O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançou, em 13 de outubro de 2025, a campanha “Flora Exótica para a Fauna – Espatódea”, que alerta sobre os perigos da espatódea, planta considerada invasora e tóxica para abelhas. A iniciativa reforça a Lei Estadual nº 17.694, de 2019, que proíbe a produção, plantio e manutenção dessa espécie em todo o estado. A medida visa proteger polinizadores, essenciais para a biodiversidade. Multas de R$ 1 mil por planta podem ser aplicadas, dobrando em caso de reincidência.
A espatódea, originária da África, é comum em áreas urbanas devido ao seu crescimento rápido e flores ornamentais. Suas flores, no entanto, contêm toxinas letais para abelhas e beija-flores, comprometendo colmeias e a reprodução de plantas nativas. A campanha orienta a substituição por espécies nativas, como ipê-amarelo e aroeira.
- Ação do IMA: Campanha educativa para informar sobre os riscos da espatódea.
- Multas: R$ 1 mil por planta, com valor dobrado em reincidências.
- Substituição: Espécies nativas são recomendadas para cada região de SC.
Riscos da espatódea para a fauna
A Spathodea campanulata, conhecida como bisnagueira, produz néctar tóxico que afeta abelhas durante a polinização. O veneno pode ser levado às colmeias, causando a morte de outras abelhas. Essa contaminação prejudica a cadeia de polinização, essencial para a agricultura e a biodiversidade.
A planta, comum em arborização urbana, cresce até 25 metros e tem flores alaranjadas em forma de taça. Sua rápida proliferação a torna uma ameaça em ecossistemas brasileiros.
Medidas para retirada da planta
A legislação catarinense exige o corte de espatódeas, com substituição por espécies nativas adaptadas a cada região. Em áreas urbanas, o corte pode exigir autorização municipal. Em Áreas de Preservação Permanente (APPs), a remoção é liberada, desde que acompanhada de recuperação ambiental por um técnico habilitado.
A campanha do IMA recomenda espécies como mangue-formiga para o litoral, canafístula para a serra e ipê-roxo para o oeste. Denúncias podem ser feitas ao IMA pelo telefone 0800-644-8500 ou online.
Casos recentes em Santa Catarina
Em 2024, a UFSC foi notificada para remover 70 espatódeas de seu campus em Florianópolis, após solicitação do deputado Padre Pedro Baldissera (PDT). A ação visa proteger polinizadores no ambiente universitário.
Em 2022, a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Morro da Fumaça orientou moradores a cortar a planta, reforçando a conscientização no sul do estado.
Ações semelhantes têm ocorrido em outros municípios, com foco na substituição por árvores nativas. O IMA destaca a importância da colaboração popular para conter a ameaça.
Como denunciar a presença da espatódea
Qualquer cidadão pode denunciar espatódeas ao IMA, pelo telefone 0800-644-8500 ou pelo site da Ouvidoria. Em Florianópolis, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) recebe denúncias pelo WhatsApp (48) 3271-6851 ou presencialmente.
Substituição por espécies nativas
O IMA incentiva a substituição da espatódea por árvores nativas adaptadas ao clima e solo de cada região de Santa Catarina. A escolha de espécies como aroeira, ipê-amarelo e canjerana fortalece a fauna local e reduz impactos ambientais.
A campanha também destaca a importância de profissionais habilitados para orientar o plantio e a recuperação ambiental, especialmente em áreas sensíveis como APPs.
Impacto na biodiversidade
A espatódea compromete a polinização, essencial para a produção agrícola e a manutenção de ecossistemas. Abelhas e beija-flores, afetados pela toxina, desempenham papéis cruciais na reprodução de plantas nativas. A substituição por espécies nativas é uma medida para proteger a fauna e garantir a sustentabilidade ambiental em Santa Catarina.