 adotado, com sotaque madrilenho evidente na escalação de Casemiro, Éder Militão, Rodrygo e Vinicius Jr.

O texto apontou que o capitão Casemiro escoltou os companheiros de ex-clube, garantindo solidez defensiva enquanto o ataque criava chances. A goleada terminou com sorrisos no banco brasileiro, sinalizando otimismo para os próximos desafios.

Destaques do tridente mágico no ataque

O diário AS classificou o trio Vinicius Jr., Rodrygo e Estêvão como “tridente mágico”, responsável por quatro dos cinco gols. A análise enfatizou a combinação de velocidade e precisão, que desmontou a defesa coreana em menos de 45 minutos.

Estêvão, de 18 anos e recém-contratado pelo Chelsea, marcou logo no início, forçando a Coreia a recuar. Rodrygo ampliou com um chute rasteiro após drible, e Vinicius fechou com um contra-ataque rápido.

A publicação notou que o Brasil recuperou a essência do futebol de 2002, disputado no mesmo estádio, com pressão alta e diversão em campo. O jogo reforçou a aposta de Ancelotti em jovens talentos para o futuro.

Declarações de Ancelotti após a vitória

Carlo Ancelotti descreveu a partida como “completa”, elogiando o equilíbrio entre defesa e ataque. O técnico destacou que o primeiro gol de Estêvão quebrou o bloco médio da Coreia, facilitando o controle no segundo tempo.

Ele mencionou a variedade ofensiva da equipe, com soluções individuais de Rodrygo e Estêvão. Ancelotti evitou euforia, mas admitiu satisfação com o volume de jogo.

A preparação incluiu ajustes na saída de bola, que envolveram nove jogadores no primeiro gol. O Brasil não sofreu gols, mantendo a invencibilidade defensiva sob o comando italiano.

O treinador planeja repetir o quarteto contra o Japão, na terça-feira (14), em Tóquio.

Construção dos gols e tática adotada

A vitória começou com uma jogada coletiva: 16 passes envolveram o time até Estêvão finalizar aos 13 minutos. Rodrygo marcou aos 40, após assistência de Vinicius e corta-luz de Casemiro. No segundo tempo, Estêvão ampliou aos 2 minutos, explorando erro sul-coreano.

Rodrygo fez o quarto aos 4, com chute colocado na área. Vinicius fechou aos 32, driblando o goleiro Jo Hyeon-Woo em contra-ataque. A tática de Ancelotti priorizou mobilidade, com trocas constantes de posição no ataque.

A Coreia terminou com três cartões amarelos, por faltas em contra-ataques brasileiros. O Brasil manteve 62% de posse de bola e finalizou 18 vezes.

Essa atuação marcou a primeira goleada de Ancelotti na seleção, superando placares anteriores de 2 a 0. O amistoso testou a base madrilenha, com Militão e Casemiro ancorando o meio.

Repercussão na mídia internacional

Vários veículos europeus notaram a homenagem a Pelé por meio do futebol ofensivo. O AS previu que o Brasil “dá um golpe na mesa” se favoritos tropeçarem na Copa. A imprensa destacou o presente e futuro com Estêvão, de 18 anos, como promessa.

O Marca elogiou o “atrevido” 4-2-4, comparando à era vitoriosa de Ancelotti no Real Madrid. Publicações italianas, como Corriere della Sera, recordaram a experiência do técnico em gerir talentos jovens.

A vitória anima a torcida brasileira, que viu o time sem sofrer gols pela quarta vez em cinco jogos. Ancelotti foca em consistência para os eliminatórios.

Preparação para o próximo amistoso

O Brasil viaja para Tóquio após o jogo em Seul, onde enfrentará o Japão em 14 de outubro. Ancelotti testará variações no ataque, mantendo o foco em velocidade.

A CBF agenda mais amistosos asiáticos para adaptar o time a fusos horários da Copa de 2026. Jogadores como Paquetá e Richarlison entrarão no segundo duelo.

Essa sequência reforça a transição sob Ancelotti, com ênfase em coesão tática.

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