O Ministério do Trabalho e Emprego confirma que trabalhadores com carteira assinada em 2023 têm direito ao abono salarial PIS/Pasep em 2025, desde que atendam critérios específicos de remuneração e tempo de serviço. O benefício, pago a partir de fevereiro deste ano, refere-se ao ano-base 2023 e beneficia cerca de 25,8 milhões de pessoas em todo o país. Os valores, que variam de acordo com meses trabalhados, ficam disponíveis até 29 de dezembro.
Trabalhadores da iniciativa privada recebem via Caixa Econômica Federal, enquanto servidores públicos usam o Banco do Brasil. A liberação segue unificada pelo mês de nascimento, com lotes extras processados recentemente para dados informados até junho.
- Cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
- Remuneração média mensal de até dois salários mínimos em 2023.
- Atividade remunerada por no mínimo 30 dias no ano-base.
Esses requisitos garantem o acesso ao pagamento, totalizando R$ 30,7 bilhões em recursos distribuídos.

Requisitos para elegibilidade ao benefício
Trabalhadores precisam comprovar vínculo formal com empregadores contribuintes do PIS ou PASEP durante 2023. O eSocial exige que os dados sejam enviados corretamente pelo empregador até prazos definidos, como 20 de junho para lotes extras.
Servidores públicos e empregados de estatais seguem regras semelhantes, com foco em informações precisas para evitar atrasos. O cadastro inicial no programa, contado desde o primeiro emprego formal, deve completar cinco anos para qualificação.
Calendário de pagamentos unificado
Os depósitos começaram em 17 de fevereiro para nascidos em janeiro e prosseguem por lotes mensais. Nascidos em novembro e dezembro tiveram acesso em agosto, com valores creditados diretamente em contas bancárias.
Lotes extras, como o de outubro para 1,6 milhão de beneficiários, corrigem envios tardios de dados. Os saques permanecem liberados até dezembro, permitindo flexibilidade para retirada.
- Fevereiro: Nascidos em janeiro.
- Março: Nascidos em fevereiro.
- Abril: Nascidos em março e abril.
Essa organização facilita o planejamento financeiro dos trabalhadores.
Valores proporcionais ao tempo trabalhado
O montante máximo atinge R$ 1.518, equivalente a um salário mínimo para 12 meses de serviço. Cada mês conta como R$ 126,50, considerando períodos de 15 dias ou mais como mês integral.
Trabalhadores com apenas um mês recebem R$ 126,50, enquanto seis meses garantem R$ 759. A proporcionalidade reflete o tempo exato de contribuição formal em 2023.
Empregadores devem registrar remunerações médias até R$ 2.640 mensais para manter a elegibilidade. Ajustes no eSocial evitam exclusões indevidas.
Como consultar e sacar o abono
A Carteira de Trabalho Digital permite verificação a partir de fevereiro, com detalhes sobre valor e data. O app da Caixa Trabalhador ou o telefone 158 oferecem acesso rápido para beneficiários do PIS.
Para o PASEP, o Banco do Brasil prioriza transferências via PIX ou TED. Loterias e agências atendem saques presenciais, com documentos básicos.
- Baixe o app oficial da instituição bancária.
- Insira CPF e dados pessoais para login.
- Confirme saldo e agende retirada se necessário.
Diferenças entre PIS e PASEP
O PIS atende 22 milhões de trabalhadores privados, com foco em integração social via Caixa. O PASEP, para 3,8 milhões de servidores, enfatiza formação patrimonial pelo Banco do Brasil.
Ambos seguem critérios idênticos de remuneração e tempo, mas canais de pagamento variam. A unificação do calendário em 2025 simplifica o processo para todos os elegíveis.
Trabalhadores rurais e urbanos com carteira assinada integram os públicos atendidos, desde que vinculados a contribuintes. Atualizações no sistema eSocial fortalecem a precisão dos repasses.
Lotes extras e correções recentes
Em outubro, 1,6 milhão de profissionais receberam R$ 1,5 bilhão por dados corrigidos. Desses, 697 mil via PIS e 942 mil via PASEP, beneficiando atrasos de prefeituras e empresas.
O processamento encerra envios excepcionais, garantindo inclusão até dezembro. Trabalhadores devem monitorar a Carteira Digital para atualizações.
Cerca de 99 mil beneficiários ainda não sacaram, somando R$ 833 milhões disponíveis. A prorrogação até o fim do ano evita perdas.