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Rayssa Leal é eliminada na classificatória da SLS Paris em Roland Garros após falhas em manobras

Rayssa Leal
Rayssa Leal - Foto: reprodução Rayssa Leal - Foto: reprodução

A skatista brasileira Rayssa Leal foi eliminada da final da etapa de Paris da Street League Skateboarding (SLS), realizada neste sábado (11) no complexo de Roland Garros, na França. A atleta de 17 anos começou a classificatória com nota alta de 7,9 pontos na primeira volta, assumindo a liderança provisória do grupo. No entanto, falhou em quatro tentativas consecutivas de manobras no corrimão durante a seção de best trick, o que a deixou com pontuação total de 15,9 e na quarta posição.

O evento marca a estreia da SLS no histórico estádio de tênis, transformado em pista de street skate para a competição. Rayssa, tricampeã mundial da liga feminina e detentora de 13 vitórias em etapas, buscava o quarto título consecutivo na temporada. A eliminação ocorreu antes do fim da fase, já que apenas as três primeiras de cada grupo avançam.

A competição prossegue com as finais femininas às 13h30 (horário de Brasília) e masculina às 15h, com transmissão pelo SporTV2.

Pista inédita une tênis e skate em Paris

O Stade Roland Garros, famoso por torneios de tênis como o French Open, recebeu pela primeira vez uma pista de skate street montada em sua quadra central. A estrutura inclui obstáculos como corrimões, gaps e rails, adaptados para manobras técnicas exigidas na SLS.

Essa integração destaca a expansão global do skate, esporte olímpico desde Tóquio 2020. Rayssa Leal expressou empolgação pré-evento ao competir em local com tanta tradição esportiva.

O tour 2025 da SLS já passou por Santa Mônica, Brasília e Cleveland, com Paris como quarta etapa.

Desempenho inicial anima, mas erros decidem

Rayssa iniciou forte com a volta de 7,9 pontos, combinando ollies e grinds precisos. A liderança durou até a best trick, onde a pressão por notas altas levou às falhas.

Na segunda tentativa, uma queda rendeu 4,9 pontos, mantendo-a competitiva. As quatro falhas seguidas no corrimão, no entanto, zeraram as chances de avanço.

  • Primeira volta: 7,9 pontos, com manobras fluidas no gap.
  • Segunda volta: 4,9 pontos, após recuperação rápida.
  • Best trick: Quatro zeros, focando em heelflip no rail.

A pontuação final de 15,9 superou apenas a americana Secret Lynn (14,2).

Grupo 2 tem domínio japonês e holandês

Aoi Uemura liderou o grupo com 26,1 pontos, executando switches e nollies complexos. Funa Nakayama seguiu com 18,6, destacando-se em lipslides longos.

Keet Oldenbeuving, da Holanda, garantiu a terceira vaga com 18,8 pontos em fakie heelflips. Rayssa ficou atrás, mas o grupo mostrou equilíbrio entre estilos asiáticos e europeus.

Essa configuração reflete a competitividade feminina na SLS, com japonesas vencendo 40% das etapas recentes. As finalistas agora disputam o pódio em formato de runs cronometradas.

A final sem Rayssa priva o público de um duelo com Chloe Covell, australiana de 15 anos que venceu o grupo 1 com 28,9 pontos.

Trajetória de Rayssa na SLS acumula recordes

A maranhense soma 13 vitórias na liga, recorde entre mulheres, incluindo triunfos em Miami e Brasília este ano. Em Paris 2024, ficou em segundo por um ponto de diferença para Covell.

Suas medalhas olímpicas – prata em Tóquio e bronze em Paris 2024 – consolidam seu status. A SLS exige consistência em cinco manobras por run, testando precisão sob pressão.

Próximas etapas incluem Las Vegas em 25 de outubro e o Super Crown em São Paulo, nos dias 6 e 7 de dezembro.

Expectativas para o restante do tour

O Brasil ainda compete no masculino, com Kelvin Hoefler e Giovanni Vianna na classificatória. Hoefler, prata olímpico em Tóquio, mira pódio em Roland Garros.

A pista parisiense, com 20 obstáculos variados, favorece adaptações rápidas. Finalistas femininas como Uemura já treinam ajustes para a decisão.

Transmissão ao vivo permite análise em tempo real de scores. O evento reforça a SLS como plataforma para novos talentos globais.

Manobras técnicas desafiam na best trick

A seção de best trick na SLS prioriza uma manobra única, com cinco tentativas por atleta. Rayssa optou pelo corrimão de 5 metros, comum em street skate urbano.

Falhas ocorrem por grip instável ou ângulo equivocado no takeoff. Técnicas como o 50-50 grind demandam equilíbrio perfeito.

  • Corrimão principal: 5m de comprimento, com drop-in inclinado.
  • Alternativas: Fakie boardslide ou noseslide para variação.
  • Critérios de nota: Dificuldade (40%), execução (30%), criatividade (20%), fluxo (10%).

Essa fase representa 50% da pontuação total na classificatória.

Rayssa Leal planeja ajustes para Las Vegas, focando em treinos de repetição.

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