A chuva de meteoros Orionídeas será visível em todo o Brasil nas madrugadas de 21 a 23 de outubro. O fenômeno, ligado ao cometa Halley, atinge seu pico nas noites de terça para quarta e de quarta para quinta, com até 20 meteoros por hora. O Observatório Nacional destaca que a visibilidade será favorecida pela Lua Nova, com apenas 2% de iluminação. Não é necessário equipamento especial para observar o evento.
As melhores condições para acompanhar a chuva incluem locais afastados de luzes urbanas e céu limpo. O fenômeno ocorre quando a Terra cruza detritos do cometa Halley, que geram rastros luminosos ao queimar na atmosfera. O radiante, ponto de origem aparente dos meteoros, está na constelação de Órion, perto da estrela Betelgeuse.
- Horário ideal: da meia-noite ao amanhecer.
- Visibilidade: excelente em todo o Brasil, com leve vantagem no Norte e Nordeste.
- Condições: céu escuro e sem nuvens favorece a observação.
O evento é uma oportunidade para observar meteoros rápidos, que atingem 66 km/h, deixando trilhas brilhantes.
Origem do fenômeno
A chuva de meteoros Orionídeas é causada por detritos do cometa Halley, que orbita o Sistema Solar a cada 75-76 anos. Esses fragmentos, ao entrarem na atmosfera terrestre, queimam e formam os rastros luminosos característicos.
O fenômeno ocorre anualmente entre 2 de outubro e 12 de novembro, com pico entre 21 e 23 de outubro, quando a Terra atravessa a região mais densa de detritos.
Como observar o espetáculo
Para aproveitar o evento, escolha um local com pouca poluição luminosa, como áreas rurais. Após 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam, facilitando a visualização.
Não é necessário telescópio ou binóculo, já que os meteoros aparecem em várias partes do céu. Paciência é essencial, pois o pico pode variar.
A Nasa recomenda observar deitado, com vista ampla do céu, para captar o maior número de meteoros.

Características dos meteoros
Os meteoros Orionídeas são conhecidos por sua velocidade e brilho intenso. Alguns podem formar “bolas de fogo”, visíveis por segundos ou minutos.
Partículas variam de grãos de poeira a pequenos pedregulhos, geralmente queimando completamente na atmosfera. Em raros casos, fragmentos chegam ao solo como meteoritos.
A constelação de Órion, com as Três Marias no centro, serve como referência, mas os meteoros surgem em diferentes pontos do céu.
O Projeto Exoss, coordenado por Marcelo De Cicco, monitora o evento e registra dados para estudos científicos.
Importância científica
O estudo das chuvas de meteoros contribui para a ciência espacial. A análise dos detritos ajuda a entender a composição dos cometas e a formação do Sistema Solar.
Além disso, os dados coletados auxiliam na proteção de satélites e naves espaciais, mapeando períodos de maior risco de colisão com meteoroides.
Última passagem do Halley
O cometa Halley, responsável pelas Orionídeas, foi visto pela última vez em 1986. Sua próxima passagem está prevista para 2061. Com dimensões de 16 x 8 x 8 km, ele reflete apenas 3% da luz solar, sendo um dos objetos mais escuros do Sistema Solar.
Dicas para observadores
Evite luzes artificiais e escolha um local com céu aberto. A observação é mais eficaz após a meia-noite, com o radiante de Órion mais alto no céu.