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Técnico brasileiro Fabrício Pacholok lidera vitórias de Ramon Dino e Derek Lunsford no Mr. Olympia 2025 em Las Vegas

Fabrício Pacholok e Ramon Dino
Fabrício Pacholok e Ramon Dino - Foto: Instagram

Fabrício Pacholok, treinador brasileiro de 41 anos, alcançou um feito inédito no Mr. Olympia 2025 ao guiar dois atletas ao topo em categorias diferentes. O evento ocorreu nos dias 9 a 12 de outubro em Las Vegas, nos Estados Unidos, e marcou a primeira vitória do Brasil na divisão masculina. Ramon Dino, o acreano conhecido como “Dinossauro Acreano”, venceu na Classic Physique, enquanto o americano Derek Lunsford levou o título na Men’s Open. A preparação integrada de força, nutrição e recuperação foi essencial para esses resultados.

Pacholok, natural de Telêmaco Borba no Paraná, assumiu o comando da equipe de Ramon Dino no início de 2025. Sua metodologia, que inclui foco psicológico, diferenciou os competidores. Derek Lunsford, único atleta com títulos em 212 e Open, buscou o brasileiro após o terceiro lugar em 2024.

O torneio distribuiu US$ 2 milhões em prêmios, com Lunsford ganhando US$ 600 mil na Open e Dino US$ 100 mil na Classic. A delegação brasileira teve 59 atletas, o maior número até então.

Estratégias de Pacholok na preparação

A abordagem de Fabrício Pacholok combina treinos intensos com monitoramento nutricional preciso. Ele realizou imersões em Tampa, nos EUA, para ajustar a forma de Lunsford. Para Dino, o foco foi na simetria e proporção, exigências da Classic Physique.

Essa estratégia evitou lesões comuns e otimizou a performance no palco. Pacholok treina outros cinco atletas no evento, como Vitaliy Ugolnikov, que terminou em 10º na Open.

Resultados na Classic Physique

Ramon Dino superou rivais como Mike Sommerfeld e Terrence Ruffin na Classic Physique. Ele apresentou um pacote completo de estética, com linhas harmoniosas e condicionamento afiado. O brasileiro, que terminou em segundo em anos anteriores, quebrou a sequência de Chris Bumstead, aposentado após seis títulos.

  • Dino ganhou US$ 100 mil e o troféu Sandow na categoria.
  • Sommerfeld ficou em segundo, com Ruffin em terceiro.
  • A divisão enfatiza proporção sobre massa extrema.
  • Dino dedicou a vitória ao Brasil em entrevista pós-cerimônia.

O público em Las Vegas aplaudiu a apresentação de Dino, que incluiu poses clássicas como o front lat spread.

Desempenho de Lunsford na Open

Derek Lunsford completou a “tríplice coroa” de 2025 ao vencer Arnold Classic Ohio, Pittsburgh Pro e Mr. Olympia. Ele superou Hadi Choopan em segundo, Andrew Jacked em terceiro e o defensor Samson Dauda em quarto. Sua definição muscular, especialmente no tronco, decidiu o julgamento.

Lunsford, bicampeão na Open após 2023, ajustou o peso para 107 kg no palco. A vitória veio após callouts intensos no pré-julgamento de sexta-feira.

  • Prêmio de US$ 600 mil para o primeiro lugar.
  • Choopan recebeu o People’s Champion Award.
  • Dauda caiu do topo após vitória em 2024.
  • Lunsford destacou a parceria com Pacholok.

Participação brasileira no evento

O Brasil celebrou três títulos totais no Mr. Olympia 2025, incluindo Natalia Abraham Coelho na Women’s Physique e Eduarda Bezerra na Wellness. Rafael Brandão ausentou-se por recuperação de saúde na Open. Vitaliy Ugolnikov, russo naturalizado, avançou às finais.

Pacholok liderou seis atletas brasileiros ou treinados no Brasil. A presença recorde reflete o crescimento do fisiculturismo local.

Destaques em outras divisões

Keone Pearson venceu na Men’s 212, Ryan Terry na Men’s Physique e James Berge na Pro Wheelchair. No feminino, Andrea Shaw defendeu o Ms. Olympia. O evento atraiu milhares de espectadores ao Resorts World Theatre.

  • 11 divisões competiram com prêmios variados.
  • Total de US$ 2 milhões distribuídos.
  • Brasil somou pódios em múltiplas categorias.

Esses resultados elevam o perfil do esporte globalmente.

Conquistas e próximos passos

Fabrício Pacholok planeja expandir sua equipe para 2026, com foco em qualificações regionais. Ramon Dino mira a defesa do título, enquanto Lunsford descansa após o ciclo intenso. O Mr. Olympia reforça Las Vegas como capital do fisiculturismo.

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