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Seca de gols de Olivera, Cristaldo e Pavón expõe problemas no ataque do Grêmio 2025

Pavon e Cristaldo
Pavon e Cristaldo - Foto: Lucas Uebel/Grêmio Pavon e Cristaldo - Foto: Lucas Uebel/Grêmio

O Grêmio acumula jejuns extensos de gols com três de seus principais reforços no Brasileirão 2025. Franco Cristaldo, Cristian Pavón e Cristian Olivera, contratados por cerca de R$ 70 milhões nos últimos anos, não marcam há 80 jogos combinados. A situação ocorre em Porto Alegre, após a goleada por 4 a 0 sofrida para o Bahia na última rodada, o que intensifica as críticas da torcida e da diretoria.

Esses jogadores chegaram como soluções para o setor ofensivo, mas enfrentam baixa produtividade nesta temporada. O técnico Mano Menezes cobra mais eficiência, enquanto o time busca recuperação contra o Juventude no domingo, na Arena do Grêmio.

O contexto revela investimentos altos sem retorno imediato, com Cristaldo registrando 35 partidas sem gols, Pavón 31 e Olivera 14. A pressão aumenta na reta final do campeonato, onde o Grêmio ocupa posição instável na tabela.

  • Cristaldo: Contratado em 2023 por R$ 24 milhões, artilheiro argentino em 2022.
  • Pavón: Chegou em 2024 por R$ 19,8 milhões, com foco em assistências, mas sem gols recentes.
  • Olivera: Reforço de fevereiro de 2025 por R$ 25,6 milhões, com início promissor que caiu.

Contratações custosas sem impacto imediato

A chegada de Cristaldo em dezembro de 2022 marcou uma das maiores transferências do Grêmio na época. O argentino, ex-artilheiro do Campeonato Argentino, custou US$ 4,5 milhões e integrou o time ao lado de Luis Suárez na temporada seguinte. No entanto, em 2025, ele perdeu espaço e virou reserva frequente.

Pavón seguiu o padrão em fevereiro de 2024, com custo similar de US$ 4 milhões. O ponta-direita ganhou confiança por sua dedicação defensiva, acumulando seis assistências no ano, mas a ausência de gols persiste desde fevereiro, na vitória sobre o Pelotas pelo Gauchão.

Esses investimentos visavam elevar o nível ofensivo, mas o coletivo gremista influencia o desempenho individual. Mano Menezes ajusta táticas para explorar melhor as finalizações, priorizando movimentação sem bola nos treinos recentes.

Seca de Cristaldo expõe declínio no meio-campo

Franco Cristaldo vive o maior jejum do trio, com 35 jogos sem marcar. Seus últimos gols saíram em fevereiro, na goleada por 5 a 0 sobre o São Luiz pelo Gauchão. Em 2025, o meia soma poucas participações decisivas, apesar de uma assistência recente contra o Vitória.

A torcida questiona o rendimento abaixo do esperado, especialmente após o status de estrela na contratação. Cristaldo finaliza com frequência, mas a precisão cai, como visto na defesa do goleiro do São Paulo em partida recente.

O técnico observa que o problema vai além do individual, envolvendo criação coletiva. Nos últimos cinco jogos, o Grêmio criou apenas 12 chances claras, metade convertida em finalizações ineficazes.

O argentino treinou isoladamente na semana passada, focando em arremates. A expectativa é de maior minutos contra o Juventude, onde ele pode atuar pela esquerda.

Pavón resiste como titular apesar das vaias

Cristian Pavón mantém status de titular, mas enfrenta cobranças constantes. Contratado por US$ 4 milhões, o argentino não marca há 31 jogos, com os últimos gols em fevereiro contra o Pelotas. Sua contribuição vem da marcação, com interceptações acima da média no Brasileirão.

Durante o pior momento do Grêmio no ano, vaias ecoaram na Arena, mas Pavón recuperou espaço com Mano Menezes. Ele soma seis assistências em 2025, liderando o time nesse quesito entre os pontas.

O posicionamento variou: inicialmente pela direita, migrou para a esquerda em testes recentes. Essa adaptação visa explorar sua velocidade em contra-ataques, com 15 dribles bem-sucedidos nos últimos dez jogos.

A diretoria monitora o desempenho, considerando propostas para 2026 se o jejum persistir. Pavón participou de 28 partidas este ano, com 1.800 minutos em campo.

Olivera lida com polêmica e perda de espaço

Cristian Olivera chegou em fevereiro de 2025 por US$ 4,5 milhões, prometendo velocidade pelo flanco. O uruguaio marcou seu último gol há 14 jogos, contra o Juventude em junho, e acumula cinco gols na temporada, com dois assistências em 33 partidas.

Uma entrevista no Uruguai gerou controvérsia, ao questionar a perda de titularidade para um “colega de renome”. O Grêmio aplicou multa, e Olivera pediu desculpas publicamente, alinhando-se à hierarquia do vestiário.

Agora, ele compete com Alysson e Amuzu pelas pontas, atuando em 2.207 minutos totais. O jejum reflete adaptação ao futebol brasileiro, com finalizações médias de 2,5 por jogo, mas conversão baixa de 10%.

Reformulação em vista para o ataque tricolor

A diretoria planeja ajustes no elenco para 2026, com o trio na mira de negociações. Após a goleada para o Bahia, a média de gols sofridos chegou a 1,8 por partida, quarta pior entre os times da parte alta da tabela.

Jogadores experientes como Willian e Carlos Vinícius assumiram o protagonismo ofensivo, marcando em jogos chave. O Grêmio testou variações táticas, com foco em 4-3-3 para equilibrar defesa e ataque.

  • Willian: Três gols em dez jogos desde a chegada.
  • Carlos Vinícius: Dois gols e liderança em duelos aéreos.
  • Arthur: Assistências decisivas no meio-campo.

O próximo compromisso contra o Juventude exige reação imediata, com treinos intensos em finalizações. A eleição presidencial no final de 2025 influencia decisões financeiras, priorizando retornos de investimentos.

O time marcou 30 gols em 29 rodadas do Brasileirão, o menor entre os dez primeiros colocados. Mano Menezes enfatiza coletividade, ajustando escalações para maximizar chances criadas.

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